Abril 2009


Wow. Simplesmente uau. Eu, realmente wow cara.

Olha, eu sou realmente muito bom em me expressar na maioria das vezes, muito embora eu diga quase sempre que palavras não são o meu forte. Mas preciso dizer que realmente agora é um daqueles poucos momentos em que eu estou sem palavras. Na verdade eu tenho muitas delas, só não consigo as encaixar de uma maneira coerente.

Eu acabo de assistir ao último episódio da série E.R. Que todos devem conhecer como Plantão Médico. Aquela série que dava na globo. E cara, foram 15 anos de série. Quinze. Essa foi à série que transformou o George Clooney num cara famoso e formou mais um monte de gente, sem falar nas pessoas que decidiram se tornar doutores por causa dela. E devo admitir que apesar de odiar hospitais realmente me imaginei sendo um doutor. Na verdade foi menos por ajudar as pessoas em si, e mais por fazer parte daquela camaradagem que eles têm por lá, aquela rotina sabe?

Eu mesmo já presenciei rotinas desse tipo, não de hospitais é claro, mas aquilo de você chegar na hora do seu turno, olhar uma turma sair do trabalho, conversar com eles e saber da situação para em seguida ir para a linha de frente. Aquele sentimento de domingo de tarde, aquela cor laranja dominando o cenário e tornando tudo bem confortável e reconhecível, ou em outras ocasiões aquela cor meio cinza azulada, de um dia mais frio onde se usa um casaco, mas que quando se entra em um local ele esta aquecido e caloroso cheio de pessoas que você gosta.

E E.R foi assim para mim durante todos esses anos. Cara 15 fucking anos. 15. É tempo pra caralho. Eu tinha 5 quando esse treco estreou, e desde que eu tenho Net em casa, o que deve fazer cerca de uns dez anos, eu assisto as vezes periodicamente ( como quando eu tinha 1 anos), outras vezes esporadicamente as suas temporadas. Para mim os doutores de lá são meio como meus vizinhos que eu via de tempos em tempos, e notava suas historias e tudo mais com grande prazer. Eu simplesmente sou muito apegado a certas coisas, muito embora às vezes eu não admita isso.

Estou escrevendo isso nesse momento, pois sei que se escrevesse horas após assistir ao episódio com certeza ele perderia um pouco de força. Nem mesmo estou prestando atenção em acentos e ponto e vírgulas para não perder o fiu da meada. Eu acerto depois.

Eu meio que me senti como o Dr. Carter que nesse episodio. Ele esta se lembrando de tudo que aconteceu nesses anos em que esteve por lá, e eu asseguro foram muitos, porque ele esta desde o começo. É uma sensação tão triste e ao mesmo tempo alegre saber que é o fim, e ver todos aqueles personagens que não estavam mais por lá fazendo participações especiais que eu nem sei bem o que falar, mas preciso falar, bem, na verdade escrever. Também tem a filha de um grande personagem (personagem este que morreu a alguns anos atrás por causa de um tumor), que na na primeira vez que apareceu devia ter uns quinze anos, e agora esta com 22. E eu olhei, e adoro quando eles fazem isso, ela é a mesma atriz só que crescida.

São todos esses detalhes que agora me vem à cabeça e vão me fazer lembrar-se desse momento tão bem quanto quaisquer outros momentos marcantes pelo qual passei. Bem. Talvez não tanto, mas entenda, eu realmente me tornei bairrista quanto a essa série.

E eu me sinto triste por saber que meus vizinhos não vão mais voltar das férias após essa temporada. Eles ainda existem naquele mundo, mas eu não mais os vejo. Pode parecer uma grande tolice, mas eu realmente cresci com eles. 15 anos cara.15. Desde moleque eu vejo aquele negócio, agora acabou.

Foi um final poderoso eu tenho que admitir muito bem executado também. Muitas participações especiais antigas (até o Clooney voltou), muito deja vu (por causa de situações que eles propositalmente repetiram), muito carisma e camaradagem por pare do elenco (que parece ser camarada mesmo fora da tela). Realmente um final para fãs. E como um fã eu realmente aprovo e fico feliz (e triste) por um fim. Mas foi muito tempo, e muitas historias sem perder o pique. Muito melhor do que ter temporadas capengas e chinelas como outras séries. Muitos personagens fodas.

Olha eu nem sei mais o que escrever na verdade. Só posso dizer (usando algo extremamente gay para me expressar) que amei o final. Muito. Sinto como se um grande amigo meu que eu conheço desde a infância tivesse se mudado para longe.

Ahá. Essa frase de cima: “Sinto como se um grande amigo meu que eu conheço desde a infância tivesse se mudado para longe.”, resume tudo o que eu quis dizer o texto inteiro. Com certeza esse é um sentimento a qual quase todo mundo pode se relacionar. E é assim mesmo. Pode ser idiota, beste, clichê, gay ou qualquer coisa, mas estou sendo muito mais sincero neste momento do que sou em 80% do tempo. Eu realmente amei a série e todos os personagens e ou sentir uma falta do caralho dela.

As homenagens cara, homenagens. O último episódio é muito paracido com o primeiro. Puta homenagem. Um episódio feito para fãs. Foda. Eu fico assistindo ao máximo de vídeos que eu posso meio que tantando me agarrar a essa memória, a estas história, por mais alguns momentos, mas uma hora eu vou ter que parar.


“Dead I am the one, exterminating son
Slipping through the trees, strangling the breeze
Dead I am the sky, watching angels cry
While they slowly turn, conquering the worm”

Dragula – Rob Zombie


Oh noose tied myself in, tied myself too tight

Looking kind of anxious in your cross armed stance

Like a bad tempered prom queen at a homecoming dance

And I claim I’m not excited with my life any more

So I blame this town, this job, these friends

The truth is it’s myself

And I’m trying to understand myself

and pinpoint where i am

By the time I get things figured out

I’ve change the whole damn plan

Oh noose tied myself in, tied myself too tight

Talking shit about a pretty sunset

Blanketing opinions that i’ll probably reget soon

I’ve changed my mind so much I cant even trust it

My mind changed me so much I cant even trust myself

Modest Mouse – Talking Shit About A Pretty Sunset

- 75% das pessoas? Serio?

- Na verdade eu acho que n deve ser um calculo muito exato, e na verdade eu não ligo muito para essas minúcias como exatidão. Mas sim, creio que 75% da população mundial seja inferior intelectualmente.

- É, aprece muito, mas na verdade não é não. É so tirar todas aquelas pessoas que simplesmente não pensam as que não têm condições de pensar, e as que têm, mas tem preguiça. O que sobra somos nós, os 25 %.

- Hum, talvez seja um pouco de pretensão afinal, né?

- Ah talvez seja mesmo, mas foda-se. Se eu considero eles imbecis que tem o mesmo padrão mental de uma pedra de carvão eu acho que eles pensam que eu sou algum tipo de lunático. De qualquer forma não nos gostamos, mesmo que seja algo velado.

- Eu sempre fico meio receoso de usar palavras como velado, progenitor, e baboseiras técnicas. Porque parece que as pessoas que não te entendem acabam achando que tu és um nerd. É so falar uma palavra que eles não entendem e pronto, tu é nerd. Eles não são uns ignorantes por não saber o que significa defenestrar. Tu és nerd por saber. É incrível.

- Às vezes eu fico pensando no significado das palavras por algum tempo, e se eu fico desmontando-as e recitando por tempo o bastante eu acabo achando que não as conheço mais, e elas passam a soar estranhas. Como a palavra cadáver por exemplo. Acho que foi a primeira vez que isso me ocorreu. Eu fiquei repetindo tanto essa palavra, que sei lá, as silabas pareciam estar erradas, e não fazia o menor sentido.

-Cadáver, ca-da-ver, Cad-aver, cada-ver-c-ada-ver…

- E eu fiquei imaginando quem foi a primeira pessoa a cunhar essa palavra (Cunhar se encaixa bem no que eu estava falando antes sobre as pessoas serem ignorantes), e fico imaginando de onde ele tirou isso? Latim. Mas e a pessoa que criou a origem desta palavra em latim estava pensando em que ao juntar certas silabas para criá-la? Eu nunca chego a uma resposta, e nunca chegarei à verdade. Mas é algo que…

- Alex, com quem você esta falando?

- Ahn…. Nada…quer dizer ninguém, eu meio que tava pensando alto, só isso amor. Já estou indo deitar.


São quase 5:30 da manhã. Eu não sei por que cargas d’água eu acabei acordando nesse horário. Sabe quando você esta tendo aquele sonho cem por cento em um minuto e no outro parece que você estava flutuando a dois metros da sua cama e acabou de cair em cima dela? Pois foi assim que eu acordei.

Eu achei que eu ia acabar acordando todos esses malditos sacanas que estavam espalhados pela sala aonde eu tava dormindo. Mas pelo contrario. O máximo que eu vi de movimento foi o de um garoto pouca coisa mai jovem que eu que parecia estar tendo algum pesadelo. Depois desse susto eu não consegui mais dormir. E olha que eu estava tendo um sonho daqueles.

Porque por algum motivo sempre que eu durmo em algum local que não a minha casa eu acabo dormindo cem vezes melhor e tendo sonhos que até mesmo alguém que tivesse experimentado ácido lisérgico teria vergonha. Eu acho que tem a ver com os lençóis. Principalmente na praia quando se tem aquele cheiro peculiar que se entranha em todo o tipo de coisa. Não um cheiro ruim. Nada disso. É algo na verdade fabuloso. Só acontece próximo ao mar.

Mesmo sendo tão cedo eu pensei em dar uma voltinha na beira da praia para ver como é logo cedo. Mas a verdade é que eu desisti. Talvez eu acabasse encontrando um daqueles cretinos apaixonados por si mesmos que ficam correndo na praia logo de manhã. E isso com certeza não estava nos meus planos. Mas eu podia ouvir muito bem o barulho do mar de onde eu estava, por isso o máximo que fiz foi por um par de meias calmamente sair do sofá aonde eu estava dormindo, passando por cima de todas as pessoas dormindo e roncando no chão.

Fui até a varanda e me sentei numa rede que eu tinha posto ali no dia anterior. Eu adoro redes. Para falar a verdade eu acho que eu conseguiria dormir durante muito tempo numa rede ao invés da minha própria cama. Bem, na verdade eu não conseguiria, porque eu ia ficar parecendo uma dessas madeiras de barracão de favela. Todo torto. Mas eu realmente gosto de redes. Sabe aquilo de fingir que você esta num casulo? Fechar a rede a sua volta e ficar ali dentro durante um tempo. Eu faço esse tipo de coisa de vez em quando eu estou sozinho.

São raras às vezes em que eu gosto de acordar cedo. No duro. Muito cedo. Sabe aqueles momentos na qual não é mais noite, mas o sol ainda não nasceu? Eu adoro esse intervalo. Só que poucas vezes na vida eu tive chances de apreciá-lo de verdade, sem preocupações, porque no geral os dias em que eu tinha que acordar tão cedo era para fazer alguma coisa previamente marcada, como ir ao médico, ir fazer testes no exército, ou ir para a praia. Então eu acho que posso contar nos dedos de uma mão às vezes.

Mas é muito bom conseguir apreciar um momento desses sozinho. Digo sem um imbecil, ou um bando deles bêbados a minha volta falando porcaria a minha volta.

O inverno ajuda um pouco com efeito dramático. Aquela nevoa fininha que sobe e não deixa que a gente veja a imundície que é o local onde vivemos é realmente uma obra de arte. Quase um Silent Hill. Mas é difícil ficar sem notar algum tipo de som humano em qualquer lugar que seja, a não ser é claro que você more na porra duma fazenda afastada, como naqueles filmes adolescentes onde eles escolhem os locais mais inabitados para passarem as férias.

Mas mesmo com todos os sons humanos ainda é muito fácil se sentir sozinho num lugar desses.

É pra esse tipo de momento que a gente deve ter uma pequena. Pessoas que passam muito tempo sozinhas ficam loucas. Muito tempo sozinho com os pensamentos não faz bem a ninguém, com certeza.

Eu pensei em ligar pra ela, ou algo que o valha, só or ouvir uma voz feminina. A verdade é que qualquer voz feminina serviria. Eu só queria ouvir aqueles tons mais agudos presentes na fala de alguma delas. Tem alguma coisa nesses tons que realmente me agrada. Eu consigo ficar ouvindo por horas se estiver no humor certo. No duro. Qualquer porcaria que seja.

Mas a verdade é que eu nunca iria ligar. Eu sou um destes imbecis que odeia ter que conversar com alguém no telefone. Sério. Às vezes chega a ser mal educado o que eu faço para terminar uma conversa ao telefone. Não tenho certeza do motivo por trás disso, mas com certeza eu não iria ligar para a garota e ser mal educado com ela, principalmente as 5:30 da manhã.

Às vezes eu fico imaginando o que outra pessoa pode estar fazendo em outro lugar completamente diferente de onde estou, mas no mesmo momento. Talvez ela esteja em uma festa farreando com alguns amigos e ficando completamente bêbada nesse momento que eu me sento nos degraus gelados da varanda. Ou ela pode estar sonhando algum tipo de historia fantástica agora que eu estou acendendo meu cigarro. É algo um bocado divertido de se fazer algumas vezes, principalmente com pessoas famosas. Uma vez eu fiquei imaginando o que o Clint Eastwood estaria fazendo no mesmo momento em que eu estava lavando os pratos da janta. Será que ele estava rodeado de pequenas como aqueles astros de rock? Ou ele estava jantando com a família e fazendo as preces na mesa, ou ainda será que ele tava disparando o seu olha intimidante pra cima de algum espertinho, como o Dirty Harry fazia?

Na verdade eu acho que a vida dele deve ser tão cretina quanto à de qualquer outra pessoa. Ou pior, porque dize que quando se tem dinheiro como esse ricaços de Hollywood a gente começa a ficar meio paranóico quanto às pessoas a nossa volta, achando que na verdade elas estão interessadas nas nossas posses e não na nossa personalidade ou algo do tipo. Mas muito provavelmente ele ainda deve ter de lavar os pratos, pôr a roupa na maquina de lavar, e levar o lixo para fora. E definitivamente ele também deve acordar algumas vezes as 5:30 da manhã sem motivo aparente. No fundo somos todos iguais, solitários fumando na beira de uma escada as 5:30 da manhã. E o pior de tudo: Sóbrios.

Cassandra Wilson – Harvest Moon


Come a little bit closer

Hear what I have to say

Just like children sleepin

We could dream this night away.

But theres a full moon risin

Lets go dancin in the light

We know where the musics playin

Lets go out and feel the night.

Because Im still in love with you

I want to see you dance again

Because Im still in love with you

On this harvest moon.

When we were strangers

I watched you from afar

When we were lovers

I loved you with all my heart.

But now its gettin late

And the moon is climbin high

I want to celebrate

See it shinin in your eye.

Because Im still in love with you

I want to see you dance again

Because Im still in love with you

On this harvest moon.

Então, aproveitando o espaço que me foi dado aqui na “comunidadi” eu por meio deste venho lhes apresentar uma figura da qual eu falo um bocado as vezes.
Mais ou menos como um Haroldo ( Calvin & Haroldo).
Homer. É, provavelmente seu primeiro pensamento acerca do nome é o mais certo. O nome é esse porque ele é muito idiotão.

Minha mais nova e mais “melhor” compra. TANTANTANTANTANTA.


O Apanhador.

E minha atual desktop por assim dizer. Tem uns rosas meio gays ali no canto inferior e tal, mas no geral é algo bem másculo.
hauhauhauhahuahuahu.
E a minha mesa de desenho com os bilhoes de trecos sobre ela.

Que porra é essa? Sabe eu realmente odeio pessoas que ficam dando conselhos no metro. Aqueles velhos vestidos como se recém tivessem saído de seus quartos no asilo e cheirando a naftalina. Geralmente eles fazem aquela baita posa de quem já viveu eras e tem a sabedoria do Dalai lama. Não que eu ache que o Dalai lama fosse um grande sábio. Pra mim ele era só mais um dos adoradores de vacas. Pra falar a verdade é a única coisa que eu sei sobre ele. Meu conhecimento sobre pessoas históricas se resume a Átila, e Napoleão. Eu gostaria de ter a desenvoltura e o conhecimento para falar sobre Aristóteles e o Platão. Geralmente os caras que sabem falar sobre essas coisas são rodeados de pequenas. A única coisa que eu sei fazer realmente bem é assoviar. Não é realmente uma habilidade fenomenal, eu acho na verdade que eu não conseguiria nenhum trocado no metro se eu ficasse por lá assoviando. Assoviar e uma única nota na Harmônica.

Meu pai me deu uma Harmônica no natal de tanto eu encher o saco por causa do Bob Dylan. Ele havia acabado de fazer um show beneficente bem no Central Park que ele havia me levado para ver. A partir dali eu fiquei sonhando com a carreira de músico. Realmente uma vida glamorosa. Sexo drogas e rockn’roll. Sem as drogas. Minha família sempre foi muito conservadora quanto a isso. Se meu pai soubesse que um dia eu fumei ou fiz alguma coisa ilícita ele com certeza me afogaria ou algo que o valha.

Mas então eu estava lá sentado em um banco do metro e um senhor que aparentava ter passado do prazo de validade estava sentado do meu lado me passando um sermão e falando sobre coisas que ele não sabia. Ele parecia minha avó. Ela sempre dá conselhos sobre coisas que ela não tem nenhum conhecimento do significado.

Sabe aquela coisa bem de vó? De dizer que não se pode comer e ir tomar banho, ou que nas noites de temporal se deve guardar os talheres e cobrir os espelhos. De onde ela tirou isso. Se o maldito Einstein aparecer na minha frente e disser que nos dias de temporal eu devo cobrir os espelhos eu vou me calar e fazer, mas não a minha avó que não completou nem o colegial.

Naquela época parece que as coisas eram bem mais difíceis na minha família. Eles moravam no interior e não tinham muito com o que sobreviver. Eu ouvi histórias de que meu avô vendia fumo, e que algumas vezes vendia trago contrabandeado. Vender trago contrabandeado há alguns anos atrás era crime sério, talvez por isso eles tenham se mudado para cá na primeira oportunidade.

Mas eu estava ali, minha bunda estava congelando por causa do frio e aquele velho estava me falando asneiras. Faltavam ainda duas estações para o meu ponto de descida, mas eu não agüentei. Quando a porta abriu eu corri para fora. Devo ter dito alguma coisa incompreensível para ele e sai. Eu não agüentava mais, estava ficando com dor de cabeça. No duro.

Eu saí da estação de trem e não sabia muito bem o que fazer dali em diante. Faltava ainda 15 minutos para o próximo trem, e um taxi ficaria muito caro pra mim. É claro que eu poderia ir a pé, mas eu não queria pegar uma maldita hipotermia no meu rabo. Como eu disse estava frio, havia nevado cerca de 5 centímetros na noite anterior.

Eu estava ali parado em frente à estação esperando o que fazer quando eu vi uma cabaninha de cachorro quente. Aquela fumaça da água quente e o cheiro. Ah o Cheiro. Poucas coisas são melhores que um bom cachorro quente em um dia de frio. Talvez um chocolate quente, mas eu não ia ficar exigente de uma hora para a outra.

Caminhei calmamente até a carrocinha e um tio bigodudo com cara de italiano me deu bom dia. Os italianos não deveriam ser bons com pizza e essas coisas? Porque ele estava ali naquele maldito frio fazendo cachorro quente? Talvez ele fosse à ovelha negra de uma família de pizzaiolos.

- Uma cachorra quente, por favor – na hora eu tentei imitar um russo falando e ele ficou me olhando com uma cara estranha então eu parei. Eu nem tinha motivo para aquilo, mas eu sempre quis tentar fingir ser de outro país. Mas não parece ter dado muito certo. Enfim.

Não foi lá um belo cachorro quente. Ele colocou muito queijo ralado, e para falar a verdade queijo ralado me deixa fazendo barulhos que nem uma locomotiva. Eu poderia ter falado ara ele colocar menos, mas a minha atuação de russo já não tinha emplacado então eu não queria provocar uma surra dum maldito hooligan. Ah não esses são ingleses.

Eu tive que me dirigir de volta à estação porque depois daquele cachorro com certeza nenhum taxi iria me deixar perto o bastante do meu ponto.

Sentei-me no meio de algumas pessoas que se amontoavam próximas a um dos milhares de bancos. Elas pareciam meio abatidas, como naquelas fotos que a gente vê da guerra do Vietnã e tal, das pessoas saindo cabisbaixas de suas cidadezinhas.

Parece que no inverno as pessoas ficam assim, mas cabisbaixas. Eu também não estava exatamente muito aceso. Estava frio pra burro, mas eu tinha que ficar ali esperando aquele maldito trem. Se não fosse aquela velha múmia puxar assunto eu estaria em frente a uma lareira.

Parece que a vida sempre acaba aprontando uma dessas coma gente. Quando temos um curso bem definido sempre aparece um velho mofado pra nos tirar dele. E o que eu ganho com isso? Um cachorro quente com muito queijo ralado e a minha maldita bunda congelada nesse banquinho.

E o silêncio me devorou… Junto a ele, a escuridão. Apagando todas as lembranças de minha mente. Tentei por horas me lembrar dos meus amigos. Nunca havia sido tão difícil. Como se eu procurasse… E fugissem de mim… A solidão outra vez me acariciou. E eu só precisava de um sorriso.

Não se sinta mal por mim.

Eu já sofri assim outras vezes.

Não é questão de um dia.

Mas essa agonia passa em alguns meses.

Me perdi em minha cabeça.

Espero que tu não te esqueças o caminho da saída.

Por eu não posso sair.

Tenho que ficar aqui…Essa é a minha vida.

Tentei lembrar teu rosto

Pra esquecer o meu desgosto de estar só.

A falta que você fez foi tanta

Que até minha garganta deu um nó.

Meu corpo está em greve.

Vê se volta em breve pra ele funcionar

Da maneira correta.

Quero andar em linha reta pra te abraçar.

Não posso fazer nada

Se tu ficares trancada em meu pensamento.

Pois não sei pra onde ir.

Já tentei fugir daqui já faz um tempo.

Ficaremos aqui nós dois.

Não diga que depois não te avisei.

Então saia da minha mente.

Ou pelo menos tente achar o caminho que eu não achei.

Pois é justa a tua imagem

Que surge como miragem pra mim… Assim não dá mais.

Ponha-se daqui pra fora!

Vê se vai embora da minha cabeça e me deixa dormir em paz.

Autor : Maurício


‘Cause you give me something

That makes me scared, alright,

This could be nothing

But I’m willing to give it a try,

Please give me something

‘Cause someday I might know my heart.

James Morrison – You Give Me Something

Todo mundo ja olhou, olha ou vai olhar pornografia. Todo mundo. Não balance a cabeça dizendo que não. Você ja olhou.
Obviamente eu não vou postar aqui no blog pornografia, porque muito provavelmente ele seria prontamente excluido do sistema solar sem nenhum aviso previo.
Mas então, sobre wtf é esse post.
PG Porn.
Pornografia para aqueles que amam tudo nos filmes porno, menos o sexo. É eu sei. Mas é totalmente excelente. Muito engraçado. Os caras pegaram algunas atores “famosos” como o protagonista da série Firefly, ou o Lex Luthor do Smallville e juntaram com atrizes de filmes pornos. Com as mesmas falas a mesma edição e atuações. Eu separei alguns dos que eu achei mais brilhantes.

(Eu pus famosos entre aspas para não ter que me dar ao trabalho de buscar os nomes)

Esse é com o cara do Firefly(acima). Não se assuste se achar que esse vídeo esta falhando. É proposital.

Simplesmente inesperados.

Someday, you will understand, the desert of my mind, and then, you think, that’s why…
Someday, you will now why the window of my prision is filthy. because of that i can never see things the way they are, so i live for myself, in my in world.

Someday,i will leave the place that you call body, i will forget myself, finally free from the prision of my mind.
Someday, i will stand up, and then, you now, that the Inman is back, free from his past.
Someday, you will now me, as the dead who walks.
You will feel me when you sleep, as the trees feel the wind, but you can never see me, cause, i am the one who lives only in dreans.
But the only thing that i want, is to disapear, into the dreans that i create.
Just as the season’s, i want, to go, somewhere, nobody feel me.
Free from my sins.
Just me and my prision of the mind


What we learn as children that one plus one equals two, we know to be false

One plus one equals one.

We even got a word for when you plus another equals one

That word is love.

-… é porque o “visionário diretor de 300″ destruiu o final do filme.

- A gente tem que dar o credito pra ele em diversos outros pontos que ele deixou mais ou menos parecido com a HQ, mas realmente o final foi foda. Sabe que eu vi algumas pessoas saindo do cinema? Não no final, mas lá pelo meio do filme e tal. Eu acho que eles esperavam um filme mais “massa veio” e não um filme mais cabeça.

- Ah é, muito cabeça. Algumas horas parecia Kill Bill cara. O coruja e a espectral quebrando braços e o sangue jorrando. Só faltava o sangue ser meio cor de rosa, dai virava um filme B japonês e eles podiam até por o Pai Mei pra deixar tudo acertado.

[risos]

-Sabe que a lula gigante di final da HQ é vulgarmente chamada aqui no Brasil de Bucetão?

- Que coisa imbecil, quem foi o idiota que inventou isso cara?

- Ah eu ouvi da boca do meu professor de desenho, ma s eu já tinha lido em alguns sites.

- Ah, mas mesmo sendo… [pausa para escolha de palavra], seria melhor do que botar a culpa no cara azul pelado.

- Pois é, olha que ridículo, o cara é azul que nem um Smurf tem o poder de um deus, mas ele tem a voz de uma guriazinha.

[Faz pose de forte enquanto anda]

-EU VOU DESTRUIR VOCÊS SEUS VIETCONGS DO CARALHO [com voz de menininha]

[risos]

- Ele anda pelado cara, ele podia ameaçar molestar os caras se ele quisesse.

- SEU BANDO DE AMARELOS DA PORRA, EU VOU ARREÇAR TANTO VOCÊS QUE A PALAVRA BURACO NEGRO VAI TER UM NOVO SIGNIFICADO!!! [ainda com voz de guriazinha]

[risos]

- É. Nunca subestime um cara de três metros, azul de pinto de fora com voz de menininha.

[risos]

- O Alan Moore deve estar se revirando na caverna dele agora.

- Sabe que eu não terminei de ver o Mindscape até hoje?

- Viado.

- Porra cara, é que ele fala tanta coisa, e às vezes tu fica prestando atenção no sotaque dele, ou fica perdido tentando entender o WTF que ele ta falando que eu simplesmente não consigo. Eu devia ficar bêbado pra conseguir ver aquilo.

- Vamo virar nessa rua, aqui tem um sebo que eu quero ir. Eu quero ver se não tem o Apanhador aqui.

- De novo? Tu já não tava procurando esse livro?

- É que eu quero uma edição velha cara, não nova. Eu quero uma que seja bem surrada. Eu vi uma foto de um, com uma capa vermelha muito do caralho.

- Surrada? E tu quer pagar por isso?

- É que ela parece mais humana daí. Sei lá cara, é como se fosse, hum sabe? Tipo, sabe aquelas tardes de outono que tem a cor meio amarelada? Fria e aconchegante? É mais ou menos isso que eu sinto quando penso nesse livro. No de capa nova eu não tenho a mesma sensação.

[Cara de espanto o.Ô]

[risos]

- Éééé cara, faz completo sentido.

-Tomanocu.

[risos]

- Eu tava conversando isso esse dias com uma guria, e ela mais ou menos concorda. Não com a parte da tarde de outono, mas do livro surrado.

- MSN?

- É.

-Cara quantas pessoas tu tens bloqueadas no MSN?

- Ah, eu tinha muito mais antes cara. Acho que agora mais ou menos umas vinte e poucas, não sei ao certo.

- Porra, vinte e poucas, e tu ainda fica aparecendo off-line a maior parte do tempo.

- As pessoas mais próximas de mim sabem que eu estou ali. Chegamos.

http://prisionofthemind.blogspot.com/

So long and thansk for the fish.

<o/.

Nós somos criaturas de hábitos não é mesmo?

Porra eu fiz de novo. É mais ou menos assim que a barca anda. Ou navega já que é uma barca.

Devorador de pessoas não é?

Nos últimos tempos eu tenho me sentido meio como Tom Hanks no naufrago. Só que o avião não caiu por falha. Eu sabotei.

Eu às vezes fico me repreendendo por usar palavras difíceis, e frase bonitinhas e bem pensadas e tal. Porque na realidade não é assim que as pessoas falam. Talvez por isso que às vezes eu não releio o que escrevo só mando o revisor de ortografia ir trabalhar nas linhas. Porque eu não gosto de saber da mentira da língua portuguesa que eu escrevo em relação a que eu falo.

Não que eu fale gírias, e tenha tantos vícios de linguagem quanto à maioria das pessoas. Eu falo muito “meu”, “cara” e “guria”. Mas isso se deve ao fato de que ( e isso eu espero , permaneça em segredo) ao meu trabalho de instrutor de desenho. Porque para falar a verdade eu estaria feliz em dizer que eu sei o nome de 75% dos meus alunos de cabeça. Estaria. Porque na verdade esse número beira os 40%. Por isso eu uso essas palavras e algumas vezes apelidos.

Mas bem, eu fugi do assunto.

Eu afastei. Na verdade me afastei das pessoas nos últimos meses. Não foi por ter me cansado delas,ou porque eu voltei a agir como um filho da mãe. Isso tem muito mais a ver com um pânico interno.

Graças a Deus eu não tenho chefe. Eu tenho um sócio e somente isso. As coisas andam bem agora pelo menos, mas por algum tempo eu tive realmente o stress de não saber realmente o que fazer. Meses ruins me fizeram repensar bastante coisas sobre o que fazer com meu futuro. Mas durante meses esse “pensar no futuro” foi mais o menos o meu limite de pensar.

E por causa disso eu não atendi algumas ligações, não fui a alguns lugares, não entrei no MSN…

Todo mundo necessita de um tempo para pensar. Mas agora eu acho que as coisas vão ficar normais e eu poderei voltar a ser o mesmo idiota de antes.

É realmente um pouco difícil ter um blog e não acabar falando de si mesmo. De certa forma é interessante falar. Eu me sinto falando com meu cachorro na verdade (e isso é uma coisa boa), porque ele só ouve e fica ali do meu lado. Até claro o momento em que ele gruda no portão por causa das crianças jogando bola na rua.

Falando nisso eu vou ter que acabar pagando por uma bola porque minha figura materna ignorou os pedidos das crianças da rua enquanto meu cachorro trucidava a bola de futebol deles.

Ele faz esse tipo de coisa com bolas de futebol, tacos de madeira, vassouras, tapetes…

Ah sim eu assisti novamente ao Brilho Eterno de uma mente sem lembranças. É realmente angustiante. Mas aquela cena da praia é muito boa.


As noites parecem cada vez mais longas conforme o inverno cavalga em minha direção melancolicamente. Até mesmo a distancia até aquela locadora parece mais longa. É como quando você está louco para que a aula acabe e então fica olhando para o relógio a todo o momento. Só que por um capricho divino talvez o tempo se estenda preguiçosamente a sua frente. E se apruma cada vez mais conforme você lhe da atenção. Eu sempre tentei fazer jogos mentais para esse tipo de momento. Como contar os tijolos da minha classe até a porta, ou contar quantas meninas estavam usando aquelas malditas chuquinhas no cabelo. Algumas vezes funcionava e eu entrava em algum tipo de transe daquele que você imagina uma vida inteira em 30 segundos. Um filme de 8 mm saído diretamente de minha cabeça. Algumas vezes eu casei, algumas vezes fui astronauta, já fui campeão do mundo e até agente secreto. Mas em todas às vezes alguém me tirava desse transe, como um banho gelado em um bêbado, todas às vezes era com um choque que eu voltava a meu corpo e a vida real, e pessoas cada vez menos interessantes.


Não esta adiantando. Eu já tentei pisar somente nas lajotas de rua de cor escura, contei os postes da rua e ate mesmo tentei ler os pensamentos das pessoas, mas nada parece funcionar hoje. Talvez seja a chuva. Talvez ela seja a minha kriptonita que me impeça de entrar na minha matrix feita sob medida.


É engraçado como as pessoas andam pelas ruas sem se notarem. Somos todos estranhos postos em uma sala de dentista esperando por um tratamento de canal doloroso.


Funcionou.


Ou não.


Talvez eu que esteja em câmera lenta enquanto o resto do mundo parece estar usando algum cheat de velocidade.


Eu acho que ela me estava me dizendo seu nome. Ou não, talvez ela estivesse falando de outra pessoa. Bonito sorriso. Mas eu não acho que devia estar conversando comigo> Talvez olhar para tijolos também não tenha funcionado para ela.


Se todos os dias fossem assim

Negros, azuis, vermelhos carmesim

Se a lua brilhasse vermelha ao cair do sol

O que seria de mim

Um bobo da corte, um boçal , ria de mim

Minhas costas doem, pois escrevo assim

Minhas mãos clamam por ti junto a mim

Mas no fim o que seria de mim

Um bobo, um poeta ou ninguém ?

Enfim…


Fill my heart with song

Let me sing for ever more

You are all I long for

All I worship and adore

In other words, please be true

In other words

In other words

I love you.

Frank Sinatra – Fly Me to The Moon

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