Ídolos
Sabe, ontem eu estava a olhar alguns sites, e a ouvir alguma musicas, e comecei a pensar em todas as pessoas que formaram o meu caráter, influenciando (mesmo que sem saber) a formação da minha personalidade. Estava tentando formular uma lista das pessoas que me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje.
Claro que eu jamais conheci nenhuma dessas pessoas. Algumas já morreram, outras estão para morrer, algumas outras talvez num futuro muito distante eu conheça. Então, aí vai um top 10 das pessoas que criaram o mostro, de uma forma ou de outra. E mesmo que vocês não consiga ver qualquer ligação entre o criador e a criatura, eu ainda assim lhes asseguro, ela existe, mesmo que obscura.

10. Steve Ray Vaughan.
Esse cara eu conheci a pouco tempo (questão de 2 ou 3 anos) quando comecei a me interessar mais pelo Blues, e rock’n blues, e de longe ele é um dos artistas do gênero que eu mais aprecio. Na primeira vez que vi o cara na TV, ele já havia morrido há mais de 10 anos. Era um vídeo de arquivo de um programa americano chamado Saturday Night Live, e ele estava tocando com sua banda por lá. Eu peguei a música já no meio do solo principal, ele tocando com uma guitarra totalmente destruída, o corpo não tinha nenhuma parte de pintura, somente a madeira crua toda arranhada, como se tivesse sido manuseada demais. Aquilo ali chamou minha atenção, e ouso dizer (me desculpem, amantes do Hendrix), que esse cara era tão bom, ou melhor, no que fazia, do que o Jimmy. Dadas as diferenças de época e feitos, é claro.
Boa música dele: Steve Ray Vaughan e Joe Satriani – Little Wing (que por sinal é do Hendrix)
9. Rubin “Hurricane” Carter.
Tá, esse tem poucas pessoas que sabem, ou como eu só ficaram sabendo por causa do filme, mas que com certeza já haviam ouvido a música do Dylan em sua homenagem. Esse foi o boxeador negro que gerou um enorme protesto nos EUA após sua prisão, que era considerada injusta e tendenciosa devido à sua cor. Protesto na qual diversos artistas participaram, incluindo Bob Dylan e Janis Joplin. O cara ficou preso durante quase vinte anos, antes de ser solto de volta ao mundo.
O filme com certeza é também tão emocionante quanto à história verdadeira do cara. Hoje ele trabalha em uma instituição em defesa dos presos injustamente. Vive em Toronto, no Canadá, e tem 71 anos de idade. Grande cara.
Bom filme e boa música: The Hurricane, com Denzel Washington, e a música Hurricane, de Bob Dylan.
8. Steven Spielberg.
Ah para! Sobre esse, eu só preciso dizer que ele fez os filmes do Indiana Jones, Jurrassic Park, Tubarão, E. T – O Extraterrestre e foi produtor dos Goonies. Mais do que isso. Bah! Assista aos filmes citados acima, cara.
Esses filmes com toda a certeza foram os que mais me divertiram nas tardes tediantes do meu bairro, nos dias em que eu não estava vandalizando ou avacalhando em nada. Quem nunca imitou a musiquinha tema de Indiana ou gritou “Slort Chocolate” ou “Slort amigo do Guurdo”?
Diversão garantida, cara, ou seu dinheiro de volta.

7. Ed Benes.
Esse eu aposto que quase ninguém conhece, mas esse cara me influenciou de uma maneira diferente dos acima citados. Ele influenciou a maneira como eu desenho, como eu boto no papel as minhas idéias. Esse cara é um dos desenhistas brasileiros que eu mais admiro, por seu estilo muito detalhado e vivo. Não há como não olhar para um desenho do cara e não dizer “uau, que foda”. E, além disso, assim como alguns outros brasileiros, ele é um exemplo para mim por ter conseguido entrar para o mercado de quadrinhos mundial. Mercado que um dia eu almejo entrar também.
Boa revista do cara: Atualmente ele está desenhando a revista da Liga da Justiça, então vale uma conferida nela por aí. Nem que seja apenas para olhar na banca e obrigar o dono a te falar que ali não é biblioteca.
6. Frank Sinatra.
Esse Senhor não é admirado por muitos por pouca coisa. Ele tem (tinha, né) uma das vozes mais expressivas da música, um repertório inigualável, e uma ligação nunca explicada com a máfia italiana dos anos cinqüenta. Todo mundo conhece ele, todo mundo o admira, todo mundo já cantou “New York, New Yoooork”, e muito provavelmente já o viu na TV em dos mais de cinqüenta filmes que ele participou durante sua vida.
Teve uma época em que o canal Multishow exibia todos os dias ao meio dia um show dele, e sem falta, todos os dias após chegar da escola, eu ia lá para comer meu almoço e escutar a voz deste grande cantor, que infelizmente faleceu.
Bom filme e boa música: Onze Homens e um Segredo (1966), e a música September of my years.
5. H.P Lovecraft.
Apesar de ter Love no nome, nada tinha suas histórias de amor. Se hoje em dia todo mundo treme com as histórias de Stephen King (tá, nem tanto), ontem, o próprio Stephen tremia na base ao ler Lovecraft. Autor esse que é celebrado como o maior autor de terror/suspense do século XX.
Seus livros tratavam não somente do horror externo, aquele que nos espreita na escuridão, mas também de nossos demônios internos, de nossos medos, angústias e por vezes de nossa sanidade. Talvez por isso seus livros sejam tão influentes, porque nos pegam por nossa mente, nos identificando com o personagem principal e também com suas dúvidas.
O primeiro livro que eu li deste cara foi o Estranho Caso de Charles Dexter Ward. Livro que eu só lia durante o dia, e que prendeu minha atenção (durante muito tempo) e que também me fez ter sonhos bem estranhos.
Bom Livro: O Grande Cthulhu.
4. Clint Eastwood.
Tá, eu nem sou velho ou coisa parecida, mas esse cara é o cara. Sabe aquele tipo de herói durão, que mata todo mundo em silêncio e termina com uma sacada genial? Você pensou em quem? Chuck Norris? Wolverine? Não, esses dois chorariam feito menininhas diante do olhar do Eastwood. Os filmes dele da antiga eram, em sua maioria westerns, em que ele era um anti-herói muito doido, que chagava na cidade e acabava com todo mundo. Tudo muito divertido e nada construtivo, mas ainda assim muito divertido. Atualmente o cara esta mais conhecido, e reconhecido, por filmes que divide os postos de diretor e também de ator. Um bom exemplo disso é o ganhador do Oscar, Menina de Ouro.
Mas quer ver um bom filme do cara? Vai aí, então: Dirty Harry.

3. Bruce Lee.
Poxa cara, esse era bem óbvio que eu ia dizer em algum momento. Eu gosto do Chan e tal, mas esse foi o cara que nos apresentou as artes marciais. E que nos apresentou aos gritinhos gays e a pancadaria total e nonsense onde ele arrebentava todo mundo, inclusive o Chuck Norris, e saía quase completamente ileso.
Eu sempre admirei esse cara tanto por sua luta, quanto por seu caráter e disciplina. Comecei a fazer artes marciais por causa dele (muito embora eu tenha parado). Até hoje, quando eu vejo algum filme dele, ou alguma foto, me dá realmente uma vontade incrível de voltar a fazer kung-fu e tentar ser tão bom quanto ele.
2. Alan Moore.
Mais uma vez muitos podem não conhecer este cara, eu também não conhecia até um amigo me apresentar. Mas me basta dizer que suas histórias foram as que influenciaram filmes como: A liga extraordinária, V de Vingança, e o ainda não lançado Watchmen. Todas adaptações de revistas em quadrinho que ele escreveu, e que se tornaram grandes sucessos, mas que ele simplesmente diz que não quer tomar parte de alguma forma, pois as adaptações não refletem de forma alguma as coisas que ele escreveu em suas histórias, e também não aceita nenhum tipo de dinheiro vindo de qualquer lucro dessas adaptações, repassando a grana para seus desenhistas e o resto do staff envolvido.
Eu realmente não encontrei ainda nenhuma história dele que eu tenha lido e que tenha sido ruim de alguma forma. Parece que tudo o que ele faz ée circundado por um campo de magia e misticismo, que faz com que absolutamente tudo o que ele faça se torne um sucesso de alguma forma. Se ele escrevesse em um rolo de papel higiênico, ainda assim ele seria melhor do que qualquer livro do Paulo Coelho.
Vale à pena conferir o Monstro do Pântano, V de Vingança, e segundo um grande amigo, o livro a Voz do Fogo também é ótimo.
1. Mary Quant.
Essa mulher foi a inventora de algo que realmente mudou a sociedade e que hoje é algo indispensável na vida de muitas pessoas. Eu realmente digo que não sei como seria a vida sem ver o que ela inventou. Talvez seriamos pessoas mais chatas e travadas, mas vai saber.
Mary Quant foi inventora do milagre chamado: Mini-saia.
Pois está aí a lista das dez pessoas que eu mais admiro atualmente. Eu acho que poderia fazer um top20, um top 30, mas com certeza, só esses dez já valem a conferida.
See ya Later Folks.


lista foda, grande amigo.