Fevereiro 2008


Era sagrado, todas as sextas-feiras nós nos reuníamos em um barzinho ali na Lima e Silva depois de uma partidinha de futebol. Ficávamos sentados tomando um chopp, conversando e observando as gurias até altas horas da noite. Era um negócio bem amistoso. Amigos de infância, de muitos anos de convivência se encontrando para esquecer a semana que passou.

Também era sagrado que o Dinho sempre conseguia companhia, não importando o nível de cerveja ou o quanto ele tivesse corrido durante o jogo. Era uma espécie de magnetismo animal que ele tinha, aliado a um sorriso largo e aquele jeitão tranqüilo de surfista. Ele via uma mesa com algumas garotas e falava “tô indo, achei os alvos da nossa noite”. E então rapidamente ele partia para o ataque, mais ou menos como um Ronaldinho Gaúcho, quando se mete em seus lances de genialidade, deixando a zaga adversária em estado de loucura. Ele ia driblando as cadeiras, desviando dos garçons, e se notava que estavam acompanhadas, ele então disfarçava e voltava discretamente para a mesa, esperando a próxima oportunidade.

Em cinco minutos de conversa, ele conseguia fazer com que as garotas se derretessem por ele de uma forma que nós, humanos normais demoraríamos semanas. Ele era um craque, eu apenas um zagueiro.

E foi num desses dias de calor, que eu me lembro que tudo aconteceu. Estávamos lá sentados, já tínhamos tomado algumas cervejas e pedido alguns Xis, quando observamos três garotas entrarem no lugar. Lindas, daquele tipo que a gente vê na praia e fica babando, com piercing no umbigo e todo o resto do aparato só faltou a musica de filme adolescente para completar toda aquela cena. Elas passaram por nós, e foram angariando queixos enquanto se dirigiam a sua mesa. Duas morenas e uma ruiva.

Ele olhou para nós e largou seu já conhecido “vou lá, é agora, a ruiva vai ser minha”. Tentamos o fazê-lo parar, mas nada para um craque, nem mesmo o maior dos zagueiros. E ele foi para lá. Ficamos como a torcida esperando pela cobrança de pênalti. Atentos, nervosos, ansiosos. Ele conversava, sorria, gesticulava e parecia que dava certo, pois elas correspondiam, sorriam e pareciam bem amistosas.

Ele então as trouxe à nossa mesa, e nos apresentamos: uma era Karen, a outra Renata e a ruiva era a Carol. Sentaram-se conosco e ficamos lá, batendo papo até altas horas. Trocamos o habitual, Orkut, MSN e telefone para que pudéssemos voltar a conversar. E ele sem perder a oportunidade, já estava com a ruiva pendurada em seu braço e iria a acompanhar até em casa, pois segundo ele o bairro estava muito perigoso nos últimos dias, e não seria digno da parte dele deixar que ela fosse sozinha para casa, já que as amigas iam para outro lado. Ela sorriu e o guiou para dentro das sombras.

E assim começaram os problemas para o nosso craque. Ele ia cada vez menos aos nossos jogos, às vezes não ficava para a cervejinha, não aparecia nos fim de semana para bater um papo. Ele começava a ficar excluso do nosso convívio.

Até que um dia apareceu lá em casa. Todo transtornado. Os cabelos todos desgrenhados, a face inchada.

Perguntei o que havia lhe acontecido e ele falou. “Foi a Carol”, ele disse, “isso me aconteceu. Eu comecei a namorar ela, sabe, porque pensei que essa era uma garota bonita, legal mesmo. Mas eu agora não consigo mais para de pensar nela e ela me prende, não me deixa mais ser livre. E eu gosto cada vez mais dela, não sei o que fazer.” Falei para ele que deveria pensar bem no assunto, e se gostava tanto assim dela, deveria falar para ela que ela estava dando pressão demais.

E então ele soltou a bomba: “Mas ela acabou comigo, disse que tinha encontrado alguém melhor do que eu”.

Eu não pude acreditar. Nosso craque, nosso atacante, infalível, que ninguém conseguia parar, estava agora ali, se lamentando em meu sofá, em prantos, chorando por causa de uma rapariga. Assim como nosso gênio criado nas categorias de base do grêmio, e que tomou o mundo com sua habilidade e raça, agora ele a exemplo do Gaucho(R), estava perdendo seu encanto, parecia que não mais valorizava sua habilidade, sua mágica natural.

Talvez o nosso Ronaldinho Gaúcho também esteja sofrendo por causa de uma rapariga espanhola, e por isso não mais está fazendo os lances que faziam a torcida catalã gritar por seu nome. E assim como no caso do Dinho, o que ele precisa nesse momento é de apenas um amigo com quem possa conversar e desabafar, e então logo ele estará de volta aos gramados em sua antiga forma. O goleador, o gênio, nosso garoto, Ronaldo.

E eu fiquei pensando depois disso tudo que, se até mesmo um craque como o Ronaldinho está sujeito a cair de amores por uma guria e ficar por ai pelos cantos, que chance tenho eu, apenas um zagueiro?

Agradecimento especial ao Red, que me mandou esse e-mail.

 

 

1 – Esportes


A) Futebol, automobilismo e esportes radicais > MACHO
B) Tênis, golfe, voleibol > TENDÊNCIAS GAYS 
C) Aeróbica, spinning, frescobol > GAYZAÇO
D) Patinação no Gelo e Ginástica Olímpica > BICHONA
E) Os mesmos anteriores, mas usando short de lycra > LOUCA TOTAL

 

2 – Comidas

A) Capivara, javali, comida muito apimentada > CONAN
B) Churrasco, Massas, Frituras > MACHO

C) Peixe e salada > FRESCO
D) Sanduíches integrais > GAY
E) Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor > BICHA ASSUMIDA

3 – Bebidas 


A) Cachaça, cerveja, whisky >
MACHO
B) Vinho, vodka >
HOMEM 
C) Caipifruta > GAY 
D) Suco de frutas normais e licores doces > MUITO GAY 
E) Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante > PERDIDAMENTE GAY 

 

4 – Higiene 

A) Toma banho rápido usando sabão em barra > LEGIONÁRIO 
B) Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço > MACHO 
C) Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha > HOMEM 
D) Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido > TENDÊNCIAS SÉRIAMENTE GAYS 
E) Usa sais de banho com espuma na banheira > VIADAÇO ASSUMIDO

5 – Cerveja

A) Bem gelada em grandes quantidades > MACHO
B) Só cerveja extra, premium e importada > HOMEM FINO DEMAIS 
C) Só uma, às vezes, para matar a sede > BICHICE SOB CONTROLE 
D) Com limão e guardanapo em volta do copo > BICHA
E) Sem álcool > GAZELA SALTITANTE


6 – Presentes que gosta de ganhar


A) Ferramentas > OGRO
B) Garrafa de whisky > MACHO
C) Eletrônicos, informática…>
HOMEM MODERNO
D) Roupas >
VIADO
E) Flores, velas aromáticas, perfumes e bombons >
DONZELA VIRGEM 
 

7 – Cremes 

A) Só conhece pasta de dente (creme dental) > MACHO
B) Protetor solar: só na praia> HOMEM MODERNO
C) Usa cremes no verão > MEIO-BICHA
D) Usa cremes o ano todo > BICHONA TOTAL
E) Não vive sem hidratante > FILA DE ESPERA DA OPERAÇÃO PRA TROCA DE SEXO


8 – Animais de estimação

A) Animal de quê??? > MACHÃO
B) Tem um vira-lata que come resto da comida > HOMEM

C) Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial > BICHA 
D) O cão de raça dorme na sua própria cama > BICHONA TOTAL 
E) Prefere gatos e aves exóticas > TOTALMENTE PASSIVA

9 – Plantas

A) Nem pra comer > TROGLODITA CANIBAL
B) Come algumas, de vez em quando > RAMBO
C) Tem umas no quintal, que nunca são regadas > HOMEM
D) Tem plantinhas na varanda do apartamento > VIADO
E) Rega, poda e conversa com as flores do jardim > PERDIDAMENTE BICHONA

10 – Espelho


A) Não usa >
VIKING
B) Usa para fazer barba >
MACHO
C) Admira seus músculos e observa a pele>
GAY 
D) Idem ao ‘c’ e ainda analisa a bunda > LOUCA
E) Admira-se com diferentes camisas e penteados > TRAVECO

 

11 – Cabelo

A) Não se penteia ou rapa zero > MACHÃO
B) Só se penteia pra sair à noite > HOMEM
C) Se penteia várias vezes ao dia > FRESCO

D) Pinta o cabelo > BICHONA LOIRA

E) Dá conselhos de penteados e faz hidratação semanal > BICHAÇA LOIRAÇA


 

12 – Limpeza da casa

A) Varre só quando a sujeira gruda a sola no chão > ANIMAL (PORCO!)
B) Varre quando o pó cobre o chão, já imundo > MACHO
C) Varre uma vez por semana > MUITO FRESCO
D) Limpa com detergente, desinfetante e aromatizantes > GAYZÃO
E) Usa espanador de pó e tem até um avental > É A ESPOSA DO ESPANADOR 

13 – Louça

A) Dá os pratos pro cachorro lamber > SEM NENHUMA NOÇÃO DE HIGIENE
B) Passa ligeiramente uma água debaixo da torneira > MACHO
C) Põe na máquina de lavar louças > HOMEM MODERNO, PRÁTICO, NÃO PERDE TEMPO
D) Lava de luvas, pra não ressecar os dedos > METROSSEXUAL
E)  Idem ao item ‘d’ e depois ainda lustra o faqueiro > MORDE A FRONHA TOTALMENTE

14 – Filmes


A) Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico, terrores em geral > MAD MAX
B) Indiana Jones, filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee > MACHO
C) Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada > MUITO AFRESCALHADO
D) Forrest Gump, A Lagoa Azul, filmes com Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts >
DEMASIADAMENTE BICHONA
E) Lua de Cristal (Xuxa), Priscilla - a Rainha do Deserto (com direito à chorar nas cenas de emoção) > GAZELAÇA

 

A viagem para a praia sempre é uma aventura. Em geral, cinco pessoas no carro, amontoadas junto com tudo que é tipo de equipamento e ainda por cima levando sacolinhas do BIG lotadas de “comida” para a estrada, que consiste em alguns pães de sanduíche previamente preparados (que tu nunca come, porque quem prepara sempre tem o dom de colocar algo no pão que tu repudies), Rufles, bolachinhas Maria e uma cafeteira com café com leite (daquelas que a tampa é um copinho, pois assim tu podes tomar o café com leite, e ainda por cima, se for do teu agrado, podes também molhar a bolacha Maria).

Aqui de casa sempre se sai cedo para ir à praia (e são quase quatro horas de viagem até lá, o que por si só já é algo bem maçante). Agora, experimente ter ao seu lado uma criança que vai babar no seu braço enquanto dorme ou vai ficar gritando a viagem inteira a fim de te irritar e te deixar com vontade de testar se o vidro seguro contra crianças é realmente seguro.

Nós sempre parávamos em muitos pedágios e barzinhos de beira de estrada antes de chegar à praia (esse é um dos motivos de a viagem durar cerca de 4 horas) a fim de comprar todo o tipo de quinquilharia, alimento, ir ao banheiro, experimentar melancia e bebidas…

Meu avô, que era quem me levava para a praia, sempre foi muito pão duro e eu sempre fui muito quebrado antes de trabalhar, vivia basicamente de paitrocínio. E certa vez estavamos no carro eu mais um amigo e, nos bancos da frente, meus avós. Já tínhamos viajado por umas duas horas, e eu e meu amigo varados de fome. É então que meu avô entra no acostamento e segue para a entrada de uma espécie de café colonial. Eu e meu amigo já nos olhamos felizes, porque realmente o rango de lá é muito bom. Paramos então o carro no estacionamento e meu avô diz: “Vamo toma um cafezim?”. E nós dois só faltamos dizer “ÔÔÔ, só se for agora”. E ele então, para nossa surpresa, com tamanha cara de pau, tira do meio de centenas de sacolas do BIG, Zaffari, Nacional e o cacete a quatro uma garrafa térmica. Só faltou fazer “CUACUACUACUAAAA” (aquela corneta horrível que sempre toca no Caldeirão do Huck quando alguém perde uma prova). Sim, esses avós são os mesmos que após verem minha casa semi destruída após um vendaval, e meus amigos e eu todos molhados e cansados após tentarmos salvar o que tinha dentro de casa da invasão da água, tiveram a cara de pau de perguntar o motivo de eu não ter recolhido a roupa do varal.

É… O pior é que chegando à praia eu achava que as coisas a partir daí só iam melhorar, que tudo ia ficar bem. Mas ao que parece, sempre que você chega à praia todas as situações conspiram para que seja uma experiência facilmente esquecível. Salvo episódios isolados, como em que certa vez, já estando em Torres, resolveram que iríamos para uma praia mais afastada para visitar alguns parentes. Só que meus avós gostam de ouvir aquele tipo de música que fere os ouvidos, sabe? Tipo, Jean e Giovanni e esse tipo de tralha. Agora imagina você ouvindo isso por duas horas ininterruptas. Bom, você então tem uma idéia de como um amigo e eu estávamos quando chegamos a tal casa dos parentes.

Nós realmente agimos como uns canalhas, porque a principio não saímos do carro, estávamos realmente entediados e putos com meus avós por causa daquelas músicas. Então, ficamos eu e ele no carro do lado de fora da casa, ouvindo rádio, e o pessoal lá dentro da casa fazendo o que seja que pessoas do interior fazem quando se encontram. Pois foi aí que eu vi duas coisas: a primeira foi uma chave de fenda, linda e amarela; e a outra foi o case de CD’s sertanejos do meu avô. Não preciso nem dizer o que eu e meu amigo fizemos, né?

Posso dizer que isso rendeu boas risadas na volta para casa, por causa do meu avô tentando fazer o CD funcionar, e nós no banco de trás se segurando para não rir descaradamente. Incrivelmente, isso nunca foi descoberto por ninguém… bem até hoje, mas não creio que alguém da minha família jamais vá ler este blog.

Outra experiência da praia que eu tive, foi me viciar em sinuca. Pois religiosamente após o almoço, e depois claro de uma brava cesta, eu e um amigo íamos para um bar próximo ao apartamento e ficávamos horas a fio jogando sinuca. Claro, nessa época eu ainda não bebia nem cerveja, senão seria realmente um dos primeiros passos na direção do fundo do poço, de um dia me tornar um ébrio completo.

Mas a praia tem, sim, pequenos momentos singelos que eu me lembro sempre. Eu me lembro de acordar cedo da manhã, tomar um café reforçad, e abrir as janelas e ver o céu azul, só para logo em seguida tirar os chinelos e andar alguma quadras com os pés no chão até a praia, e depois ficar sentado na areia um pouco, antes de entrar no mar. Mas até mesmo ir até o Nacional, que fica em frente ao apartamento depois de um tempo se torna agradável. Ir até a parte de pães, de frios e depois seguir até a revisteria no interior do mercado e ficar quase uma hora por lá escolhendo o que comprar. Pode parecer realmente uma memória ridícula, mas por algum motivo, eu sempre me lembro de coisas simples como essas ao pensar na praia. Talvez seja por que eu vou para a praia em geral para descansar da cidade, para levar uma vida mais tranqüila e fazer esse tipo de coisa que não se faz no cotidiano se torna algo mega-master-over-fodônico.

Eu realmente gosto desse tipo de vida tranqüila, de dormir numa rede depois do almoço, de ler um livro ouvindo o barulho do mar. Mas tudo um dia acaba e você tem que voltar para casa, para os estudos, para o trabalho, para a rotina. Tem que enfrentar mais uma vez o engarrafamento na BR 101 e tem que voltar finalmente para Forno Alegre e se contentar em saber que a vida não é um moranguinho.

Infelizmente para mim, neste ano eu não consegui ia à praia. Mas tenho planos de muito em breve ir, mesmo que seja no fim do verão, quase no inverno, só para ir no mercado, jogar sinuca, passear pelas livrarias e para dar em cima das primas.

Cara, por essa eu não esperava, e os bêb… hum quer dizer, as pessoas que assim como eu gostam de tomar alguma coisa mais etílica vão adorar. Diretamente do futuro eu vos apresento… tantantantããããã… (faz um Bend e deixa soar) … o Cooper Cooler.

Bem, o nome não é muito bonito, e nem o preço $ 59,99 (cerca de 120,00 R$), mas de tão útil eu acho que vale a pena falar com os amigos de bebida para fazer uma vaquinha e comprar.

Tá, mas e o que ele faz?

Ora, desde a descoberta do fogo, essa é a maior coisa que aconteceu. Este pequeno dispositivo usa de tecnologia superior criada por monges cegos manetas do Tibet para gelar latinhas em 1 minuto e garrafas em 3,5 minutos.

Imaginem, não precisaremos mais deixar as bebidas horas no gelo antes de beber ou fazer aquele truque com gelo picado e sal para gelar mais rápido. Basta colocar a nossa garrafa de Orlof dentro dele e em 3 minutos ela estará completamente gelada e pronta para ser totalmente consumida. Agora sim minha vida pode ser completa.

Amei.


Nós somos os atores principais de nossa própria história. Muito embora não saibamos nossas falas e nem o fim do filme, parece que nós de alguma forma estamos sempre interpretando um papel. Antes de nascermos vem os teasers, as datas de estréia, as especulações e plots da história. Nossos pais, mães e avós sempre têm aquele futuro idealizado para nós, o futuro que eles gostariam que tivéssemos, a história que eles gostariam de ver.

Às vezes nossos pais querem que façamos o papel que eles não conseguiram fazer, que interpretemos aquele personagem incrível que eles teriam interpretado, não fosse aquele dia em que perderam o ônibus ou aquele outro em que acordaram atrasados…

Por isso eles querem nos moldar, nos dar dicas de interpretação para este personagem.

Alguns o interpretam por um tempo, tendo a sua frente a fachada de filho exemplar, de sujeito legal, de estudante perfeito… E pelo resto da vida o que eles fazem é interpretar alguém que não é realmente o que eles queriam ser, não é o que viam para o andamento de sua história. Outros se rebelam contra esse tipo de concepção e deixam esse papel de lado. Afinal, somos humanos, não fomos criados em um molde e temos sempre nosso livre arbítrio.

Mas o irônico de se largar este papel de lado é que nós apenas recusamos um dos diversos que nos serão oferecidos. Pois, cada vez que conhecemos alguém, essa pessoas nos designa um papel, tem uma opinião sobre nós, e podemos acolher esse papel mais uma vez ou não.

Mas sempre estaremos tentando preencher as expectativas e sonhos de alguém, sempre tentando ser “aquela” pessoa. Seja o roqueiro bêbado e revoltado, o artista hippie versado em artes ou o canalha cínico e arrogante. Sempre uma parte de nós estará interpretando. E viveremos para sempre nessa ciranda, nessa festa a fantasia que é a vida, achando que somos independentes, mas sempre tentando corresponder às expectativas das pessoas, presos dentro de nossa própria sala de exibição.

Eu acho extremamente incrível que nós sempre estejamos de alguma forma ligados a algum tipo de imagem que as pessoas criam de nós. Quem na vida nunca interpretou, quem nunca se alterou como um camaleão para interpretar um novo papel imposto, para agradar uma nova audiência, para fazer um novo filme, uma nova tentativa de sucesso. Quem nunca fez o papel do santo, de vilão, de corajoso ou de bobo, de sarcástico ou de romântico. Mesmo que no fim do dia, ao voltar para nosso camarim, nos dispamos da maquiagem, e poucas pessoas vejam como somos sem ela, sempre sobra um restinho de personagem dentro de nós.

Nossos personagens são influenciados por nossas personalidades sim, assim como os de Hollywood são, e alguns ficam bem em algum tipo de papel. Mas todos os dias em que acordamos, estamos diante do nosso público, e não podemos decepcioná-los com interpretações ruins. E é por isso que nos matamos para dar o nosso melhor, para concorrer ao Globo de Ouro, ao Oscar. Nossa maior recompensa. Dizer que é sempre totalmente verdadeiro, que nunca tenta fazer o papel de ninguém, que é um rebelde que não aceita pré-concepções e que não liga para a opinião dos outros é bobagem. Conheço pessoas que falariam esse tipo de coisa, que ficariam indignadas por esse tipo de afirmação que iria contra sua rebeldia. Mas a verdade é que no fundo elas sabem que interpretam tanto quanto eu e todo mundo, mas em papéis diferentes, atingindo diferentes tipos de público.

Assim como nós homens sempre queremos catar a amiga gostosa, também o resto das pessoas sempre quer ser elogiada por sua interpretação, por suas facetas, por seus mistérios e charmes. Mais do que estar em boas graças com nosso público, nós somos egoístas, pois queremos que massageiem nossos egos com elogios infindáveis aos nossos atos, as nossas máscaras. Queremos não apenas ser os personagens principais de nossa própria história, mas queremos ser também de todas as outras.

A verdade é que a única pessoa que realmente nos conhece é o nosso “eu” interior. E as vezes nem ele mesmo nos entende, porque muitas vezes é mais atraente ser o personagem do que a criatura.

Nada melhor que deixar de acordar todos os dias ao meio dia, deixar de ficar a tarde inteira jogando videogame, passeando pelo Shopping, lendo livros, brincando com os amigos. Nada melhor que deixar de dormir às 3 horas da manha depois de uma cansativa maratona de janelas abertas do MSN, deixar de ir à praia logo de manha cedo e ficar queimando na areia depois de um mergulho. Nada melhor que voltar para as nossas aulas lotadas de até 50 alunos, em salas sem ar condicionado ou às vezes nem mesmo ventilador (e se o tem, com toda certeza é rengo e fica rangendo). Nada melhor que voltar a ter aulas.

Inicio de ano letivo significa:

Filas enormes em qualquer papelaria, aquele bando de tia se empurrando para tentar comprar aquele caderno da Hello Kitty que está na promoção para a sua netinha. Significa aquele monte de propaganda de tudo quanto é loja, martelando na sua cabeça (ainda bem que não tem mais o cara do “quer pagar quanto?”). Significa que os ônibus agora irão novamente ficar lotados seja qual for o horário e você, como tem sorte, não vai pegar nenhum lugar, de fato, é bem mais provável que você só ache um lugar bem ao lado de um mestre de obras que ficou trabalhando no Sol desde as 6 da manhã, e com certeza ainda não tomou banho.

Significa também que você vai rever todos aqueles amigos que você não revia desde o final do último ano letivo. Significa que vocês logo de imediato vão começar a matar aulas, a roubar lanches de garotas ingênuas, significa dormir durante as aulas, fugir para auditórios onde ninguém vai te achar, significa rodinhas de violão durante o intervalo, às vezes durante sua aula, e muito provavelmente quando não é sua. Significa também ligações anônimas para a escola dizendo que tem uma bomba no banheiro… err.. hum… quer dizer…

A grande verdade é que realmente a época de escola/faculdade com certeza é uma época inigualável. A escola porque você ali, na maioria das vezes somente tem a obrigação de estar presente, de não matar tantas aulas a ponto de ser reprovado e nem tão poucas a ponto de enlouquecer. Na escola você tem a oportunidade de ainda desfrutar de um pouco de vagabundagem, de garotas fáceis, de matações de aula para ir à Lan House. Quase um paraíso. A não ser que você seja o saco de pancadas de alguém.

Já na faculdade você muito provavelmente já vai estar mais maduro e vai encontrar pessoas que compartilham dos mesmos gostos que você tem, sem toda aquela bobajada imatura de escola. Com sorte, não vai rodar em todas as cadeiras, muito provavelmente já terá um emprego para se sustentar e com sorte vai achar uma boa garota que não seja uma completa lunática.

Mas eu devo admitir que, pessoalmente, eu nunca gostei de estudar, assim como a maioria das pessoas, é claro. Eu matava muita aula, mas muita mesmo. Mas não matava do tipo de ficar em casa, não. Eu ia para a escola, descolava um pessoal legal, fazia uma vaquinha, comprava uns lanches e ficava correndo pelos corredores anarquizando e fugindo dos olhos da diretora, do Papa Smurf (o porteiro) e da Tia Hellmans (na verdade tia Elma, meio que a zeladora). Era bem divertido fazer todo o tipo de porcaria por lá. A gente matava aula e às vezes eu mais um amigo invadíamos a sala de outros colegas para assistir a aula da turma dele e os professores em geral aceitavam a nossa presença por lá.

Eu me lembro desse período com certa melancolia em meu pensamento, me lembrando de todas as garotas que estavam por lá, de todos os episódios meio que saídos do American Pie que aconteceram comigo, um amigo e duas garotas. De todas as pessoas que eu conheci por lá, realmente eu posso contar apenas nos dedos de uma mão as pessoas com a qual eu ainda me relaciono. Mas posso dizer com toda a certeza que eu sinto saudade de muita gente por lá, mesmo aquelas pessoas que você apenas dava bom dia.

Tantas coisas aconteceram para mim dentro de um ambiente escolar. Já briguei, já quebrei cadeiras de rodinhas (brincando com elas como se fossem carros), já roubei livros (shame on me), já os ganhei também, já cravei uma caneta na mão de uma garota, já quase espanquei uma professora de inglês que sabia menos que eu, já fui pego matando aula três vezes em dois períodos (não sei como aconteceu) e já escapei da detenção dizendo que matava aula porque era meu aniversário. Tive episódios American Pie e às vezes de filme de terror. Testei meu sarcasmo e senso de humor ácido em cima de pessoas que não merecia, e conheci algumas pessoas realmente fantásticas por lá, outras nem tanto, e algumas poucas realmente merecem meu ódio profundo. Já conheci lunáticas, depressivas, punks, nazistas, playboys, rappers e todo o tipo de pessoa sequelada possível (não, nessa época os emos ainda não existiam por aqui), tudo dentro de apenas dois anos, e consegui viver razoavelmente bem na presença de todos eles.

E também grandes lições eu aprendi em meus anos escolares, coisas que até hoje me são úteis. Aprendi a enrolar (todo o tipo de coisa), aprendi a correr silenciosamente para não ser pego, que algumas coisas não devem ser ditas em ordem de manter a nossa própria saúde. Aprendi que cadernos podem ser usados para muitas coisas, alem do uso comum, tanto como papel higiênico em momentos de necessidade, como local para se fazer desenho animado de pauzinho, e até mesmo para soar o alarme de incêndi… ops…hum quer dizer, um amigo meu…. E acima de tudo, que nunca se deve colocar álcool etílico dentro do ponche que todo mundo está tomando. Isso pode gerar muita confusão.

Para mim já faz algum tempo que o ensino médio acabou, agora eu finalizo um curso técnico, trabalho 9 horas por dia, mais duas em que dou aula nos sábados e ainda me preparo para a faculdade. E mais uma vez para toda essa loucura que eu espero em breve incitar sobre as pessoas de cabeça fraca.

World here i come…

Eu estava lendo um post esses dias (infelizmente não me lembro de onde foi, mas eu vou procurar mais tarde), e nele falava sobre o relacionamento entre homens e mulheres. Basicamente na evolução de um relacionamento entre um homem e uma mulher.

Se você for homem, você sabe que, ao entrar em um relacionamento com uma garota, os primeiros dias, talvez semanas, e muito raramente meses, transcorrerão com uma tranqüilidade, com fluidez, diria até com certa paz. Mas passado o que podemos chamar de período de experiência, o que transcorre é que certamente a sua parceira vai tentar mudar algo em você. Pode ser algo minúsculo, que nem mesmo você chegou a notar, mas pode ser algo Mítico, algum hábito que você tem desde criança, mas que ela vai tentar obliterar do relacionamento de vocês.

As mulheres têm essa tendência de tentar consertar as coisas, de tentar melhorá-las, para maior proveito delas, é claro. Inconscientemente ela está tentando domesticá-lo, tentando fazer de você seu pequeno projeto de experiência científica, e se você deixar, ela provavelmente vai querer depois que você pinte as unhas dela, que vá ao supermercado junto ou, no mais extremo dos casos, vai querer que você conheça a família dela. E isso não pode acontecer. Imagine uma luta com Mohamed Ali. Ele está lá, na sua frente, aquele enorme boxeador 2×2, que mais parece saído de um filme de terror, e você sabe que na primeira brecha que você lhe der, ele vai te dar um meia lua pra frente e soco, e se esse acertar, pode estar certo que vêm mais e mais golpes, e no fim vão ter que tirar você do ringue com uma pazinha e uma vassoura. Bem, com as garotas é a mesma coisa, dadas as devidas proporções, é claro.

As mudanças primeiro vão ser bem pequenas, mais para sondar o território, para testar sua acessibilidade. Então talvez ela fale algo sobre aquele seu tênis velho que você usava para jogar futebol, e peça pra você jogá-lo fora, ou fale que aquele seu jogo de futebol de botão é coisa de moleque.

Depois da primeira vez é difícil de ter volta. É quase como o Darth Vader deixar o lado negro da força. Ele conseguiu, mas morreu no final.

Seguida dessa primeira sondagem vitoriosa, virão mais e mais pedidos. Ela vai falar do seu corte de cabelo, da sua higiene, das suas revistas em quadrinhos. E, pulando mais umas casinhas, ela começará a jogar pesado, falando sobre seus amigos, sobre sua atitude, sobre seus hábitos, sobre as suas saídas sozinhos, falará sobre suas roupas, sobre suas músicas e sobre seus filmes, e se ela entender de computação é capaz ainda de bloquear a sua entrada no Youporn. E é ai que muitos camaradas se dão conta da longa caminhada que tiveram até chegarem a este ponto, mas como uma mosca em uma teia de aranha ele sabe, ele está fodido.

Mas tentar mudar os hábitos de um homem na verdade não é o grande e irônico problema. O ponto está em que, depois de você fazer todo esse sacrifício por essa guria, depois de ter mudado de ares e hábitos, ela vai chegar e dizer:

- Você não é mais o homem que eu conheci, você mudou muito desde o início do nosso relacionamento.

E você então vai começar a perceber os cacos de suas bolinhas espalhados pela casa, porque depois de ter feito de você seu cachorrinho, de ter te adestrado, alimentado e feito carinho nas orelhas, ela vai então cortar as suas bolas e pisar em cima delas, porque você foi basicamente o sapo da aula de ciências, um experimento, que ela usou, mexeu por tudo que é lugar, e depois jogou no lixo. Ou qualquer que seja o local onde se jogam esse tipo de coisa.

 

O que quero dizer é o seguinte, e eu falo por experiência própria, e por mais que isso pareça cruel e machista é a mais pura verdade. Não dê ouvidos a tudo o que sua garota fala, nem faça tudo o que ela lhe pede, mesmo que você tenha o coração mole e ache que ao fazer tudo isso ela lhe gratificar com amor eterno e sexo três vezes ao dia. Porque isso não vai acontecer. Você tem que se dar conta que é impossivel satisfazer uma garota totalmente, ela sempre vai ter alguma razão para reclamar e para fazer algum drama.

Parafraseando Chris Rock, “Você pode fodê-la com um pênis de diamantes e fazê-la gozar 10 vezes, que ela provavelmente ainda vai falar que esse seu pênis de diamantes esta turvo ou vai lhe perguntar por que você a fez gozar tanto”.

Entendeu?

Garotas… ah como seria triste um mundo onde só houvesse o sagú, onde não houvessem chiliques, não houvessem pantufas coloridas, unhas pintadas (se bem que…), que não houvesse minissaia. Um mundo sem mulheres pode ser considerado realmente um grande inferno, ou pode ser popularmente chamado de Curso de Ciências da Computação de PUC.

As mulheres com certeza estão no Top 5 das melhores coisas da vida. E dessas melhores coisas das vida, pelo menos uma eu só considero ser feita em conjunto com uma mulher. E apesar de vocês brigarem conosco constantemente por causa de coisa completamente inúteis e fúteis, de nos incomodarem com suas paranóias e inseguranças, ciúmes e carinhos exagerados, a verdade é que todos nós homens amamos incondicionalmente essas pessoas pequenas e chiliquentas que aparecem por aí.

Diferente dos homens que eu rasamente consegui classificar, as mulheres são um bicho muito mais difícil, devido a serem tão constantes quanto os horários dos ônibus de Porto Alegre. Se num dia uma garota está toda contente, faz brincadeiras com você e faz o chamado Jogo, no outro ela vai estar insegura quanto ao seu peso, achando seu cabelo horrível e questionando se você realmente a ama. E você vai tentar confortá-la, o que na maioria dos casos não vai fazer nenhuma diferença. Pois a racionalidade (me desculpem) não é o forte delas nesse tipo de momento, e tudo o que você falar pode ser levado para outro lado.

Mais do que por suas diferenças, todas as mulheres podem se juntar por causa de suas semelhanças. Invariavelmente todas elas sofrem de algum tipo de distúrbio mental disfuncional, provindo de algum tipo de trauma durante sua concepção aos olhos de Deus que resolveu sacanear um pouquinho elas. Afinal, ele era homem. Pois todas as mulheres sofrem por causa das nóias acima citadas. Seja ela uma roqueira com fama de brigona, uma líder e torcida popular, uma nerd calada, todas elas compartilham de uma espécie de pensamento coletivo de que seus corpos não são perfeitos, que suas amigas querem roubar seus namorados, que seus namorados querem comer suas amigas…

Se há pessoas que gostam de estudar vinhos e pessoas que gostam de estudar poesias, eu posso dizer que uma das minhas paixões é estudar as pessoas. Seja qual pessoa for, é bem interessante tentar descobrir o que move ela, o que a faz ficar brava, o que a faz ficar feliz, e como agir para usar isso a seu favor. Não necessariamente contra ela, é claro.

Atualmente, é algo quase automático fazer isso com as pessoas. E não pense que é apenas com as mulheres que isso acontece, que somente elas são observadas, mas como é delas que estou falando, é nesse ponto que vou me ater.

O interessante sobre as mulheres é que elas realmente não seguem nenhum tipo de padrão no que se refere à personalidade (exceto, é claro, o acima citado senso comum defeituoso). É claro que nós poderíamos classificá-las rasamente levando em consideração os grupos a qual participam. Poderíamos falar das patricinhas (Pats), das roqueiras, das fofinhas, das nerds e assim por diante, mas de forma alguma isso conseguiria abranger de forma justa as mulheres. Com elas não há fórmulas certas, não há equações que dêem números exatos, não há revistinha Men’s Health que lhe diga como a levar para a cama, como a tocar, como fazer com que se apaixone incondicionalmente por nós.

Alguns diriam que uma equação infalível seria:

Homem + Carro + Cartão de crédito + 5 mil por mês = Muitas mulheres na volta

Mas esse tipo de equação, a meu ver, funciona a curto prazo, e não lhe traz nada duradouro, apenas talvez um gasto mensal com a pensão do filho que você fez nessa garota que te manipulou. O certo é que o que parece funcionar para pegar uma garota, na seguinte já vai ter mudado, e você terá de se adaptar rapidamente a isso. É quase uma lei da selva, onde somente os que se adaptam conseguem sobreviver, ou nesse caso, os que têm jogo de cintura tem algo para fazer nas sextas feiras à noite e domingos à tarde.

As mulheres são realmente criaturas fascinantes, mutáveis, surpreendentes. Alguém que as estude durante cinqüenta anos estará tão perto de decifrá-las quanto estava no inicio de sua pesquisa. Resta-nos apenas apreciar suas delicadas presenças, observar seus corpos voluptuosos, agüentar seus temperamentos noiados e acolhe-las quando necessário.

Qual homem nunca ficou observando-a enquanto dormia (e às vezes pensou em sufocá-la com o travesseiro), nunca sofreu com seus ciúmes muitas vezes infundados, não se encantou com seu lado meigo, para logo após ser surpreendido por uma lunática, quem nuca amou uma mulher, quem nunca sofreu por uma?

A mulher é realmente um tópico que merece ser estudado a fundo. Mesmo que o estudo vá dar tanto resultado quanto xingar Deus por nossos problemas. As mulheres são nosso mal necessário, nosso vicio diário, nosso Rufles. São tudo o que um homem necessita e às vezes o que ele mais queria matar. Mas vocês sempre estão em nossas cabeças. Literalmente.

20 de dezembro de 1999

22h40 min.

A noite continuava densa em NY. Através da janela a garota podia ouvir os sons das ruas, sirenes, vozes gritos silenciosos…

Mas no interior do apartamento agora reinava apenas a paz. O gordo pedófilo Povich, jazia em pedaços, dentro de alguns sacos pretos. O chão já estava quase completamente limpo, a única coisa por ali ainda suja de sangue era a própria garota. Seu corpo nu, banhado pela coloração rubra do sangue semi coagulado da “vitima” dava um tom mórbido a jovem moça, que ainda segurava em uma das mãos a grande faca de caça que usara para fatiar o homem.

Ela caminha calmamente até o banheiro onde Anna ainda jazia desmaiada e por alguns instantes ela permaneceu parada, somente seu cabelo era embalado pelo vento que soprava da janela semi-aberta. Como em todas as ocasiões anteriores, ela se lembrava de como havia chegado aquele ponto, lembrava dos abusos sofridos por uma amiga de infância, que por fim acabara se suicidando, lembrava de como a as próprias leis que defendia atrapalhavam na hora de se fazer justiça a quem merecia. E, por fim, se lembrava da noite em que foi “salva”. E de todas as coisas que havia abdicado para poder seguir com sua justiça.

Ela então pega Anna no colo e a leva de seu quarto, pondo-a sob as cobertas. Ela sabe que a criança vai ficar traumatizada para o resto da vida por causa dos abusos sofridos, mas não há mais nada que possa ser feito. Não se pode voltar no tempo. Ela sabe que fez ao menos algo pela garota.

Novamente ela anda até o banheiro. Observa a imundice que também é este local, com as lajotas negras, o espelho quebrado, e todas aquelas roupas intimas penduradas por todo o lugar. Sorri lembrando-se que o local mais parece um banheiro de posto de beira de estrada. Mas ela precisa se limpar, por isso abre a ducha, e deixa a água quente escorrer por seu corpo esguio, limpando o sangue infiel de Povich.

Cinco minutos depois, já vestida ela observa pela janela que dá para o beco em busca de algum possível observador, mas não encontra nada. Ao menos ninguém vai vê-la descer pela escada de incêndio e associá-la ao assassinato de um ex-ídolo russo. Ela abre então a janela, e de imediato sente o frio cobrir-lhe o corpo. A neve ainda cai por sobre os telhados e ela se lembra de quando criança imaginar como o mundo ficava mais belo coberto pelo manto branco da neve. E se amaldiçoa por ter vivido tempo o bastante para entender que nem mesmo esse manto consegue cobrir toda a sujeira que se entranha na cidade que nunca dorme.

Habilmente ela desce até o beco e se esconde nas sombras mais uma vez para verificar por observadores. E mais uma vez nada encontra. Mas um barulho chama sua atenção. Ela se vira e nota a uns 100 metros um carro avançando em alta velocidade pelo beco. A jovem só nota os dois faróis vindo em sua direção. De imediato, ela saca uma pistola e a aponta em direção ao local onde deve estar o motorista, mas o carro começa então a diminuir, e os faróis começam a baixar.

Dentro do carro ela nota Victor, seu mentor e amigo. Ele parece sério como sempre. Austero ela pensa, mas sabe que muito disso é pose, de que ele deve lhe dar um exemplo. Mas sabe também que nunca é bom desrespeitá-lo, pois ele pode se tornar muito violento. A um sinal de cabeça de Victor ele entra no carro e os dois partem pelas ruas de NY.

- Como foi?

- Como sempre: ele morreu e eu sobrevivi.

- Hunpf… Você confia demais nas suas habilidades, e às vezes isso é muito perigoso. Você nem mesmo é tão boa assim, muito provável que ele tenha se distraído olhando para sua roupa justa de couro…

- Cala boca.

-Me diz uma coisa, Susan, o que você acha do Sabá?

Ela não sabia o motivo dessa pergunta, nunca antes lhe foi questionada sua opinião quanto a essa organização, e sabia pouco dela também. Sabia que era formada por pessoas sem nenhum tipo de escrúpulos, que seria capaz de machucar (isso para não dizer chacinar) qualquer pessoa que se impusesse no caminho de seus objetivos. Mas para ela e o resto do bando isso nada significava, pois não eram de nenhuma facção. Eram solitários, tinham um acordo com a Camarilla da cidade para que não fossem incomodados e não se envolviam na guerra santa entre essas as duas facções.

- Eu acho que eles são um bando de merdas que não sabem nada do que estão fazendo, um bando de rebeldezinhos sem causa que merecem a morrer da pior forma possível se se meterem conosco.

- Hum, interessante guria. E me diz então o que você acha da Camarilla.

- Victor, por que diabos todas essas…

As palavras não saem de sua boca, tampouco o grito sai de sua boca enquanto observa uma grande caminhonete vermelha vindo em direção a porta do motorista do carro. Ela de relance nota as outras quatro caminhonetes que seguem o caminho. Mas é só, após isso somente a escuridão toma a sua mente.

A batida foi tão forte que o Mustang GT de Vitor capotou três vezes antes de parar de cabeça para baixo no meio da rua.

A caminhonete semi-destruida parou dez metros a frente do local onde o carro agora jazia. A buzina alta da caminhonete toca enquanto a cabeça do motorista continua parada sobre ele. Mais a frente, a uns cinco metros, jaz o corpo do carona da caminhonete que atravessou o pára-brisa, tamanha a força da colisão.

….

Susan acorda, seu corpo todo dói e jaz coberto de cacos de vidro, preso ainda pelo cinto de segurança. Ela olha ao lado e nota Victor inconsciente, a batida foi do lado dele, não houve nem tempo de tentar desviar, eles vieram direto para cima do carro. Ao menos por enquanto ele está vivo, diferente dos humanos, ela sabe que se ele fosse morrer de imediato, já estaria virando cinzas neste momento. Ela observa à fumaça e o som que vem do radiador da caminhonete dez metros à frente. Nada poderia ter sobrevivido a isso, a menos que fossem Membros também, e ela sabe que encontrar Membros furiosos nunca é bom. E é por isso que notou com terror quando o homem que havia voado por cima do pára-brisa começou a se levantar e a sacudir os cacos de vidro da roupa, fazendo-os cair por sobre o asfalto e a neve.

Nota-o resmungando em uma língua que ela reconhece como espanhol. Algum tipo de xingamento e é ainda com mais espanto e terror que observa quando ele avança em direção a traseira da caminhonete em busca de uma grande caixa de metal de onde tira uma grande metralhadora m249 SAW, arma que somente o exército americano deveria possuir. E pior ainda, ela a posiciona em seu cavalete, virada em direção ao carro onde ela ainda se encontra.

Por instinto, ela rapidamente corta o cinto de segurança e esgueira-se para trás do carro segundos antes de começar a ouvir o uivo enlouquecido da arma e do homem. Infelizmente Victor ainda ficou no carro que neste momento é alvejado por uma arma desenhada para atirar até 200 balas em questão de segundos.

A sua volta tudo começa a se desintegrar diante do poder da arma e sua raiva começa a aumentar devido a condição em que seu mentor se encontra no momento. Ela olha para as armas em suas mãos e pensa em Davi e Golias, pois ela somente possui duas pistolas com quinze tiros cada. Mas se não fizer nada, o tanto ela quanto Victor irão morrer ali mesmo naquela avenida.

As balas continuam zunindo por todos os cantos, ela sabe que ele já deve ter dado quase metade do pente em tiros neste momento. Victor e o carro não vão agüentar muito mais. Ela então salta para o meio da rua a dispara três rajadas de dois tiros em direção ao atirador. Ela tem a vantagem de já ter sido da policia e ter tido o treinamento necessário para esse tipo de situação. E muito provavelmente devido a este fato, ele não trocou simplesmente a direção dos tiros para ela e estilhaçou-a com o que restava do pente.

Ela não esperou para ver a reação dele após ser atingido por quatro dos seis tiros, todos no peito e nos braços, ao invés disso aproveitou para correr para mais perto dele, para onde não conseguisse mais virar a arma em sua direção. E funcionou, porque ele se levantou da caminhonete e saltou por sobre a garota uivando de dor e raiva.

Seu corpo pesado caiu por sobre o dela, fazendo-a cair sobre a neve da estrada. O homem começou a socá-la violentamente, mas de forma descordenada. Por isso ela conseguiu dar mais dois tiros no peito dele quando este se descuidou, fazendo com que caísse para trás. Ela agora tinha 9 tiros em uma arma e 7 na outra. E acaba de notar que a buzina da caminhonete não está mais tocando.

O autor.

Neste ano de 2008, Sir Ian Lancaster Flaming (Ian Flaming) completaria 100 anos. Sir Flaming foi jornalista, e também agente do serviço secreto britânico, mas é mais conhecido por ter escrito os livros do agente secreto 007.

Suas inspirações para as histórias do agente secreto vieram em boa parte de suas experiências durante a segunda guerra mundial, onde trabalhou a serviço da inteligência britânica. Cassino Royale, por exemplo, foi escrita com base em suas más experiências com jogo durante uma visita a Portugal. Em Goldfinger, Bond trava um longo jogo de Golfe, esporte também praticado pelo autor.

Já a inspiração para o personagem, veio do Almirante John H. Godfrey, pessoa da qual Flaming foi designado para ser assistente pessoal durante a guerra, por possuir grande facilidade com idiomas. O nome do personagem veio de um ornitólogo, autor de um livro sobre pássaros do qual Flaming tinha bastante apreço.

James Bond foi primeiramente apresentado ao público em livros de bolso na década de 50 e logo se tornou um sucesso de vendagem entre os britânicos. Nas doze obras originais escritas por Flaming, o personagem é descrito como um homem alto, moreno, de porte atlético, apreciador de vodka – martini (batido, não mexido), agente com licença para matar, perito em artes marciais e um grande apreciador de mulheres em geral.

Os livros narram as missões do personagem indo de local em local a mando de seu chefe, o misterioso M. Para os conhecedores de apenas os filmes do agente 007, pode-se dizer que o que eles viram basicamente nas telas foi outro personagem, levemente inspirado no 007 original, com exceção de alguns filmes com Sean Connery e do último filme adaptado, Cassino Royale, que não apenas revitalizou o personagem ao trazê-lo de volta para perto de onde saiu (dos livros), mas também reconquistou o público com uma história muito bem posta para as telas. Usando sim bastante da história e do personagem original. Nota-se ali muito da essência dos livros. A frieza de Bond, seu temperamento, sua paixão por Vésper Lind, a primeira de duas garotas que tiveram a paixão de Bond e aquela que marcou a forma de agir de Bond com o resto das mulheres daquele ponto em diante. E, diferente dos outros filmes, Royale não possui todas as tranqueiras super fodásticas que tinham os outros filmes. E isso tornou o que vimos no cinema algo mais crível e muito mais interessante (quase como a trilogia Bourne).

Agora em 2008, está para ser lançado um livro previsto para 28 de maio, comemorando o centenário do autor. O livro deverá se chamar Devil May Care e será como sempre ambientado em algum período da guerra fria. Foi escrito pelo britânico Sebastian Faulks, com autorização dos herdeiros de Ian Fleming.

Agora duas curiosidades sobre o personagem que quase ninguém sabe. A primeira é que um dia o personagem já foi casado, apesar do casamento não ter durado muito. No livro A Serviço Secreto de Sua Majestade, o sedutor espião casa com a personagem Diana Rigg, mas ela é morta por Blofeld, grande inimigo do espião. A segunda curiosidade é que o personagem James Bond morreu. No livro Moscou contra 007, o Sr. Bond morre no quarto 204 do Ritz Hotel em Pariz e sua assassina, apesar de ter sido capturada por ele próprio, desfere-lhe um golpe fatal com sua bota armada com uma pequena lâmina envenenada.

Realmente para aqueles que nunca leram um livro de James Bond na vida, eu recomendo que leiam um. Pode ser qualquer um. Apenas para que possam desassociar o filme do livro e para que possam ver que o personagem é muito mais do que foi descrito nos filmes da franquia anterior, onde a cada novo filme aparecia um novo vilão, uma nova Bond girl, um novo equipamento e uma nova história tão profunda quanto um copo de pinga. Digo-lhes que não irão se arrepender de gastar um pouquinho de tempo nessa leitura. Pois o autor escreve de forma fluída, que não dá vontade de para de ler em nenhum momento. As histórias são sempre muito bem conduzidas e se tornam cada vez mais profundas nos sentimentos e pesadelos de Bond, que após algum tempo se torna um homem cansado, um tanto quanto mais frio e ainda violento.

1953 – Casino Royale

1954 – Live and Let Die

1955 – Moonraker

1956 – Diamonds Are Forever

1957 – From Russia With Love

1958 – Dr. No

1959 – Goldfinger

1960 – For Your Eyes Only (livro de contos)

1961 – Thunderball

1962 – The Spy Who Love Me

1963 – On Her Majesty’s Secret Service

1964 – You Only Live Twice

1965 – The Man with the Golden Gun

1966 – Octopussy and The Living Daylights (livro de contos)

A banda era formada por quatro integrantes: Jim Morrison, Ray Manzarek, John Densmore e Robert Krieger; e surgiu por volta de 1967. Quanto ao nome, ele teria surgido de uma citação de William Blake que diz assim: “Se as portas da percepção forem abertas, as coisas surgirão como realmente são infinitas…”, que por sinal Morrison gostava muito.

O núcleo dos Doors foi gerado em 1965, quando Morrison conheceu o tecladista Ray Manzarek, colega no curso de cinema da UCLA (um dos companheiros de classe da dupla era o futuro diretor de cinema Francis Ford Copola).

Diz à lenda que a banda surgiu depois de Morrison recitar um trecho do poema “Moonlight Drive” para Manzarek. Em seguida vieram Robby Krieger, guitarrista com influências de música flamenca, e John Densmore, baterista de técnica jazzística.

As primeiras apresentações da banda foram feitas no London Fog, um pequeno bar instalado em Sunset Strip, na Califórnia. Tímido, Morrison muitas vezes cantava de costas para o pequeno público local. Com o apoio dos companheiros, aos poucos mudou de postura e ganhou confiança.

Do London Fog, os rapazes pularam para o Whiskey-a-Go-Go, prestigiada casa noturna californiana onde abriam shows de gente como Sonny & Cher e Frank Zappa and the Mothers of Invention. Nessa época, Morrison já esboçava a postura cênica sensual e contestadora que mais tarde se transformaria em sua marca registrada. E foi numa dessas aparições no Whiskey, que as coisas começaram realmente a acontecer. Embalado em outra de suas “viagens lisérgicas”, o vocalista mudou trechos da canção “The End”, incluindo nela versos que deixaram seus o público em êxtase. Morrison dizia: “…father, I want to kill you… mother, I want to fuck you…” ( “…pai, eu quero te matar… mãe, eu quero te foder”). Não é preciso dizer que o dono do lugar ficou puto assim como Manzarek, Krigger e Densmore. Mas ninguém podia imaginar o que aconteceria nos bastidores. Um homem chamado Jack Holzman estava no bar e havia acabado de assistir a apresentação psicodélica de Morrison e sua banda. Ele era o presidente da Elektra Records. Sem perder tempo, o executivo ofereceu um contrato para o The Doors gravar o primeiro disco.

O álbum saiu em janeiro de 1967 e se chamava apenas The Doors. Misturando doses de hedonismo, sexo e violência psicológica, o disco só emplacou meses depois, quando a música “Light my fire” foi lançada em uma versão editada em compacto. Mas a faixa de maior impacto foi “The End”, gravada com as mesmas palavras que Morrison havia proferido no show no Whiskey. A música se tornou uma das favoritas dos soldados no Vietnã, e mais tarde foi aproveitada pelo diretor Francis Ford Coppola, em seu épico sobre o Vietnã, Apocalipse Now. Os Doors eram a banda numero 1 da América e Jim Morrison, o maior símbolo sexual do rock desde Elvis Presley. Os shows eram caóticos, com Morrison provocando o público e as autoridades, e sendo por algumas vezes preso ainda no palco.

Uma das grandes características da banda, com toda a certeza, é o fato de mesclar as poesias de Morrison com a sonoridade psicodélica da banda ao fundo. Quem poderia esquecer-se de sons como “Light my fire”, “L.A Woman” e ”The End”, ou esquecer-se dos “solos” do teclado de Manzarek, que podiam se estender por minutos antes que a voz encorpada de Morrison voltasse a soar?

Morrison já morreu, deixando pra trás o legado de seu rock’n blues psicodélico, que ainda hoje arrecada fãs (como eu) a entrar para o culto ao The Doors. Mas os outros três integrantes continuam vivos, e para comemorar os 40 anos da formação da banda vão fazer um show aqui em Porto Alegre.

O detalhe é que o tecladista Manzarek não queria que os outros dois integrantes continuassem a banda com o nome The Doors, pois considerava que a banda havia acabado após a morte de Morrison. Por isso quando os dois tiveram a idéia de fazer alguns shows com o nome original, ele prontamente os colocou na justiça para impedi-los. Só que ao que tudo indica, ele também estará presente neste show em POA para a comemoração dos 40 anos de sua criação, ou seja, eles ainda estão loucos desde aquelas épocas caras.

Quem foi incumbido de substituir Morrison foi Brett Scallions (ex-Fuel). Claro que sem a voz, postura e carisma de Morrison, a apresentação não vai ser a mesma, mas com certeza eu iria, só pra tentar captar alguma energia remanescente da grande era das portas da percepção.

O show será no no Pepsi on Stage, no dia 10 de abril, às 22h.

INGRESSOS: Pista R$ 90,00 Mezanino: R$ 140,00 Area VIP: R$ 180,00

Vendas a partir de 20 de fevereiro.

Hits Produções fone: (51) 32 99 05 50

Mais uma vez imagens clássicas do Rock, ou ao menos do Rock que eu considero clássico. Esse set de fotos também inclui grandes artistas de Blues e folk americanos. E inclui ainda, os que muito provavelmente podem ser considerados como as pessoas mais doidas e chapadas que já circularam por um palco.


Sabe, eu estava vendo um vídeo de stand-up comedy, protagonizado pelo ator e comediante Chris Rock, e ele estava falando sobre relacionamentos, e de como nós (homens) sabemos quando estamos amando ou não. Claro, ele tocou nestes pontos de forma bem extrovertida e sarcástica, mas nada ofensivo.

E bem, em certo momento ele fala que para um relacionamento dar certo, as duas pessoas devem ter o mesmo foco, o mesmo objetivo em comum, e este foco seria a mulher.

Nós devemos acordar de manha, olhar para o espelho e dizer a nós mesmos que nossos sonhos não valem de nada, nem os nossos objetivos ou tão pouco nossas opiniões. Devemos sim fazer de tudo para que nossa garota seja feliz.

Han, bem extremo posso dizer, mas muito engraçado.

Mas a verdade, apesar de muitos apesar de muitos homens não o admitirem, é que esse tipo de coisa acontece, mas claro, não por opção. Certo que, isso que ocorre algumas vezes é que, quando um homem acaba por se apaixonar por uma guria (mas digo de gostar afu mesmo), ele acaba deixando (literalmente) as bolas nas mãos da guria, e ela pode fazer de gato e sapato com ele, que ele não vai nem ligar, vai apenas dar graças a deus de continuar com a pessoa pela qual ele lutou tanto.

Lembro-me de um caso (não, não é aquele típico, ah.. err… o caso foi de um amigo meeeu…) de um amigo, na qual ele ficou realmente muito apaixonado pro uma guria. Mas eles estavam apenas no primeiro mês de namoro. E apesar dos meus mais profundos conselhos e protestos quanto ao assunto, ele acabou por dizer para aquela garota o famigerado “..eu te amo, guria”. O que rolou depois foi que este cara ficou nas mãos dela, como um cachorrinho. Ela avacalhava com ele. E semanas depois veio a acabar o relacionamento, com uma das trovas mais fracas que ela podia ter inventado.

“… Ah olha <nome do sujeito>, eu realmente gosto muito de ti, mas o que acontece é que eu não posso ter esse tipo de relacionamento agora, por isso eu preciso me afastar”

Ô.o

Hum bem, ele entregou os sentimentos dele numa bandeja de prata, ela olhou pra eles com desdém, brincou um pouquinho, e depois jogou pela janela. Ele basicamente assustou a guria com a atitude tomada.

Mas por vezes o que ocorre não é a dissolução do compromisso, mas sim uma inversão na polaridade do poder na relação, e claro, quem acaba fodido é o pobre Dom Juan, que acha lindo agir como uma florzinha e falar coisas meigas e açucaradas para a sua guria. Olha, gurias podem até gostar de ouvir coisas deste tipo, mas como uma delas mesmo já disse “segundo pesquisadores, as mulheres ficam mais felizes ao ouvir um, como você este magra, do que um eu te amo”.

Como disse o Dr. Love em certo post, não seja um homem beija flor.

“… fato seguinte é que as mulheres – todas, sem exceção – não suportam homens-beija-flor. Aqueles excessivamente sensíveis, que precisam sempre escutar o quanto são apreciados e como a presença deles é bem-recebida…”.

Sábio Dr. Love.

Continuando o assunto de um post anterior, sobre como as coisas mudaram nos último século. O que ocorre é que as gurias de hoje em dia estão bem mais ligadas nas suas carreiras, querem ter ao seu lado um homem que lhe dê horas de sexo non stop, e não necessariamente ligando para compromissos sérios. Como disse a Yadine em um comentário:

“… Aprendemos a controlar o nosso poder de dominar, e deixamos, não digo o amor, mas os relacionamentos de lado, e damos preferência a carreira.”

Sim, a mulher tem evoluído muito seus conceitos nestes pontos. Não temos mais a imagem da dona de casa recatada, da moça que faz “hihihi”, que não vê pornografia. Hoje nós temos gurias de cabeça aberta para o mundo, com cabeças quase tão sacanas quanto as nossas, que não precisam dos nossos pênis (como diria Arnaldo Antunes) para gozar. Hoje em dia a filosofia T-REx (se mover eu como) não se aplica exclusivamente aos homens.

As coisas mudaram muito, e parece que alguns homens acabaram se perdendo nisso, ficaram para trás no tempo, ou começaram a agir como florzinhas. O que é realmente bem broxante, como meu amigo que despejou seus sentimentos para a garota e depois tomou um bem dado do lado da orelha. Ela só devia querer que ele calasse a boca, não se preocupasse e fizesse uma sessão louca de sexo selvagem com ela, nada mais, e se depois disso eles ainda continuassem juntos, ótimo.

Assim como para nós homens, uma guria grudenta é irritante após certo período de tempo, para as mulheres a recíproca também é verdadeira, ou talvez seja até pior. Pode ser até que as garotas acabem falando que a idéia do post está longe da verdade, que vocês mulheres gostam e apreciam muito os homens beija-flor, que eles são muito doces e seus sentimentos são bonitos e blábláblá whiscas sache. Mas a verdade, é que grande parte das mulheres gosta sim de um Homem que a agarre, brigue com ela, e que depois a faça ter três orgasmos durante o sexo de reconciliação.

O que estou falando é por falar, ou simplesmente saiu da minha cabeça. Cada uma das informações que possuo sobre o assunto vem de experiência própria, ou da alguém próximo a mim.

E bem, se é para ser um animal, melhor um T-rex do que um beija-flor.

Leia também:

Traição

Pá na bunda

Como deixar um homem irritado

Como deixar sua garota irritada…sem querer

Macho alfa, e a filosofia T-rex

Essas imagens, já por algum tempo eu as tinha guardadas em CD. Infelizmente eu não tenho mais a fonte de onde foram tiradas. Mas são realmente ótimas montagens e sobreposições de espécies animais. Eu gosto particularmente da terceira imagem, na qual o cão foi mesclado com o esquilo.

O cara, ou caras que fizeram essas imagens merecem muito crédito, pois foram realmente muito bem feitas.

 

Como eu fico na maior parte do tempo navegando de site em site, procurando por coisas novas na internet, eu sempre acabo me deparando com alguns sites/portais que são realmente interessantes e valem uma olhada.

IBGE – Países

 

 

Este site tem como objetivo servir como um grande banco de dados, com informações relevantes sobre cada um dos países de nosso pequeno planeta terra.

As informações contidas no site, são agrupadas em 7 temas principais: Síntese; População; Indicadores Sociais; Economia; Redes; Meio Ambiente; e Objetivos do Milênio.

Você só tem que clicar no território que corresponde ao país e então serão exibidas informações sobre ele, esmiuçando cada uma das 6 características relevantes a ele.

Ah se eu tivesse um site desses a disposição na época de escola, eu nunca teria ficado de recuperação em geografia.

Worldometers

 

 

Assim como o site do IBGE, este site lista estatísticas, mas só isso. Só com o detalhe que as estatísticas são as mais diversas possíveis, desde o preço de uma garrafa de cerveja no Zimbábue (que sobe a cada segundo), ao número de livros lançados este ano, passando por quantas toneladas de comida foram produzidas neste ano.

A página inicial do site também é dividida em categorias: Estatística do mês (a mais bizzara, que este mês é o da cerveja); Governo e Economia; Educação; Meio ambiente; Comida; Água; Energia; e Saúde.

Todas essas estatísticas são atualizadas em tempo real  falando francamente, vendo as estatísticas, como as de aborto realizadas neste ano ou a de mortes causadas por HIV, tudo isso nos dá uma sensação estranha de nos sentirmos um pouco pequenos.

Desciclopédia

 

 

Como o próprio autor já diz:

A Desciclopédia é um site de humor debochado e seu conteúdo não deve ser levado a sério. Todas as nossas regras e políticas convergem para um só princípio, ser engraçado e não apenas idiota.

Realmente, este site traz informações totalmente irrelevantes, mas muito engraçadas. Uma das melhores é sobre Adolf Hitler (http://desciclo.pedia.ws/wiki/Hitler) (recomendo), porque eles sacaneiam muito, mas muito ele. No site, qualquer um pode escrever ou alterar qualquer coisa, então é realmente alucinante o tipo de informação digitada neste site. Definitivamente vale uma visita.

Angry Alien

 

 

Este site hilário apresenta ao espectador sínteses de filmes famosos. Mas com dois detalhes: é tudo feito em 30 segundos e o filme é protagonizado por coelhinhos. Então já dá para notar o potencial dos filmes. Dois dos melhores são os do Rocky e do Pulp Fiction. Eu realmente queria saber, como o criador do site teve esta idéia, porque deve ter sido muito doido.

Why so Serious?

 

 

Por ultimo, nós temos o mais novo site viral para o filme do Batman. A premissa básica do site é que o Coringa, vilão do filme, quer algo como treinar potenciais ajudantes. E se você quiser mostrar seu potencial para ele, deverá tirar uma foto sua, com um ou mais amigos/ comparsas, em frente ao monumento mais importante de sua cidade, tudo isso claro vestido a rigor, ou seja, exatamente como o próprio Coringa.

Sim, centenas de milhares de pessoas já aderiram à idéia, e você pode olhar as galerias de fotos no site mesmo. Mesmo com a morte de Ledger, a campanha publicitária em torno do filme continua a toda, felizmente.

See ya later.

 

 


 

 

 

É relativamente fácil falar de amor. É só por algumas palavras bonitas, rimas e afins. Mas falar de amor e transmitir os sentimentos não é para qualquer um. Quem fala de amor, sem jamais ter sentido algo do tipo, não poderia estar falando disso. Devia ter algum tipo de carteira de habilitação para se falar de amor. E só seria dada a aqueles que já sofreram por este sentimento. Pois sim, não há quem tenha amado e não tenha sofrido um dia.

Essas pessoas sim estão aptas a falar, mais do que os outros.

Por que falar de amor sem ter sentido a dor, o ímpeto, é como desenhar saem ter inspiração, como sexo sem tesão, fica aquela sensação oca de que está faltando alguma coisa. Esse tipo de texto é daqueles que a gente não se lembra, daqueles em que a gente está no décimo parágrafo e já não se lembra mais do primeiro.

Convenhamos, amor sem tesão não dá.

Mas nos dias de hoje, parece que os papéis se inverteram. Em um mundo onde nós temos garotos de franjinha (sim, eu implico com eles), mulheres cada vez mais independentes, e miguxos, parece que o papel de falar de amor se voltou para os homens.

Cada vez mais é notada a proliferação de filósofos do amor moderno. E são em sua maioria homens, que por um motivo ou outro escolheram falar sobre este tema. Não quer dizer que as mulheres não sintam nada, que se tornaram frígidas e de coração felpudo, não. Quer dizer que elas assumiram uma postura um pouco mais séria, de não demonstrar tanto os seus sentimentos em público, de ser algo mais privado, entre ela e seu amado apenas, ou por vezes também, nem para seu amado é demonstrado todo o seu sentimento, algo anteriormente típico do comportamento masculino.

E me pergunto, porque dessa mudança, essa inversão de papéis?

Seria por causa de toda a evolução social da mulher nos últimos anos? Uma tentativa de mimetizar o comportamento masculino de anos passados, em que o homem era austero quanto aos seus sentimentos, e sendo assim, sem ter tal demonstração de afeto por parte da mulher. O homem, por sua vez, resolveu mimetizar o comportamento anterior dela, se tornando o ser emotivo da relação.

Seria isso?

Pois é fato que hoje em dia, na opinião de muitas mulheres, certas coisas que eram tão aceitáveis no passado, já não são, como ser carinhoso em excesso ou “grudento demais” ou insegurança por parte masculina. O que antes eram comportamentos tipicamente femininos, agora estão se tornando cada vez mais usualmente masculinos. É só observar o movimento social caracterizado por franjinhas e lágrimas de petróleo, popularmente chamado de:

Emos.

Não há uma descrição fiel ainda de onde deve ter surgido esse movimento, mas a nossa sempre presente Wikipédia descreve dessa forma:

“… a versão mais aceita como real é a de que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de “hardcore emocional” que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party.

Nesta época, outras bandas já estabelecidas de hardcore, como 7 Seconds, Government Issue e Scream também aderiram à esta onda inicial do chamado “emocore”, diminuindo o andamento, escrevendo letras mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo de então…”

Pois é, o movimento tem uma origem bem antiga. O grunge nasceu nessa época para se ter uma idéia. Mas nós brasileiros, ao menos do que eu me lembro, fomos atingidos por esse movimento somente no início deste novo milênio. E com ele as invasões destruidoras de língua portuguesa que alguns adeptos do movimento chamam de “miguxês”, mas isso é outra história.

Esse boi tem três coisas que fazem dele emo, você sabe quais?

 

 

O comportamento desses so called emos é bem influenciado por seus sentimentos (dããã né, por isso o nome emo, né). Eles falam de amor, sofrem, choram, esperneiam, giram a baiana, sei lá, fazem o diabo. Coisas que um homem não fazia antigamente. E creio que esse tipo de comportamento já fez com que várias mulheres ficassem cansadas e agora fiquem atrás do bom e velho cara austero, engraçado, mas que não vá chorar aos pés dela quando o relacionamento acabar.

As mulheres que antes exigiam de seus homens um pouco mais de sentimentalismo, não esperavam uma reação tão extrema por parte de uma ala masculina, que chegasse a este ponto. Creio que elas apenas queriam ouvir um pouco mais de “você está linda”, “tah, nada de futebol, hoje só eu e você” ou “você está magra”(hauhauhauhuaa).

 

A meu ver um tiro que deve ter saído pela culatra…

Um pouquinho de Amy Whinehouse aí então:

You should be stronger than me

You been here seven years longer than me

Don’t you know you’re supposed to be the man

Not pale in comparison to who you think I am

You always wanna talk it through, I don’t care!

I always have to comfort you when I’m there

But that’s what I need you to do, stroke my hair!

Cos’ I’ve forgotten all of young love’s joy

Feel like a lady, and you my lady boy

You should be stronger than me

But instead you’re longer than frozen turkey

Why’d you always put me in control

All I need is for my man to live up to his role

Always wanna talk it through, I’m ok

Always have to comfort you every day

But that’s what I need you to do, are you gay?

Cause I’ve forgotten all of young love’s joy

Feel like a lady, and you my lady boy

He said ‘the respect I made you earn

Thought you had so many lessons to learn’

I said ‘You don’t know what love is, get a grip!’

Sounds as if you’re reading from some other tired

script

I’m not gonna meet your mother anytime

I just wanna rip your body over mine

So tell me why you think that’s a crime

Discorda? Concorda? Me diga porque.

 

Essa com certeza é da série de imagens sem noção.

O que a foto dos Teletubbies está fazendo em um pacote de pó apreendido?

Acho que o Tinky Winky (ou seja lá como se escreve) e seus amiguinhos ficaram sem dinheiro para viver em sua colina isolada e decidiram se aliar ao cartel do tráfico colombiano para vender um pouco de pó para sobreviver. Só pode ser isso.

Hum, quem é que nunca desconfiou que aquele pessoalzinho fumava um hein, ou puxava uma carreira? Toda aquela história de “de novo, de novo” e aquele aspirador de pó (sacaram, aspirador… de… pó), que engolia bolachinhas. Tudo muito estranho.

CUIDADO: O nível de sarcasmo contido nesta página só deve ser enfrentado por pessoas com pensamento aberto e senso de humor.

 

Eu tava me lembrando do comentário do Fanny, em Macho alfa e a filosofia T-rex, e ele concordou sobre as mulheres não serem adeptas da nossa filosofia T-rex, que basicamente se resume à: Tudo que se mover eu como.

Mas ele ainda acrescentou “… As mulheres têm medo mesmo de seduzir o rapaz, elas não suportam uma opinião desfavorável e ficam furiosas quando se fala a verdade…”. É verdade mesmo que muitas não o fazem (atacar), por muita insegurança de tomar um, “NÃO NUNCA!!”. Tá, tudo bem, não algo tão drástico, mas ilustrou bem a questão.

Mas vocês mulheres gostam sim de seduzir incautos e inocentes rapazes, no que vocês gostam de chamar de “O JOGO”.

 

O jogo consiste no conjunto de olhares, gestos e palavras não invasivas que visam fazer com que o guri tome coragem e faça a frente. Vocês mulheres não chegam chegando por assim falar, vocês usam de diversos artifícios para que o homem tome a iniciativa do negócio. Assim sendo, se ele vier você poderá analisá-lo e testá-lo, e se for de sua vontade, no fim vem o Gran finalle.

Mas as táticas funcionam para todos os homens, todos eles vão ficar loucos com seu perfume, seu decote e sua saia minúscula?

Err… sim.

Mas se você quiser alguma coisa a mais tem que ser de outra forma. Leve em conta que nós sempre, forever and ever, vamos querer te comer, a não ser que você tenha dois metros de altura e cante ópera imitando uma viking.

Mas nem todos os homens se interessam pelo mesmo tipo de mulher e não gostam do mesmo tipo de conversa (se existir uma conversa). Vou pensar em nós homens como animais, e vou fazer uma análise bem machista e bitolada do mundo masculino.

Nós homens podemos ser divididos no basicão em: Playboys, Rappers, Rockers (emos não contam, porque não são exatamente homens) e Nerds.

Tantarantãaaaa, musiquinha do National Geographic e o locutor com a voz grossa e arrastada começa:

 

 

 

Playboys

 

“Os playboys são uma raça que vive sempre na incansável busca por atenção, sendo por colocar o rádio no último volume na frente da casa, escola, clube, beira da praia, ou por andar por aí vestido com “peles” de marca. Em geral são identificados por usarem roupas caras, com muitos adereços inúteis, terem sempre um sorriso maneiro inversamente proporcional a sua capacidade intelectual. O único livro que conhecem é a auto biografia do Kelly Slater, ou o kama-sutra, porque acham que vão criar habilidades fenomenais ao lerem este livro. Lêem a Playboy, a Fluir e a revista Capricho secretamente, para saber o que as mulheres estão pensando.”

Uma mulher para conquistar um muleque desses, só deve ter um corpo delicioso, não precisa ter pensamentos próprios ou qualquer qualidade intelectual, visto que não serão de forma alguma necessárias tais qualidades em uma relação com um ser desta classe (salvo alguns exemplares).

Esse é o caso da guria pôr aquela calça jeans apertada, um tomara que caia e andar por aí rebolando. Presa fisgada na certa.

Palavras usadas: Bixo, maneiro, Mô onda, 30 cm na série, mina, tomei uma vaca…

Nível de dificuldade: 5 a 6

 

Rappers

 

Os Rappers tendem a andar sempre em grupos de cinco ou mais, os seus “niggaz”. Vestem-se com roupas em geral dois, três, e às vezes até mesmo quatro vezes maiores que eles, o que os deixa com uma aparência um tanto estranha, como que saídos do filme “Querida encolhi as crianças”. Hábito comum é andar com os fundilhos (vulgo retaguarda) aparecendo ou deixando aparecer à cueca por vezes da Bad Boy, prática herdada de seus semelhantes, os Playboys.

Sua forma de andar é um tanto quanto inadequada, visto que perecem ter machucado uma das pernas, pois por vezes parecem estar mancando. Adoram coisas brilhantes, como correntes com as inicias de seus nomes penduradas no pescoço, pulseirinhas de “prata”, entre outras coisas. O tipo de garota que deve dar o “aproach” nesse tipo de cara são as funkeiras, garotas que se vestem da mesma maneira, ou que simplesmente gostam do style bandidão dono da boca.

Para fisgar alguém deste tipo, é necessário um corpo bronzeado, uma baby look do Tupac, Bob Marley ou da Preta Gil, uma calça Dimatos branca beeeem apertada e um rebolado muito maneiro.

Palavras usadas: Brother, mina, na minha quebrada, baia, vem cá sua vagabun…

Nível de dificuldade: 5 a 6

 

 

Rockers

 

Vamos considerar que essa classe engloba os amantes não só do rock, mas do blues, folk e afins, assim como os músicos em si (menos os emos, eles vão ficar num cantinho de castigo).

Essa classe se caracteriza muitas vezes por usarem roupas rasgadas, tênis furados, cabelos compridos, por calçarem o característico e icônico All-Star e por chegarem à loja de música e dizerem “posso testar aquela guitarra, eu tava a fim de comprar”, quando na verdade a única coisa que ele quer é tocar Seek and Destroy para ver os clientes olhando para ele. Podem ser encontrados em bandos ou matilhas sempre próximas a suas fontes de líquidos, os chamados clubes noturnos, onde bebem até cair ou as vezes até seus amigos o arrastarem pelo centro da cidade até uma lotação para levá-lo para casa. Tem leves lapsos de memória devido ao constante uso do álcool como motivador comportacional. É bem fácil encontrar poetas, virtuosistas, e escritores de blogs sem noção entre esse grupo.

São um grupo virtualmente culto, versados nas mais estranhas e prolixas áreas, desde literatura russa do sec. XVIII, até a arte fazer animaizinhos com sombras.

Para conquistar alguém deste grupo, você deve se vestir em geral de roupas escuras, de preferência com camisetas de bandas como The Doors, Led Zeppelin, AC/DC, Bob Dylan, entre outros. A rapariga em questão pode ter algum senso de humor e conhecimentos em áreas tão prolixas quanto seus alvos. Mas assuntos chave em conversas com eles são o novo álbum do Mettálica, aquela guitarra Les Paul Custom preta com captadores prateados ou o quanto a cultura anglo-saxã influenciou na formação dos estados de hoje em dia.

Palavras usadas: Penta tônica, contra cultura, cool, Nice, tri, pirão, cremoooossaaa…

Nível de dificuldade: 5 a 8

 

 

Nerds

 

Ah, os Nerds. São animais ariscos e tímidos. Caracterizados por sua estrutura muscular mínima, pela quase inexistência de pigmentação em sua pele e por terem dedos ágeis. Vestem-se das mais diferentes formas possíveis, por vezes tentando mimetizar o comportamento de outras espécies, algumas vezes com algum sucesso. São portadores de mentes expansivas e sagazes, possuem todo o tipo de conhecimento imaginável, seja ele útil a sua sobrevivência ou não. Lêem revistas alternativas, quadrinhos, técnicas e a revista capricho, para também descobrirem como as fêmeas pensam. Boas companhias depois de conquistada a confiança e passada a enorme geleira entre ele e você.

Para fisgar algum membro desta espécie, é necessário adquirir conhecimentos condizentes com a presa (mulheres que se interessem por Playboys ou Rappers não tem chance contra esse tipo de ser). As raparigas devem parecer inocentes, devem estar lendo alguma revista sobre algum assunto que interesse o alvo ou devem estar em alguma máquina potente (não eu não falo de um carro). O vestuário deve por vezes ter como alvo a imaginação dele, então uma roupa de colegial é bem apropriada, assim como roupas inspiradas em animes ou mesmo qualquer roupa mais sexy, pois pode não parecer, mas eles querem te comer tanto ou mais do que os outros.

Palavras usadas: Defenestrar, araquibutirofobia, memória RAM, onboard, Yataaaa!!!…

Nível de dificuldade: 8 a 10 (dependendo da profundidade da coisa).

 

“E chega ao fim então a nossa odisséia pelo mundo masculino…”.

Então, são formas relativamente eficientes de se categorizar nós homens. Claro que pode-se ter homens que soa de mais de uma categoria ou de uma sub-categoria da maior. Mas dadas as devidas diferenças, uma unanimidade entre os homens é que a guria não pode ser 2×2, não pode ter uma barba mais espessa que a nossa e nem braços mais fortes que os nossos, porque seria razoavelmente estranho.

Então mulheres, peguem suas giletes, dêem uma corridinha e se preparem, porque nós vamos atrás de vocês.

 

No próximo episódio: O que uma garota não deve falar para um cara.

Cena: Você acorda as sei horas da manhã, o Sol já nasceu, e bate em sua janela. Você nota certa comoção vinda do outro cômodo da casa. É sua mãe. Ela esta arrumando a bagagem para uma viagem a praia. De surpresa. E você, tem 30,00 R$ para passar três dias sozinho em casa.

Aí começam os problemas, porque você vai então até a geladeira em busca dos restos da comida de três ontonti, para que você não gaste seu precioso dinheiro. E o que acontece?

Você abre a geladeira e só falta o feno, clássico de filmes western para demonstrar a desolação, ou a comida pula em cima de você o ataca e foge, porque de tanto tempo que ela ficou ali ela até já criou vida.

Mas e daí, o que fazer?

Como eu disse, o dinheiro é pouco. Você não pode simplesmente ir ao Xis perto de casa e jantar, almoçar, lanchar, jantar…

Até porque se o fizesse, sobraria menos grana para a bebi…. quer dizer, para as coisa úteis a sua sobrevivência, e também para a algazarra que você vai fazer, já que você convidou seus amigos a sua casa. E como seus amigos têm amigos, o troço pode ficar desproporcional.

Bem, eu sei, por experiência própria, que tudo o que você necessita para se alimentar, vai ser no máximo 20,00 pila para comer nos três dias.

O que você vai fazer?

 

Primeira noite, ou Método: Me esqueci da carteira.

 

Bom, no primeiro dia você come algo que tenha sobrado em sua casa, e se não tiver nada ou a comida fugiu pela porta, você sai com seus amigos, visando “despreocupadamente” acompanhá-los em uma janta, no já citado Xis. Ao chegar ao local, todo mundo escolhendo, você fala, “putz, bah eu esqueci a grana caras, será que alguém paga algo aí pra mim? Eu pago depois…”, claro que esse depois nunca vai chegar. Ou no meu caso, o depois foi uma aposta, em que em troca de eu não pagar, eu teria que dançar em uma daquelas maquinas de dança, o famoso pump. Putz, pra não pagar 15 reais, é obvio que eu fui. Foi ridículo, envergonhante, mas eu nunca paguei tal quantia.

Primeira noite superada.

 

Segunda noite, ou Método: Enganando os amigos.

 

Na segunda noite, você fala com eles, e sugere que já que está com a casa liberada, podiam fazer uma janta. Grana dividida (7 pila no máximo), todo mundo vai contribuir para o negócio. Você só tem que ter algum amigo que saiba cozinhar algo. Feito isso, você mais uma vez vai rangar bem, pagar quase nada e venceu mais um dia sozinho.

Tá, mas e ai, o terceiro dia, como fica?

 

Terceiro dia, ou Dia D.

 

Ah, dessa vez não vai ter escapatória. Você vai ter que fazer uma excursão até o mercado mais próximo, vai enfrentar a demora, as velhas furadoras de fila e as caixas que te dão troco errado (sempre a menos é claro). Uma verdadeira odisséia.

Mas tudo o que você precisa comprar ali, para a sua sobrevivência, são:

1 pacote de salsichas

2 pacotes de miojo

1 caixa de massa de tomate

 

 

Bah, assim tão simples?

Sim, sim, padawan, apresento-lhes o método mais simples de se empanturrar com uma tranqueira que vai matar a sua fome até alguém com destreza chegar para cozinhar. Para aqueles que não sabem, o miojo é o companheiro mais presente na vida de solteiros e inaptos da cozinha. Assim como nuggets e pizza de calabresa (que obviamente é feita no micro-ondas).

O método de preparo é o mais simples possível, e pode ser feito até por um sequelado mor (eu). É só por a água a esquentar, juntamente com o miojo (pois assim, quando a água estiver fervendo, o miojo também já estará). O segredo é colocar a massa de tomate, e outras coisas que você queira alguns minutos antes dela realmente ferver. Não me perguntem, sobre minutos exatos, eu já disse, sou um inapto na cozinha, me contento com essa gororoba, o que vocês esperam?

Depois de fervida a água, eu acrescento as salsichas, devidamente lavadas. E deixo por alguns minutos para que a salsicha fique boa para consumo. Então, nós vamos ter uma versão mais pobre da receita popularmente chamada, Comida de Puta Pobre (que basicamente consiste em massa com lingüiça). Como vocês podem notar, realmente esta minha receita está até mesmo abaixo da massa com lingüiça, ou seja, é a comida mais gambiarra, preguiçosa e porcaria que alguém na face da terra poderia fazer. Mas alimenta.

Sei que depois de ter relatado sobre churrasco e chimarrão, alguém pode ter pensado que eu sei cozinhar algo, mas realmente não é o caso.

Perae, mas e o café da tarde, como fica?

Ah padawan, apresento-lhe mais um dos primos do miojo, o pão de forma. Tudo o que você necessita para tomar café à tarde é um saco de pão de forma e algumas fatias de queijo e apresuntado (se você for mais ousado, e libertino com seu dinheiro, pode comprar presunto ou peito de peru, para comer junto com o queijo).

Pronto, você sobreviveu a mais um fim de semana, gastou quase nada, a ainda sobrou muita grana para compra aquela garrafa de Smirnoff que você namora a meio ano…

No próximo episódio, vamos demonstrar como limpara o holocausto que ficou sua casa após esses dias de ausência de algum responsável.

 

Na década de 1950, surgiu nos Estados Unidos o primeiro grande grupo de contra cultura: o Beat Generation (Geração Beat). Os Beatniks eram jovens intelectuais que contestavam o consumismo e o otimismo do pós-guerra americano, o anticomunismo generalizado e a falta de pensamento crítico.

Na década de 1960, o mundo conheceu o principal e mais influente movimento de contra cultura já existente, o movimento Hippie. Os hippies se opunham radicalmente aos valores culturais considerados importantes na sociedade: o trabalho, o patriotismo e nacionalismo, a ascensão social e até mesmo a “estética padrão”.

Isso foi à contra cultura.

Hoje em dia o que nós temos por aí, que seja de alguma forma influenciada por alguns destes movimentos que compunham a contra cultura?

Nada.

O que nós temos hoje em dia, não são movimentos, mas sim modismos. As atitudes que existem hoje em dia partem, sim, de uma grande massa de jovens com cabelos penteados para o lado, atos duvidosos e sentimentos escusos. Ninguém mais age por originalidade.

Nós temos toda uma geração que acha muito bonito tomar um porre, que acha muito bonito falar contra o sistema, dizer que tudo é uma porcaria. Xingar meio mundo, agir descontroladamente, parecendo anti-heróis ou heróis trágicos.

Mas por qual motivo se não ficar “se aparecendo” para o resto do grupinho?

Parece que nenhum destes sentimentos ou ações são verdadeiras, apenas um reflexo pálido em um vidro quebrado do que foi algum movimento revolucionário do passado.

Podem me dizer que as coisas mudam que tudo evolui, ou se copia. Mas eu sei que, quando eu copio algo, ele fica muito parecido, não uma distorção ultrajante do que foi no passado.

Eu não sou velho, longe disso, mas mesmo assim não entendo a geração que se forma. Que futuro é esse nas mãos de garotinhos de franja, que não pensam nos motivos, mas simplesmente o fazem. Esse tipo de atitude não é de um grupo revolucionário, mas sim de operários e trabalhadores de séculos passados, que serviam para nada mais do que obedecer.

Estamos mesmo no milênio das massas e do banal.

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