Maio 2008


Os homens que adentraram aquela velha casa de uma secular família do interior do condado de New Haven jamais poderiam imaginar o choque e aversão sobre-humana que encontrariam ali.

Sabiam que estavam atrás de um senhor outrora conhecido por seus estudos teológicos para a universidade local e pelas grandes doações fornecidas por sua família a famílias locais desprovidas de sustento ou em situações menos auspiciosas, mas que agora era temidamente associado a diversos boatos sobre tortura e assassinato ocorridos por todo o território americano.

Havia ele torturado e matado ao menos três pessoas no ultimo ano, e isso fora apenas o que se conseguiu confirmar ao serem encontradas partes de corpos medonhamente disformes. Um homem em um prédio em construção próximo a 5th Avenue, que fora encontrado semi mutilado, sem pés e sem mãos, parcialmente coberto pelo teto do local que de alguma forma havia cedido. Uma atriz encontrada sem a face em um teatro local após uma apresentação. E um homem encontrado semi devorado por ratos em um restaurante de uma famosa franquia.

As investigações se seguiram durante vários meses. Até que no dia 31 de outubro a policia local decidiu invadir o local, após alguns vizinhos da pequena mansão terem reclamado de alguns sons estranhos vindos de dentro de propriedade que estava anteriormente entregue apenas as baratas.

A polícia chegou por volta das 10 horas da noite em quatro viaturas policiais com agentes fortemente armados e protegidos. E desde o momento em que puseram os pés para fora das viaturas naquela estreita rua arborizada, sentiram o estalar das arvores e os sons do vento como um mal augúrio que pairava sobre aquela propriedade.

Era como se o os sons da noite fossem atribuídos de um ritmo, um som gutural apenas lembrado em histórias antigas passadas de geração em geração, que agora estavam tão desaparecidas, ou até mesmo escondidas quanto seus próprios criadores.

Todas as luzes do local estavam desligadas com exceção de uma bruxuleante luz violeta que vinha de uma das janelas do segundo andar, onde dizem, era o quarto de dormir dos pais do suspeito. Onde teriam eles sucumbido à loucura e se matado.

Conforme avançavam para dentro da casa, cada vez mais o espírito dos homens parecia ser consumido pelo ambiente e pela escuridão que permeava o local. E, conforme a casa era vasculhada, percebiam cada vez mais uma presença latente e invisível que parecia vigiar a todos que ali estavam a macular a residência.

As atenções então se voltaram para os fundos da casa, onde parecia haver um pequeno labirinto arbóreo tão antigo quanto à própria propriedade, mas que agora jazia coberto por um manto do que parecia ser uma vegetação negra e visguenta saída de um pesadelo mortífero de alguma cidade onírica dos abismos mais terríveis.

Um dos lados do labirinto havia ruído, revelando ele algum tipo de luz que vinha de seu interior, e algum tipo de canto indescritível que parecia sair da boca de um animal em transe orgástico.

O destacamento policial avançava com cautela por entre as proteções do labirinto e em meio à cobertura que a escuridão lhes proporcionava em direção à abertura lateral. E conforme os homens continuavam a percepção do que era realmente feita a cobertura do labirinto fez com que muitos recuassem, alguns caíssem no mais profundo e angustiante choro, e alguns outros entrassem no mais profundo choque, seguido de um pânico que os fez desfalecer em meio aos arbustos.

Por entre a formação arbórea e visguenta, sobre as cabeças dos oficias encontrava-se uma manta rubra indefinível de órgãos, cabelos, e pele seca humana de muitos dias, talvez até mesmo anos de existência, e sabe-se lá, morte.

O avanço da tropa continuou até a beirada do labirinto ruído, onde puderam observar - para seu horror – que os gritos animais vinham do homem que se auto intitulava o Devorador, e que dançava e cantava freneticamente em alguma língua indistinguível, alterando seus movimentos entre dois círculos suspensos no ar. O mais interior era um de fogo, onde em seu centro se encontrava uma grande e polida pedra de mármore branca banhada em algum liquido pardo seco, e o mais exterior era formado de partes humanas, e corpos das vitimas, sete delas para ser mais exato.

O choque fez com que os policiais ficassem paralisados observando aquele homem que mais parecia um animal entre seus espólios de guerra por assim dizer. Mas o choque durou pouco, e o dever policial foi mais forte. Eles então avançaram para cima do assassino, e deram-lhe voz de prisão.

O homem ensandecido uivou a vista dos homens e avançou em sua direção empunhando um punhal de aparência grotesca. Avisos foram dados, assim como gritos, e balas zuniram pela noite.

O animal acuado estripou dois policias como se suas peles fossem de manteiga antes que os projéteis, como relâmpagos o fizessem vergar para trás e cair de costas no chão.

Os homens então entraram naquele círculo macabro e ouviram os últimos balbucios audíveis da temível criatura e sua risada gorgolejante.

- …ack… em sua morada em R’yleh o morto Cthulhu espera sonhando…e eu seu enviado, irei devorar a parte do homem que cabe a meu mestre, pois assim como em toda a Terra, há o Sol e a Sombra, há também no homem uma parte de meu deus ancestral, e de seus pecados eu sou o portador imor…

Uma bala no peito fez com que o homem parasse seu discurso, mas outras três lhe foram necessárias antes que esse parasse de rir.

E até hoje, daqueles que tiveram o infortúnio de adentrar aquele domínio maldito, há os que dizem terem ouvido o som de passos pesados vindos de dentro daquele labirinto, e o som gorgolejante de uma respiração profunda.

O corpo do homem fora levado para o IML local, mas jamais fora verificado, pois no incêndio que derrubou metade do bairro, o prédio também fora vitimado.

Hoje, somente eu resto dos sobreviventes daquela expedição. Algumas semanas atrás o agente Jenkins fora encontrado pendurado pelo pescoço no lustre de um motel barato.

Este relato, assim como o relato de todas as outras mortes que me foram entregues posteriormente à caçada estarão em minha escrivaninha pessoal, assim como meu testamento.

Barry Allen Richards

Tenente do 3° distrito de New Haven


There’s a place I dream about

Where the sun never goes out.

And the sky is deep and blue.

Won’t you take me there with you.

We can begin again.

Shed our skin, let the sun shine in.

At the edge of the ocean

We can start over again.

The edge of the ocean song.

Destino e má sorte.

Não sei se eu realmente acredito muito nesse tipo de superstição, mas o certo é que algumas vezes coisas ocorrem na nossa vida, e que se encaixam tão bem que realmente não temos como não notar uma certa ironia nisso tudo.

Já dizia o velho Murphy que as coisas, quando tem que dar errado, darão errado na certa. Como, por exemplo, é certo que quando você estiver com sacolas de compras na mão direita, a casa vai estar trancada e a chave vai estar do lado oposto de sua mão livre. Como também é certo que, quando você está com aquele dedão machucado, todas as quinas de móveis da sua casa tentarão entrar no caminho de seus pés.

Quando eu era pequeno, por um tempo eu realmente acreditei em destino por algo que me aconteceu.

O fato foi que certo dia, eu moleque ( 7-8 anos) tinha uma senhora que ficava na minha casa, cuidando, limpando, passando etc. mas nesse dia em particular ela não tinha chegado cedo, e eu iria ficar em casa solito. Então meu velho pai resolveu que seria melhor me levar para o trabalho dele (que era perto da casa), para que eu ficasse ali até então a tal senhora chegar.

Pois foi o que aconteceu.

Ele me levou para o trabalho e lá fiquei eu completamente entediado e pensando em como seria legal ficar em casa sozinho. Até que…

Até que recebemos uma ligação de um dos vizinhos de nossa casa dizendo que abelhas tinham invadido o nosso pátio. Sim, abelhas, do tipo malignas-raivosas-que-picam.

O que aconteceu é que um de nossos vizinhos tinha uma (eu ia falar “plantação de abelha”), bem, ele era apicultor e tinha seu próprio enxame por lá. E elas ficavam por perto. Só que, ao que tudo consta, outras abelhas imigrantes estavam passando pelo lugar, e os dois enxames resolveram batalhar entre si.

Sim, uma batalha campal de abelhas e bem no meio do meu pátio. E o pior, meu cachorro, Murphy (sim, em homenagem ao policial que deu origem ao Robocop) estava por lá, sendo atacado por milhares de abelhas.

Meu pai tentou entrar com o carro no pátio para rapidamente sair e pegar ele, mas era muito perigoso tentar.

Eu estava no carro nesse momento e fiquei observando Murphy deitado olhando para nós enquanto elas ainda atacavam ele.

Sim, isso me marcou um pouco.

Mas, continuando. O que aconteceu depois é que o apicultor chegou e as espantou com o seu sei-lá-o-que espantador de abelhas ACME. E eu fiquei depois pela rua, triste e tal, esperando que tudo se resolvesse.

E quem aparece?

Sim, a tia que cuidava da casa.

Ela chegou não meia hora depois de todo o ocorrido. Coincidência? Seria ela a mandante do ataque? Bem, isso eu não sei, o que eu sei é que se ela tivesse chegado na hora certa naquele dia, hoje eu não estaria espalhando alegria por todos os lados (hauahuhauha… ah pára, foi boa).

Pois é, coincidências e desencontros acontecem todos os dias. Alguns são apenas sacanagens do destino, brincadeiras maldosas de amigos ou apenas um dia em que Douglas Adams decidiu escrever o roteiro do seu dia.

Continua

Quatro anos.

Foi o tempo que eu demorei para me encontrar novamente com essa música, depois de tê-la ouvido pela primeira vez. Nada se comparado ao tempo que distanciou os dois protagonistas do filme.

Just enjoy it.

Você que sabe tanto sobre mim

Já se perguntou

bem de cantinho assim

porque eu no fim, sou um ser tão ruim?

Todo o ácido tem razão, toda a palavra motivação

Pra toda reação uma ação

Os venenos mais perigosos não são aqueles que nos matam

Que roubam a visão

Que trazem convulsão

Mas aqueles que tornam negro,

O nosso coração.

Porque o silêncio as vezes é a melhor resposta,
quando até mesmo as respostas não deveriam ser ouvidas.

Sleep with all the lights on.

You’re not so happy. You’re not secure.

You’re dying to look cute in your blue jeans,

but you’re plastic just like everyone. You’re just

like everyone.

And that face you paint is pressed

impressing most of us as permanent

and I’d like to see you undone.

College night will draw the crowds.

Dorms unload and your heading out.

Here is your moment to shine.

Dashboard Confessional – The Swiss Army Romance

Oportunidades…

Quem não concorda comigo que as oportunidades, aquelas que nos parecem tão aprazíveis, tão boas, diria tão sonhadas, só nos aparecem em momentos em que estamos ocupados, por assim dizer?

É assim, aquela velha história que todos nós conhecemos. E um exemplo bem prático e fácil disso, com o qual eu creio que quase todo mundo vai se identificar: quando estamos compromissados, aparece aquela outra pessoa. Sabe aquela? Sim, essa mesma. Mas por estarmos compromissados nós deixamos pra outra hora, esperando (rezando) para que a oportunidade caia de novo em nosso colo.

Mas certo na vida é que isso só voltará a acontecer mais uma vez quando estivermos novamente compromissados com algo novo. É a Lei de Murphy que age sobre nós. Mas mais que isso, ao longo dos anos nós percebemos que é o tempo o nosso pior inimigo.

O tempo, como eu disse mais de uma vez, é como uma amante traída, que exige atenção e carinho. Por que se formos desleixados com relação a ela com certeza vamos nos arrepender.

Quando eu começo a falar desse tipo de coisa, de não perder oportunidades, de não deixar as coisas passarem, mesmo tendo um compromisso, as pessoas tendem a achar que é por que eu sou mais um daquela leva de pessoas infiéis, que não tem compromisso com nada, que não leva as coisas a sério… Bem, eu sou. Mas é mais do que isso.

Eu falo de nos mantermos abertos às novas oportunidades sempre. De não nos tornarmos estátuas com medo de se arriscar, de tentar, de falhar.

É compreensível como seres muitas vezes humanos, que nós não achemos a idéia de perder algum bem, alguma pessoa de alguma forma agradável. Mas assim é a vida, uma constante busca de aperfeiçoamento, que dura com sorte 70-80 anos, e que mais do que nunca ao chegarmos lá pelo fim somos lembrados mais uma vez de que nada é eterno. E se ficamos plantados durante toda a nossa vida, sendo nós mesmos coadjuvantes de nossa própria história, seres que seguem apenas um script já planejado, somos lembrados ainda de todas as coisas que nós deixamos passar. Todos os “e se…?” que ficaram no caminho.

Manter os pés no chão é por vezes útil para não nos perdermos em devaneios lunáticos sobre conquistas, sobre ganhar na mega-sena, ou sobre comer a Srta Belucci. Mas como diz uma frase já bem batida até: “Quem mantém os dois pés no chão não sai do lugar”.

Mas a vida é uma grande incerteza, um grande ponto de interrogação que nós tentamos desvendar, mas que a cada resposta nos surgem mais três perguntas. Locais seguros, lugares comuns. Isso nós temos aos montes durante toda a nossa vida. E todos sabem do que eu falo. Mas eu não quero saber quem eu vou ser daqui a 10 ou 15 anos, ora nem mesmo sei o que vou ser ou quero ser daqui a um mês.

Dizem que quando crescemos devemos parar de sonhar, devemos assumir responsabilidades, nos tornarmos seres respeitáveis dessa miserável e decadente sociedade. Mas eu digo que, em meio a tanta escuridão nos resta sonhar, mais alto do que qualquer nuvem negra. Ontem nós éramos o futuro da nação, mas o nosso presente somente esta recheado de pessoas e opiniões requentadas. Pessoas que seguem padrões, que obedecem ordens sem questionar, que nascem com uma história pré-pronta, tem a mente bitolada e o olhar focado apenas em um ponto, e não nos 360º a sua volta.

Mais uma vez eu repito que a vida é uma sucessão de incertezas. Então porque nos agarrar tão firmemente a essa realidade medíocre e mastigada.

Eu quero chegar ao meu Gran finale com menos “e se…?” possíveis.

Mas cada um é o mestre de seu próprio destino, não é mesmo? Ou será que até mesmo isso nos foi tirado nos dias de hoje?

Escolhas e incertezas. É so isso que eu sei no momento.

É incrível como os motores de busca podem trabalhar para fazer com que a sua pesquisa o leve até algum tipo de site completamente diferente daquilo que você esperava. Mas isso não é segredo para ninguém. Agora, eu me pergunto de onde vem às relações bizarras entre as palavras aparentemente aleatórias que os fazem chegar até aqui, até este blog.

É incrível o número de palavras e frases estranhas digitadas nos campos de busca que fazem relação com o blog. Eu fiz uma pequena lista daqueles que mais me chamaram atenção, dos mais estranhos. Ai vai:

1 – garota colegial sexy (tudo bem essa eu até entendo, eu devo ter falado por uma ou duas [30] vezes em algum tipo de garota colegial sexy, e isso, por “acidente”, deve ter se tornado uma tag.

2 – fotos girl praia chuveiro liberdade (Viu o que eu quis dizer com aleatórias? E quanto à sem nexo?)

3 – chimarrao sem cuia (Blasfêmia. Isso no Alegrete dá morte)

4 – odio do ex (Vocês iriam se impressionar com o quanto de garotas com raiva do ex, ou com vontade de fazer macumba para eles, aparece por aqui)

5 – como usar shorts + homem (Hum, esse não ficou bem especifica, mas eu acho que ela quer usar homens e short, ou vai saber, homens de short…)

6 – jogos para matar trabalho (Esse é dos meus)

7 – meu filho e um assassino (Sabe, essa é perigosa. Há somente duas alternativas para essa frase. Ou essa mãe está preocupada que o seu bebê esteja na presença de um assassino, ou ela se esqueceu de colocar acento. O que pode ser ainda pior.)

8 – que música é aquela música que will Smith canta no filme eu sou a lenda (As pessoas por algum motivo tem a tendência de achar que o Google, é como aquele seu amigo, que sabe das coisas, basta você dizer alguns coisinhas assim aleatórias que ele vai lhe dizer tudo)

9 – lengalenga espantalho (?????)

10 – esta bebida e mulher pelada (deve ser algum tipo de poção mágica)

11 – sedução insana (sem comentários)

12 – frases terminar relacionamento (Ah, isso, em comum por aqui também, juntamente com o ódio do ex, e as garotas chinesas)

13 – deixar de ser possessiva (Mais uma vez o Google, o seu amigão vai te ajudar)

14 – diversas maneiras para dizer que vai cagar (Essa eu achei impressionante. Quantas maneiras no mundo há de se dizer que vai cagar? E pra que?)

15 -jogo de botar roupa em rapper. (Esse deve ser um jogo muuito divertido)

Viu só. É com esse tipo de coisa que eu me deparo quando vou olhar as informações de motor de busca no blog. Tá certo que eu já pus tags bem idiotas e sem sentido, mas eu me pergunto por que o Google faz isso comigo? Por quê?

Muitas coisas são grandes ciladas quando se trata de conhecer pessoas, mas nada se compara a grande cilada que é conhecer pessoas em encontros arranjados ou marcados pro MSN.

“… Cara, tem uma guria linda com qual eu quero dar uma volta. Mas ela diz que só sai comigo se eu levar uma amigo para “acompanhar” a amiga dela. Então cara, faz isso por mim?”

Quem de nós homens não ouviu algo desse tipo? Mas por outro lado, creio que isso também ocorra com as garotas, e deve ser igualmente um presságio de coisas bem ruins.

Mas, para nós homens, tudo bem. Umas cerejas a mais e aquela garota, que parecia vestida em uma roupa de Chewbacca, agora parece uma Monica Beluchi. Mas e para as gurias que não tem esse nosso incrível (e muitas vezes oportuno) hábito de beber? O que devem elas fazer?

Bom, claro que uma boa idéia seria primeiramente responder que não, que não sairia de forma alguma em um desses encontros às escuras. Mas mesmo nós homens sabemos como vocês garotas conseguem persuadir suas vítimas a fazerem o que querem. Então vamos partir da idéia de que aquela sua amiga de alguma forma conseguiu fazer com que você embarcasse nessa barca furada.

Cenário 1

Você está em casa tranqüila, o telefone toca, e é aquela sua amiga, sua irmã de outra mãe, lhe convidando para uma voltinha. Mas com um detalhe, ela vai levar uma caça e quer que você a acompanhe, pois um brinde vai ir junto e necessita de companhia. E então você relutantemente é convencida (obrigada) a comparecer ao encontro.

Note que, se a sua amiga for esperta, ela vai lhe convidar para algum tipo de volta com ela, mas vai “esquecer” de mencionar que vai levar um garoto para ela, e o acompanhante dele junto. Essa é a forma mais cretina – e mais competente – de arrastar alguém para um encontro às escondidas, pois é tão às escondidas que nem mesmo você (a vítima) sabia do acontecimento.

Mas, então, você se desloca do aconchego do seu lar, tranqüilo e doce, para esse tal encontro. E em 110% das vezes o garoto que lhe espera é digno de uma pequena veia de raiva saltando em sua testa contra a sua amiga leal.

Em geral são tipos com a qual você não tem nada a ver, e não consegue nem mesmo engrenar as típicas conversas sem assunto (tempo, futebol, televisão, celebridades), mas que por alguma piada terrível do destino, ou simplesmente porque a sua amiga e o namorado dela acharam que vocês dois formariam um par interessante, vocês foram obrigados a estar no mesmo ambiente.

Nesse caso, você ainda assim pode: combinar a tal ligação de salvamento na hora H (ver cenário 2); beber até esquecer as suas impressões sobre a pessoa (não recomendo); ficar ali sentada com cara de bunda; ou  agir da forma mais desprezível possível, para que nem a sua amiga, nem o namorado dela jamais pensem em lhe armar uma dessas novamente.

Você pode inventar qualquer coisa nessa hora. Basta apenas se lembrar da raiva que você sentiu quando notou o quanto você havia entrado em uma fria, e tudo vai dar certo. São coisas como pequenos arrotos, opiniões feministas extremistas ou descabidas, até mesmo tente se divertir achando algum argumento totalmente contrário ao que sua contraparte esteja falando, mesmo que sua opinião seja a mesma que a dele. Tente de alguma forma fazer com que essa experiência valha de alguma coisa a mais para você do que nunca mais acreditar na sua amiga querida do coração. Lembre-se que tudo na vida tem um lado bom (menos um LP da Britney Spears).

Cenário 2

Você é uma garota ingênua (hauhauhauhuaa, aff aff), e realmente acredita que aquelas fotinhos do MSN saíram embaçadas porque são tiradas com a câmera do celular e que ele não tem fotos no Orkut porque ele é uma pessoa reservada, e resolveu aceitar aquele convite de dar uma volta com esse tal garoto, pegar um cineminha.

Você então se arruma toda, com aquela roupa de ir à igreja no domingo, e sai toda Hera Venenosa ao encontro de mais um possível affair.

Você chega na hora ao local marcado (sabe como é, tem que impressionar na primeira vez e atrasos não impressionam ninguém), e não encontra o garotão que você via no fundo das fotos, e sim algum tipo de ser saído diretamente de algum episódio de Além da Imaginação (e não num bom sentido).

Você de imediato é desarmada, pois sabia que todo homem na verdade é um sapo, mas esperava que ele só se transformasse depois do beijo.

Você então passa uma tarde/noite inteira ouvindo como ele ganhou em todos os níveis de dificuldade no novo jogo Resident Evil, ou como ele detona nas ondas… ou whatever assunto aleatório que uma pessoa possa inventar na hora que faça com que esse dia se torne inesquecível, e algum tipo de assunto para um post, ou história que em alguns anos, após superado o trauma, vai ser engraçada.

Há como fazer com que esse dia de princesa não acabe em pizza? (mais uma vez no mal sentido, apesar de pizza ser muito gostosa, principalmente portuguesa).

Sim há, e de formas bem simples.

1º Assuma que o seu encontro veio de algum esconderijo no meio das montanhas.

2º Chame aquela sua amiga que lhe convidou a um encontro às escuras para ir com você.

Tá, e aí você esta se perguntando, não é mesmo? Bom, você se arrumou como sempre (e isso quer dizer 4 horas de chapeação e pintura), e tem ao seu lado uma amiga de “confiança” para poder lhe dar o suporte necessário para que você mão embarque em uma viagem ao túnel do horror.

Você vai então para perto do local combinado, mas manda a sua amiga para O local em si, para que ela de uma de batedor, verificar se o material realmente não é radioativo ou algo do tipo. Se for, vocês duas simplesmente vão embora, como se nada tivesse acontecido, e você só vai ter que arrumar uma desculpa qualquer para não ter comparecido. Se não, você vai lá para ter a sua noite.

Se isso já foi feito? Sim, lembro de uma boa história de dois garotos e uma garota linda que na hora parecia um playmobil.

Agora se o seu amigo/amiga não puder lhe acompanhar você então deve combinar de alguma forma algum tipo de sinal para que em algum momento você seja resgatado se tudo mais der errado. Pode ser algo como dois toques no celular, e você me liga fingindo ser minha mãe/avó/pai/amiga precisando de mim imediatamente. Funciona 100% do tempo, só mantenha isso simples, pois em geral coisas complicadas são difíceis de serem encenadas.

Ou você pode fazer como o resto do planeta inteiro faz, e agüentar a noite na companhia de alguém que não lhe atrai, seja física ou mentalmente falando, depende do que você procura. Mas lhe garanto que vai ser bem menos divertido de contar depois.

O mundo divide-se em pessoas boas e pessoas más. As pessoas boas têm um sono tranqüilo. As pessoas más divertem-se muito mais.”

Woody Allen


Nobody knows it but you’ve got a secret smile
And you use it only for me

So use it and prove it
Remove this whirling sadness
I’m losing, I’m bluesing
But you can save me from madness

Semisonic – Secret Smile

Desenhando mulheres e comemorando as 11.000 visitas.

See ya later space cowboys

Nerd + RPG.

roses are #FF0000

violets are #0000FF

all my base

are belong to you


O termo nerd foi criado em meados dos anos 50, no Massachusetts Institute of Technology (MIT). Também há uma versão que diz que a palavra derivaria de Northern Electric Research and Development (Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da companhia Northern Electric do Canadá, hoje Nortel), ou seja, atribuída àqueles indivíduos que trabalhavam no laboratório de tecnologia, que eram dados a passar noites em claro nas suas pesquisas.

Foi somente na década de 50 que daí surgiu à forma pejorativa da palavra a que todos nós estamos acostumados (alguns até de mais) a ouvir nos dias de hoje.

Segundo definições, os Nerds são pessoas que se caracterizam por não obedecer aos padrões normais, físicos ou sociais. São pessoas que possuem verdadeira paixão sobre um tipo de assunto ou conhecimento e o estuda de forma totalmente viciada.

Nerds podem jogar RPG, videogame, podem ser aquele tipo de pessoa que não sai da biblioteca, que fica horas no computador (mas obviamente não no MSN), que assiste a muitos animes, são as pessoas que montam computadores, ajustam relógios de videocassete – e que hoje em dia fazem o mundo girar -, são amantes de Star Wars, Startrek e de seus muitos derivados, são amantes de quadrinhos, desenhistas dos mesmos…

Vale salientar, contudo, que Nerd e CDF são coisas diferentes, ao contrario do que muitas pessoas assumiriam. CDF é aquele moleque que sentava na frente da sala, que usava óculos e que não tinha vida social (até aqui exatamente como um nerd), mas que estudava não pelo conhecimento em si, como faz um nerd, mas sim para agradar os pais, os professores, etc. Ou seja, ele é o tipo de pessoa que até mesmo um nerd pode tirar sarro.

Nerds estão por todo o lado, e nas mais diversas formas. Não são somente aquelas pessoas que se vestem de forma estranha. Com camisetas para dentro da calça, que usam óculos fundo de garrafa ou aparelho nos dentes e andam para todo o lado com livros estranhos na mochila. Não. Eles estão por todo o lado, mas sem serem notados. Eles podem assumir qualquer forma, qualquer aparência. Podem ser seu vendedor de revistas, seu leiteiro, seu vizinho ou até mesmo o seu irmão. Então cuidado ao desrespeitar um nerd, porque, como disse Bill Gates, um dia ele pode ser seu chefe.

Nerds se vestem conforme suas paixões. E como elas podem ser muitas, você pode entender a dificuldade em tentar achar um padrão para um deles.

Mas, aí ao lado, temos um exemplo típico de vestimenta e aparência nerd. Sem falar de que para as pessoas que assistiram a série de TV também presenciaram atitude. Uma atitude totalmente desastrada, sequelada e tímida, mas, ainda sim, uma atitude.

E timidez – ou melhor, o silêncio – é sim o que pode mais caracterizar um Nerd e entregá-lo quando disfarçado no meio de pessoas normais. Sim, porque em geral ele é o tipo de pessoa que vai ficar de fora de conversas que envolvam as coisas mais banais e mundanas, como futebol, Zorra total, Nx-Zero, Big Brother e mulher (a menos que seja uma bela otaku vestida de colegial).

Um nerd não fala sobre esse tipo de assunto, exatamente porque, assim como para um elefante uma formiga nada significa, futebol para ele só serve para encher o HD de coisas inúteis.

Se você pensar bem, hoje em dia, o mundo é dominado por nós Nerds (sim, eu sou um disfarçado). Pense nas últimas invenções mais fantásticas que você ouviu falar, como os robôs em forma de aranha (como no filme Minority Report) que vão patrulhar áreas que são perigosas para humanos, ou o motor de partículas, a internet, o Iphone, a televisão digital, a inteligência atificial…

Tudo foi criado pelos mesmos Nerds que um dia foram chutados ou que tiveram colados em suas costas aqueles típicos avisos de “Chute-me”. Pense agora que sua vida como ela é hoje depende inevitavelmente de um Nerd ou, mais precisamente, de sua Nerdice para continuar da mesma maneira.

É irônico pensar que até mesmo o mais terrível opressor dos Nerds depende de algum dispositivo criado por alguma de suas vítimas.

A frase “Os jovens são o futuro da nação” deveria ser alterada para “Os jovens Nerds são o futuro do planeta”. Pois se formos depender da grande massa da população nosso futuro está ferrado.

Nós somos o futuro do mundo. Somos Os Nerds de hoje, mas Os Chefes de amanhã.

Beleza pode por mesa, mas quem põe o resto da casa é a inteligência.

Só não dominamos o mundo ainda de forma substancial, porque somos uma classe que não é coesa. Mas quando as nossas mentes ultrapassarem as barreiras do MMORPG, do Tíbia, do MSN, e deixarmos de lado as diferenças existentes entre Trekkers, amantes de Star Wars e Senhor dos Anéis, então seremos reconhecidos como uma força, um exército. E a vitoria será somente questão de tempo. Preparem-se.

Ah tri.

Ps.1 – Pra quem leu as primeiras frases e entendeu o #FF0000, e pensava que não era um Nerd, eu sinto em dizer, você é um.

Ps.2 – Para quem tem duvidas ou receio de que é um Nerd e quer tirá-las, faça o teste aqui.

Meu resultado no teste nerd? Eu sou um Nerd Supremo.


I am nerdier than 92% of all people. Are you a nerd? Click here to find out!


Bang bang, she shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down.

Seasons came and changed the time
When I grew up, I called her mine
She would always laugh and say
“Remember when we used to play?”

Bang bang, I shot you down
Bang bang, you hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, I used to shoot you down.

Music played, and people sang
Just for me, the church bells rang.

Creio que uma parte de minha personalidade, que eu nunca quis aceitar, é a parte em que realmente eu sou um completo filho da mãe.

Acontece que eu sou um devorador de pessoas. Não, seu doente, não como nos filmes do George Romero e tal, nada a ver com zumbis comedores de carne. Muito longe disso. Muito embora um bom churrasco ainda me agrade.

O que acontece é que desde os meus 15-16 anos eu venho notado que realmente poucas pessoas ou poucas coisas tem sido estáveis na minha vida. Realmente muitas coisas passam, mas poucas realmente ficam ativamente em minha vida.

O que acontece é que eu sou um estudante em primeiro lugar. Há pessoas que estudam arte, há pessoas que estudam metafísica, há pessoas que estudam educação física (aff). Eu estudo pessoas.

Eu estudo as relações e reações das pessoas nas mais diversas situações, sob os mais diversos ângulos possíveis.

No sentido de estudar a pessoa, de conhecê-la, posso dizer que realmente eu sou um amante do ser humano. Eu entro ávido em uma nova relação, como algum gordinho que não come há três dias e, por assim dizer, devoro a pessoa em poucas semanas ou meses. Eu vasculho cada canto escuro de seu ser, cada poro seu me interessa, cada pensamento, cada palavra. Eu a faço ficar exaurida após cada sessão.

Eu analiso suas experiências, histórias, jeitos, fala… tudo. Eu traço um perfil, como se cada uma dessas pessoas em meu depósito mental tivesse uma caixa na prateleira que vai sendo preenchida conforme os estudos sobre ela avançam. E quando por fim a caixa esta cheia, eu simplesmente a guardo no lugar e avalio o que eu consegui tirar de tudo isso.

Sendo assim essa pessoa realmente não é mais vital ao meu ser como era em alguns momentos antes. Por isso eu posso simplesmente descartá-la e passar para a próxima.

Não é que, no fim, eu seja um completo imbecil com essas pessoas. Eu simplesmente perco o interesse por elas. E, por fim, as deixo de lado. Como qualquer um de vocês faz com qualquer pessoa hoje em dia, só que eu faço isso com um objetivo, e não somente por que eu sou um idiota. Para mim, depois que eles são estudados eles são como aquele filme que já foi visto, aquele jogo que já foi completado. Simplesmente entediantes.

De certo, o que eu faço não é diferente do que os médicos para a cabeça fazem, só que eu simplesmente não passei anos da minha vida sentado em uma classe ouvindo como fazer isso. Eu aprendi o que sei através da experiência prática. In the Battle Field.

Se formos analisar o meu caso, eu posso dizer de que de certa forma eu passo a viver a vida delas. Cada detalhe fica vívido em minha mente, pronto para ser usado em algum momento propício.

Assim como o escorpião que morreu afogado com o sapo por tê-lo picado, eu digo: É apenas a minha natureza.

Você ficou espantado. Não seria o primeiro, mas é como eu digo. Você queria a verdade ou uma coisa bonita? E olha, que por experiência eu posso dizer: A vida não é nada bonita.

The Big Brother.

É triste me realizar só em meio a tanta gente

Pensar que a sua memória é melhor que a sua presença

Que o silêncio entre nós é mais acolhedor que suas pernas

Que meu travesseiro é mais macio que seus seios

Que o frio de minha voz é mais quente que seus abraços

Não sou eu, é você

Que me faz sentir assim

Tão diferente de tudo que já senti

Tão igual a tudo que não queria ouvir

Buenas, eu pela primeira vez não resisti a tentação e vou ter que fazer jabá aqui no blog. Mas bem, ao menos a propaganda é sobre algo que vale a pena.

O negócio é o seguinte, eu e meu progenitor temos uma oficina de desenho na qual ele ensina desenho artístico e eu ensino mangá e comics, além de claro quadrinhos (tudo no mesmo curso, tá). E acabaram de abrir novas vagas em vários horários e dias. Então, se alguém quiser se inscrever ou pedir informações, pode ligar para o número informado abaixo ou pode entrar em contato pelo e-mail também informado abaixo.

Vale ressaltar que o número não é o meu. Então, nada de trotes. ( : P)

Recomendo o curso de mangá. É tri e o professor é muito massa.

Oficina de Desenho Artístico

Dias e Horários

Manhã: Quarta e sábado, das 9h às 11h

Tarde: Terça e quinta, das 14h às 16h

Noite: Terça e quinta, das 19h às 21h

Aulas:

2 aulas por semana, com duração de duas horas cada aula.

Conteúdo:

Paisagens, objetos, luz e sombra, perspectiva, técnica de pastel oleoso, lápis de cor, animais e figura humana.

Orientação individual.

Investimento: R$ 80,00 mensais

Instrutor: Luiz Fernando Mossmann

Para maiores informações ou para efetuar inscrição:

Endereço: Av. Assis Brasil, 3090 – sala 212

Fone: 982-772-90

e-mail: luthien0606@hotmail.com


Oficina de Mangá e Comics

Dias e Horários

Manhã: Sexta, das 10h às 12h, e sábado, das 11h às 13h

Tarde: Sexta, das 14h às 16h

Conteúdo: Figura humana, perspectiva, drapeamento, luz e sombra, arte final, animais, desenho de página.

Aulas:

2 aulas por semana, com duração de duas horas cada aula.

Investimento: R$ 50,00 mensais

Instrutor: Ricardo Mossmann

Para maiores informações ou para efetuar inscrição:

Endereço: Av. Assis Brasil, 3090 – sala 212

Fone para contato: 982-772-90

e-mail: luthien0606@hotmail.com



Um ninho de mafagafos, com cinco mafagafinhos, quem desmafagafizar os mafagafos, bom desmafagafizador será…

Quem, quando criança, nunca ouviu esta rima? Tão infantil tão singela, diria até mesmo ingênua.

Mas, quem diria que, ao fim de tantos anos de existência, finalmente teríamos a resposta para a grande pergunta, para aquilo que nos atormentou durante anos sem jamais ter uma explicação satisfatória, assim como a história do Papai Noel, do Coelhinho da Páscoa e daquele vídeo que você pegou seus pais assistindo.

Finalmente nós sabemos o que é um Mafagafo. E sim, ele é real.


Observe a imagem desta vil criatura comedora de homens enquanto ela aterroriza um gatinho totalmente desprotegido. Observe o corpo que se parece com uma pequena caixa marrom coberta de pêlos prestes a saltar para cima do jovem animal. E acima de tudo, observe os grandes e brancos dentes sedentos por sangue se pronunciando em direção a presa antecedendo a vitória.

Sim, eles existem.

Mafagáfos (Malignus Fagocitos) são terriveis criaturas criadas geneticamnete pelos japoneses durante a primeira guerra mundial, mas que sairam do controle de seus criadores e assolaram as cidades nipônicas durante anos (de onde você acha que veio inspiração para os diversos filmes do Godzilla?), antes de finalmente entrarem na escuridão do esquecimento após as bombas de Hiroshima e Nagasaki, que supostamente teriam acabado com eles.

Mas alguns deles ainda vivem espalhados pelos locais mais remotos do planeta. Ou devo dizer que os locais são remotos exatamente pela presença de Mafagáfos.

Ao lado, temos a única imagem tirada de um ataque mafagafo a uma cidade oriental em meados de 1945, logo antes do fim da guerra.

Mas até hoje essas temíveis criaturas vem sendo desenvolvidas em laboratório (em tamanho menor, e com temperamentos menos explosivos) de forma secreta, escondidos até mesmo da própria população japurunga. E o video que vos mostro a seguir, conseguido com o sacrificio de cinco agentes nipônicos, que lutaram bravamente contra apenas um mafagáfo, comprova isso. Vejam como os vis japurungas incitam sua criatura com melodias e garotas colegiais antes de mandá-lo finalmente para o campo de batalha para massacrar seus adversários ocidentais.


Mas qual seria a forma de matar um mafagáfo, você deve estar se perguntando neste momento.

Dizem que apenas a cor amarela pode aniquilar com a vontade de comer pessoas, cheirar gatinhos e destruir coisas de um mafagáfo. Mas não há realmente provas disso, já que ninguém nunca sobreviveu a um ataque de mafagáfo após tentar alguma tática para a sua aniquilação.

E do que os mafagáfos realmente se alimentam?

Bem, os mafagáfos alimentam-se de crianças, de gatinhos, de mim, da sua mãe, do Goku (menos o super sayajin). Basicamante de tudo o que não for amarelo. Por isso que a populção chinesa é a maior o mundo e a única com real chance de sobreviver a um ataque massivo dessas criaturas. Lembrem-se que os japoneses não são exatamente amarelos, por isso suas próprias casas estão desprotegidas de suas criaturas caso algo dê errado novamente.

Devemos tomar cuidado nos dias de hoje, pois nunca sabemos se aquilo que está atrás da porta é somente seu roupão sujo, que sua mãe não lavou, ou um soldado mafagáfo pronto para engolir você com suas presas sedentas por sangue.

Cuidado, muito cuidado.


I remember

Standing-by the wall

The guns-shot above our heads

We kissed-as though nothing could fall

The shame-was on the other side

Oh we can beat them-forever and ever

Then we could be heroes-just for one day

We can be heroes

Just for one day

Wallflowers – Heroes

Matar trabalho não é necessariamente uma coisa de vagabundo. Algo que você faz para ficar jogando Ragnarock em casa o dia inteiro.

A arte de se isentar do trabalho pode ser usada de formas completamente benignas em favor do estudante dessa milenar escola de ensino,

Que usos, você pode estar se perguntando. E eu diria de pronto que posso enumerar alguns, tais como:

1 – Procurar por um novo emprego, que te pague mais, não tenha tanta azucrinação, tenha mais garotas gostosas e/ou te deixe feliz profissionalmente;

2 – Passar uma tarde inteira jogando Bioshock ou Crisis (não é que nem ficar jogando Rag, esses dois jogos exigem muita capacitação, concentração e força de vontade);

3 – Aquelas suas vizinhas morenas lindas te convidaram para dar uma “ajudinha” na casa delas;

4 – Você precisa de algum descanso mais do que espiritual e seu dia de trabalho vai ter de ser sacrificado em nome de sua saúde, afinal, saúde em primeiro lugar.

Ou você pode simplesmente assumir que você é realmente um grande vagabundo que quer ficar o dia inteiro vadiando em casa, sozinho, com sua namorada, ou com amigos.

Dois ótimos motivos para você matar trabalho.

Como eu disse, se isentar do trabalho é realmente uma arte, pois não somente exige que você tenha um motivo sólido para apresentar justificando a sua falta (mesmo que esse seu motivo seja tão verdadeiro quanto os seios da Pamela Anderson), mas também exige que você tenha algum tipo de prática na área da manipulação de pessoas, e seja ainda capaz de fazer tudo com a maior naturalidade possível.

Eu, por exemplo, já fiquei quase um mês em casa, somente jogando no computador, conversando no MSN e ocasionalmente saindo de casa a procura de um novo emprego (muito ocasionalmente), e ainda por cima sendo pago pela empresa em que eu trabalhava. Pago para não trabalhar. Pois, afinal, ao menos na versão oficial dos fatos, eu estava doente em casa. Mas, a grande verdade é que eu queria que, de alguma maneira, eles se tocassem do que eu estava fazendo para então me demitirem, e eu por fim pegaria o dinheiro da demissão para finalizar alguns planos que há muito eu já tinha.

Pois bem, mas vamos ao que interessa.

Após escolhido o motivo pela qual o seu dia de trabalho será sacrificado, você então deve se ater a sua maneira de conseguir algum tipo de álibi ou boa justificativa para ter faltado ao seu estimado serviço.

Se a sua empresa é bem liberal e/ou você não tem um emprego de carteira assinada, as coisas se tornam bem mais simples nesse sentido.

Pois você pode (se já souber que vai matar em um dia próximo) começar a dar indícios de algum tipo de doença leve ou de algum tipo de dor corporal, que no bendito dia a ser sacrificado se tornará uma moléstia que o fará ter de ficar em casa para que possa se recuperar. Geralmente nesses casos, esse “aviso prévio” de doença, seguido de um telefonema com voz rouca e baixa, como se estivesse mal dado no dia em que você vai ficar em casa, funciona perfeitamente para dar valor a sua história – e para fazer com que você não seja visto como um total vagal.

Você também pode, claro, inventar desculpas como uma ida ao dentista ou uma entrevista de emprego, mas em geral esse tipo de solução só serve se você quiser ficar em casa ou em algum outro lugar somente durante um turno, tarde ou manhã, já que dificilmente acreditariam que sua ida ao dentista foi tão terrível, que você foi obrigado a ficar lá durante oito horas seguidas.

Já se o seu emprego é com carteira assinada, a coisa fica um pouco mais complicada, e exige um pouco mais de planejamento.

Para mim, a maneira de matar o trabalho de carteira, sem ser de alguma forma descontado no salário, veio na forma de minha carteira em um plano de saúde, lábia, e de encontrar um médico que estivesse de saco cheio de trabalhar.

Se, de alguma forma, você estiver apto a seguir esse linha para a sua matação, eu lhe dou uma dica. Vá no final da tarde, lá pelo final do plantão de algum médico, hora na qual ele já vai estar de saco cheio de atender pessoas, e com certeza não vai estar nem aí em lhe dar algum tipo de atestado médico. Funciona melhor, claro, se você escolher um médico ou clinica que não tenha tantos recursos tecnológicos como o Raio-X.

Obs.: Tendinite é sempre uma boa solução;

Você pode ainda, em casos extremos de vagabundice, ligar para o seu trabalho e dizer que foi assaltado no caminho para o serviço e vai ter de fazer corpo de delito em algum lugar. O que, obviamente, ocasionaria na sua ida a alguma delegacia para dizer que foi assaltado. E sendo mentira, eu creio que isso de alguma forma (se descoberta) pode terminar com o seu rabo sendo chutado para o interior de uma cela, onde com certeza o único tipo de trabalho que você vai ter é o de impedir que os outro detentos se aproveitem de você. Nada bom.

Mas, se você não for pego, creio que não há nada demais em fazê-lo. Você pode, ainda, pedir a um amigo (ou ex-namorada) que lhe dê alguns bofetões e o jogue contra o chão ou algo do tipo para dar ainda mais credibilidade a sua historinha.

As idas a dentistas e entrevistas de empregos ainda são válidas. Se bem que, ao dizer que vai em algum tipo de empresa para fazer uma entrevista, a possibilidade de sua bunda ser chutada da atual passa a ser estatisticamente maior. É quase como você dizer a sua namorada que você vai dar uma volta com seus amigos. O perigo de algum tipo de conflito, e de pantufas e outras coisas sendo atiradas, aumenta exponencialmente.

Claro que, passadas as etapas do motivo real e do imaginário, você chegou à parte mais difícil de sua jornada. A parte que acontece apenas depois de você ter passado aquele dia maravilhoso fazendo algum tipo de seqüela aleatória, a parte onde quase todos são pegos em suas teias de mentiras: A volta ao trabalho.

Ao voltar para o trabalho, você de alguma forma vai ter que manter a sua história em sua mente, como sendo verdadeira. Vai ter que responder perguntas e de forma alguma vai caguejar, suar frio ou chorar como um emo que perdeu o show do Nx-Zero no Atlântida Festival de ontem.

Por isso, é de extrema importância que você recrie em sua mete fatos de sua ida ao médico, a entrevista, a cama ou qualquer lugar que a sua mente agora descansada possa pensar. Tenha sempre em mente que tudo o que você disser é totalmente verdade para as outras pessoas, até o momento em que elas de alguma forma tenham motivo para desconfiar dos fatos. Lembre-se de que respostas curtas e histórias simples em geral funcionam mais do que as mais complicadas. Pois é importante que você se lembre de tudo, e que, de alguma forma, o seu conto de fadas se assemelhe com algum fato que realmente possa ter acontecido na vida real. Em suma, é necessário que você possa acreditar no que está falando. E, claro, se você conseguir fazer uma voz de destruído no dia seguinte, também ajuda muito para os casos de doenças imaginárias.

Bem, a priori está toda aí. Vamos então fazer como o Telecurso 2000 e recapitular o que foi dito:

1 – Escolha o seu motivo real, seja ele dormir ou sair com as irmãs gêmeas da casa ao lado;

2 – Escolha o seu motivo imaginário;

3 – Invente algum tipo de história que seja convincente o bastante, simples para que se possa lembrar, e tente responder algumas perguntas que poderão ser feitas para poder se preparar para quando a hora “h” chegar;

4 – Volte ao trabalho e não aja como uma frutinha gaguejando e chorando na frente dos seus colegas de trabalho e chefe.

Pronto. Seguindo esses quatro passos simples, eu posso dizer por experiência própria adquirida durante anos de prática, que você terá muitas tardes (ou manhãs) na qual você poderá aproveitar para fazer algo mais útil ao universo do que ficar enfurnado em um escritório ou seja lá o local onde você trabalha.