Era sagrado, todas as sextas-feiras nós nos reuníamos em um barzinho ali na Lima e Silva depois de uma partidinha de futebol. Ficávamos sentados tomando um chopp, conversando e observando as gurias até altas horas da noite. Era um negócio bem amistoso. Amigos de infância, de muitos anos de convivência se encontrando para esquecer a semana que passou.
Também era sagrado que o Dinho sempre conseguia companhia, não importando o nível de cerveja ou o quanto ele tivesse corrido durante o jogo. Era uma espécie de magnetismo animal que ele tinha, aliado a um sorriso largo e aquele jeitão tranqüilo de surfista. Ele via uma mesa com algumas garotas e falava “tô indo, achei os alvos da nossa noite”. E então rapidamente ele partia para o ataque, mais ou menos como um Ronaldinho Gaúcho, quando se mete em seus lances de genialidade, deixando a zaga adversária em estado de loucura. Ele ia driblando as cadeiras, desviando dos garçons, e se notava que estavam acompanhadas, ele então disfarçava e voltava discretamente para a mesa, esperando a próxima oportunidade.
Em cinco minutos de conversa, ele conseguia fazer com que as garotas se derretessem por ele de uma forma que nós, humanos normais demoraríamos semanas. Ele era um craque, eu apenas um zagueiro.
E foi num desses dias de calor, que eu me lembro que tudo aconteceu. Estávamos lá sentados, já tínhamos tomado algumas cervejas e pedido alguns Xis, quando observamos três garotas entrarem no lugar. Lindas, daquele tipo que a gente vê na praia e fica babando, com piercing no umbigo e todo o resto do aparato só faltou a musica de filme adolescente para completar toda aquela cena. Elas passaram por nós, e foram angariando queixos enquanto se dirigiam a sua mesa. Duas morenas e uma ruiva.
Ele olhou para nós e largou seu já conhecido “vou lá, é agora, a ruiva vai ser minha”. Tentamos o fazê-lo parar, mas nada para um craque, nem mesmo o maior dos zagueiros. E ele foi para lá. Ficamos como a torcida esperando pela cobrança de pênalti. Atentos, nervosos, ansiosos. Ele conversava, sorria, gesticulava e parecia que dava certo, pois elas correspondiam, sorriam e pareciam bem amistosas.
Ele então as trouxe à nossa mesa, e nos apresentamos: uma era Karen, a outra Renata e a ruiva era a Carol. Sentaram-se conosco e ficamos lá, batendo papo até altas horas. Trocamos o habitual, Orkut, MSN e telefone para que pudéssemos voltar a conversar. E ele sem perder a oportunidade, já estava com a ruiva pendurada em seu braço e iria a acompanhar até em casa, pois segundo ele o bairro estava muito perigoso nos últimos dias, e não seria digno da parte dele deixar que ela fosse sozinha para casa, já que as amigas iam para outro lado. Ela sorriu e o guiou para dentro das sombras.
E assim começaram os problemas para o nosso craque. Ele ia cada vez menos aos nossos jogos, às vezes não ficava para a cervejinha, não aparecia nos fim de semana para bater um papo. Ele começava a ficar excluso do nosso convívio.
Até que um dia apareceu lá em casa. Todo transtornado. Os cabelos todos desgrenhados, a face inchada.
Perguntei o que havia lhe acontecido e ele falou. “Foi a Carol”, ele disse, “isso me aconteceu. Eu comecei a namorar ela, sabe, porque pensei que essa era uma garota bonita, legal mesmo. Mas eu agora não consigo mais para de pensar nela e ela me prende, não me deixa mais ser livre. E eu gosto cada vez mais dela, não sei o que fazer.” Falei para ele que deveria pensar bem no assunto, e se gostava tanto assim dela, deveria falar para ela que ela estava dando pressão demais.
E então ele soltou a bomba: “Mas ela acabou comigo, disse que tinha encontrado alguém melhor do que eu”.
Eu não pude acreditar. Nosso craque, nosso atacante, infalível, que ninguém conseguia parar, estava agora ali, se lamentando em meu sofá, em prantos, chorando por causa de uma rapariga. Assim como nosso gênio criado nas categorias de base do grêmio, e que tomou o mundo com sua habilidade e raça, agora ele a exemplo do Gaucho(R), estava perdendo seu encanto, parecia que não mais valorizava sua habilidade, sua mágica natural.
Talvez o nosso Ronaldinho Gaúcho também esteja sofrendo por causa de uma rapariga espanhola, e por isso não mais está fazendo os lances que faziam a torcida catalã gritar por seu nome. E assim como no caso do Dinho, o que ele precisa nesse momento é de apenas um amigo com quem possa conversar e desabafar, e então logo ele estará de volta aos gramados em sua antiga forma. O goleador, o gênio, nosso garoto, Ronaldo.
E eu fiquei pensando depois disso tudo que, se até mesmo um craque como o Ronaldinho está sujeito a cair de amores por uma guria e ficar por ai pelos cantos, que chance tenho eu, apenas um zagueiro?








quebrado, e todas aquelas roupas intimas penduradas por todo o lugar. Sorri lembrando-se que o local mais parece um banheiro de posto de beira de estrada. Mas ela precisa se limpar, por isso abre a ducha, e deixa a água quente escorrer por seu corpo esguio, limpando o sangue infiel de Povich.
Ela não sabia o motivo dessa pergunta, nunca antes lhe foi questionada sua opinião quanto a essa organização, e sabia pouco dela também. Sabia que era formada por pessoas sem nenhum tipo de escrúpulos, que seria capaz de machucar (isso para não dizer chacinar) qualquer pessoa que se impusesse no caminho de seus objetivos. Mas para ela e o resto do bando isso nada significava, pois não eram de nenhuma facção. Eram solitários, tinham um acordo com a Camarilla da cidade para que não fossem incomodados e não se envolviam na guerra santa entre essas as duas facções.

Os livros narram as missões do personagem indo de local em local a mando de seu chefe, o misterioso M. Para os conhecedores de apenas os filmes do agente 007, pode-se dizer que o que eles viram basicamente nas telas foi outro personagem, levemente inspirado no 007 original, com exceção de alguns filmes com Sean Connery e do último filme adaptado, Cassino Royale, que não apenas revitalizou o personagem ao trazê-lo de volta para perto de onde saiu (dos livros), mas também reconquistou o público com uma história muito bem posta para as telas. Usando sim bastante da história e do personagem original. Nota-se ali muito da essência dos livros. A frieza de Bond, seu temperamento, sua paixão por Vésper Lind, a primeira de duas garotas que tiveram a paixão de Bond e aquela que marcou a forma de agir de Bond com o resto das mulheres daquele ponto em diante. E, diferente dos outros filmes, Royale não possui todas as tranqueiras super fodásticas que tinham os outros filmes. E isso tornou o que vimos no cinema algo mais crível e muito mais interessante (quase como a trilogia Bourne).
Apenas para que possam desassociar o filme do livro e para que possam ver que o personagem é muito mais do que foi descrito nos filmes da franquia anterior, onde a cada novo filme aparecia um novo vilão, uma nova Bond girl, um novo equipamento e uma nova história tão profunda quanto um copo de pinga. Digo-lhes que não irão se arrepender de gastar um pouquinho de tempo nessa leitura. Pois o autor escreve de forma fluída, que não dá vontade de para de ler em nenhum momento. As histórias são sempre muito bem conduzidas e se tornam cada vez mais profundas nos sentimentos e pesadelos de Bond, que após algum tempo se torna um homem cansado, um tanto quanto mais frio e ainda violento.
O núcleo dos Doors foi gerado em 1965, quando Morrison conheceu o tecladista Ray Manzarek, colega no curso de cinema da UCLA (um dos companheiros de classe da dupla era o futuro diretor de cinema Francis Ford Copola).











Hum bem, ele entregou os sentimentos dele numa bandeja de prata, ela olhou pra eles com desdém, brincou um pouquinho, e depois jogou pela janela. Ele basicamente assustou a guria com a atitude tomada.











Seria por causa de toda a evolução social da mulher nos últimos anos? Uma tentativa de mimetizar o comportamento masculino de anos passados, em que o homem era austero quanto aos seus sentimentos, e sendo assim, sem ter tal demonstração de afeto por parte da mulher. O homem, por sua vez, resolveu mimetizar o comportamento anterior dela, se tornando o ser emotivo da relação.


frente da casa, escola, clube, beira da praia, ou por andar por aí vestido com “peles” de marca. Em geral são identificados por usarem roupas caras, com muitos adereços inúteis, terem sempre um sorriso maneiro inversamente proporcional a sua capacidade intelectual. O único livro que conhecem é a auto biografia do Kelly Slater, ou o kama-sutra, porque acham que vão criar habilidades fenomenais ao lerem este livro. Lêem a Playboy, a Fluir e a revista Capricho secretamente, para saber o que as mulheres estão pensando.”
saídos do filme “Querida encolhi as crianças”. Hábito comum é andar com os fundilhos (vulgo retaguarda) aparecendo ou deixando aparecer à cueca por vezes da Bad Boy, prática herdada de seus semelhantes, os Playboys.
característico e icônico All-Star e por chegarem à loja de música e dizerem “posso testar aquela guitarra, eu tava a fim de comprar”, quando na verdade a única coisa que ele quer é tocar Seek and Destroy para ver os clientes olhando para ele. Podem ser encontrados em bandos ou matilhas sempre próximas a suas fontes de líquidos, os chamados clubes noturnos, onde bebem até cair ou as vezes até seus amigos o arrastarem pelo centro da cidade até uma lotação para levá-lo para casa. Tem leves lapsos de memória devido ao constante uso do álcool como motivador comportacional. É bem fácil encontrar poetas, virtuosistas, e escritores de blogs sem noção entre esse grupo.
mimetizar o comportamento de outras espécies, algumas vezes com algum sucesso.
Aí começam os problemas, porque você vai então até a geladeira em busca dos restos da comida de três ontonti, para que você não gaste seu precioso dinheiro. E o que acontece?
até alguém com destreza chegar para cozinhar. Para aqueles que não sabem, o miojo é o companheiro mais presente na vida de solteiros e inaptos da cozinha. Assim como nuggets e pizza de calabresa (que obviamente é feita no micro-ondas).