Cínicos? Sim cínicos, isso é o que nós somos. Claro além do costumeiro egoísmo e ambição, e em alguns casos, mente pequena.
Seres humanos, ou quase isso já que nem sempre somos tão humanos assim, mas isso não me cabe discutir nesse parágrafo.
Eu já falei tantas vezes sobre nossas máscaras e sobre a nossa ignorância, sobre a nossa massificação e sobre nossas mentes pequenas, mas todas elas, assim como essa foram muito mais um exercício de revolta mental do que realmente um grito a plenos pulmões para que todos ouvissem.
Pois afinal em uma país em que a grande maioria da população não lê nem mesmo um livro por ano, não posso eu esperar que vão ler ao menos uma linha desta escrita torta e por vezes tortuosa.
Poderia se dizer que eu estou pregando moral de cueca, pois afinal eu admito ter todos os tipo de vícios que um ser as vezes humano tem durante a sua vida. Every single one.
Esses dias, dentre todas as coisas na qual eu observava sobre as nossas relações humanas, posso dizer que uma chamou mais a atenção de meu pensamento do que as outras. Foi a nossa capacidade de sermos cínicos uns com os outros. De certa forma é algo com a qual convivemos no nosso dia a dia, algo com a qual estamos acostumados, mas como bons seres humanos, e bons cidadão, e para alguns bons cristãos, é totalmente impensável assumir que façamos algo desse tipo. Pois afinal todo mundo é bom, todo mundo é certo. Por isso que as cadeias estão cheias não é mesmo?
Orgulho? Sim, também. Aquele balãozinho que fica do nosso lado, e cresce conforme as pessoas puxam o nosso saco, ou aquela garota linda dá mole. Mais um pecado, mas o que é um dentre um exército?
Mas continuando, eu estava me lembrando da forma como nós nos tratamos, todos aqueles “bom dia, como vai você”, sendo que nem mesmo queremos saber nada da pessoa, todas aquelas conversas sobre como vai a família, como vai a vida, o famoso “será que chove?”.
Entendem aonde eu quero chegar?
A frente das pessoas nós as amamos, mas por trás fincamos facas, bloqueamos coisas internetescas, viramos a cara e fingimos que não vimos.
E porque tudo isso? Não seria mais fácil simplesmente chegar e dizer algo para nos afastarmos? A verdade uma vez na vida?
Claro que não seria. Falar a verdade na sociedade onde vivemos é apenas a saída de emergência, quando nada mais funciona. Hum, será que somente eu vejo o problema nessa afirmação acima? Só eu acho que há algum tipo de inversão de idéias na nossa sociedade.
Talvez sim, talvez não, mas como eu disse: Apenas um exercício de revolta mental, não um grito a plenos pulmões.
Talvez isso fique entre mim e o blogue, ou entre mim e você, ou talvez isso ultrapasse nós dois. Quem sabe?
