Sujeito, não objeto.

Você já se sentiu sem poder algum? Sentiu como se nada do que você fizesse interferisse de alguma maneira no mundo a sua volta? Você já se sentiu impotente sob a opressão que todos os dias eles nos impõem?

Nós todos nos sentimos assim.

Tivemos que nos esconder, nos disfarçar durante anos, para que pudéssemos passar despercebidos entre toda a multidão, entre toda a falange na pensante que nos cerca, que nos oprime a cada segundo.

Durante anos fomos tratados como se fossemos nada mais do que párias, perambulando pelas ruas ou escondidos em nossos refúgios. Durante anos, o ódio e a indiferença recaíram sobre nós. E muitos se perderam em meio à confusão e a dissolução de nossos ideais. Perdemos nossa unidade política. E logo nossa união espiritual e ideológica também.

Você possui uma herança não material, mas que fez de você diferente desde o momento em que você nasceu. Você nunca se enquadrou neste mundo, sempre sentiu que havia algo ali, após a esquina, mas por muito tempo você, com medo, só aguardou.

Você pode estar pensando que não tem nada a ver com isso, que não sabe nada sobre nenhum de nós. Mas você é um de nós.

Você sabe que no fundo você veio ao mundo para que pudesse realizar grandes feitos, não para que passasse despercebido na multidão. Veio para ser grande, não mais um número em algum registro nacional. Veio para comandar, não para ser mais um animal, em meio a uma grande manada, manipulada, dissecada e decadente.

Os sinais estão aí para você ver. Eles, por meio da loucura e políticas venenosas, nos tornaram uma nação devastada e fraca. Mas é neste momento baixo, em que nos sentimos como se o peso do mundo estivesse em nossas costas e que pode nos esmagar a qualquer momento, que nós recebemos o apoio daqueles que também acreditam no mesmo futuro que nós acreditamos. Pessoas que da mesma forma se sentiram impotentes diante dos desafios do mundo e que quase desistiram, assim como você.

Nós somos uma família, uma nação. E da opressão, ódio e indiferença nasce a nossa união. Nós somos a noite, os prédios, somos a maquina viva que move o mundo mais uma vez, as estrelas que cobrem os céus e a mão que forja a espada.

Somos os gritos das ruas, os sons da noite, a brisa gélida e a neblina que encobrirá os pensamentos. Somos o caos, a inconstância de todas as coisas. Mais uma vez e pela última vez.

Eu estou lha dando uma oportunidade, mas eu só posso fazer isso, mostrar-lhe a porta. O resto depende exclusivamente de você.

Então, você gostaria de ver algo incrível?

~ por Legião em Abril 8, 2008.

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