O que dizer quando se não tem mais nada a dizer? O que se pode falar a alguém que não mais quer escutar?

Quando as palavras já se tornaram pedras, e a alma uma muralha intransponível não há mais nada que se possa fazer neste mundo.

Apenas esperar, e esperar.

Pois até mesmo agir em certos momentos não se torna a reação apropriada. Pois assim como Sun Tzu uma vez disse, é necessário reconhecer a derrota, pôr a espada na bainha, e se preparar para um outro dia, uma outra batalha onde os números sejam mais favoráveis.

Sharp like an edge of a samurai sword
the mental blade cut through flesh and bone
though my mind’s at peace, the world out of order
missing the inner heat, life gets colder
oh yes, I have to find my path
no less, walk on earth, water, and fire
the elements compose a magnum opus
my modus operandi is amalgam
steel packed tight in microchip
on my arm a sign of all-pro
the ultimate reward is honor, not awards
at odds with the times in wars with no lords

a freelancer,
a battle cry of a hawk make a dove fly and a tear dry
wonder why the lone wolf don’t run with a klan
only trust instincts and be one with the plan

some days, some nights
some live, some die
in the way of the samurai
some fight, some bleed
sun up to sun down
the sons of a battlecry

look, just the air around him
an aura surrounding the heir apparent
he might be a peasant but shine like grand royalty
he to the people and land, loyalty
we witness above all to hear this,
sea sickness in the ocean of wickedness
set sail to the sun set no second guessing
far east style with the spirit of wild west
the “quote-unquote” code stands the test of
time for the chosen ones to find the best of
noble minds that ever graced the face of
a hemisphere with no fear, fly over

the blue yonder
where the sky meets the sea
and eye meets no eye
and boy meets world
and became a man to serve the world to
save the day, the night, and the girl too


 


 

 

 

Chove na tarde fria de Porto Alegre

 

Trago sozinho o verde do chimarrão

 

Olho o cotidiano, sei que vou embora

 

Nunca mais, nunca mais

 

 

Chega em ondas a música da cidade

 

Também eu me transformo numa canção

 

Ares de milonga vão e me carregam

 

Por aí, por aí

 

 

Ramilonga, Ramilonga

 

 

Sobrevôo os telhados da Bela Vista (1'19" - 156 KB)

 

Na Chácara das Pedras vou me perder

 

Noites no Rio Branco, tardes no Bom Fim

 

Nunca mais, nunca mais

 

 

O trânsito em transe intenso antecipa a noite

 

Riscando estrelas no bronze do temporal

 

Ares de milonga vão e me carregam

 

Por aí, por aí

 

 

Ramilonga, Ramilonga

 

 

O tango dos guarda-chuvas na Praça XV

 

Confere elegância ao passo da multidão

 

Triste lambe-lambe, aquém e além do tempo

 

Nunca mais, nunca mais

 

 

Do alto da torre a água do rio é limpa

 

Guaíba deserto, barcos que não estão

 

Ares de milonga vão e me carregam

 

Por aí, por aí

 

 

Ramilonga, Ramilonga

 

 

Ruas molhadas, ruas da flor lilás

 

Ruas de um anarquista noturno

 

Ruas do Armando, Ruas do Quintana

 

Nunca mais, nunca mais

 

 

 

 

Do alto da bronze eu vou pra cidade baixa

 

Depois as estradas, praias e morros

 

Ares de milonga vão e me carregam

 

Por aí, por aí

 

 

Ramilonga, Ramilonga

 

 

Vaga visão, viajo e antevejo a inveja

 

De quem descobrir a forma com que me fui

 

Ares de milonga sobre Porto Alegre

 

Nada mais, nada mais.

It is the springtime of my loving – the second season I am to know
You are the sunlight in my growing – so little warmth I’ve felt before.
It isn’t hard to feel me glowing – I watched the fire that grew so low.

It is the summer of my smiles – flee from me Keepers of the Gloom.
Speak to me only with your eyes. It is to you I give this tune.
Ain’t so hard to recognize – These things are clear to all from
time to time.

Talk Talk – I’ve felt the coldness of my winter
I never thought it would ever go. I cursed the gloom that set upon us…
But I know that I love you so

These are the seasons of emotion and like the winds they rise and fall
This is the wonder of devotion – I seek the torch we all must hold.
This is the mystery of the quotient – Upon us all a little rain must fall…It’s just a little rain…

Led Zeppelin

Essa semana eu estava em casa após o trabalho, sabe, bem tranqüilo, sentado na varanda com meu cachorro, observando a chuva que caia do telhado, e me ocorreu fazer algo que faz muito tempo que eu não faço, e que com certeza, assim como o churrasco, é uma das grandes tradições gaudérias: O Chimarrão, ou mate amargo.

Realmente eu não tomo muito chimarrão. Para falar a verdade, quase sempre que me oferecem eu acabo recusando por um motivo ou outro. Mas não quer dizer que eu não saiba fazer um. Juntamente com o churras e outras coisas mais, essa foi uma das primeiras lições que meu pai me ensinou.

A tradição do chimarrão é antiga. Dizem que soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México “capturar” os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.

Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes “borracheras” – porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo. Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. Daí o troço se espalhou.

Bom, mas continuando, me fui para a cozinha e peguei os ingredientes para o mate:

Erva mate( facilmente encontrada em mercados).

Bomba de chimarrão.

Cuia.

Chaleira com água (tá, eu sei que deveria ter a medida em ml de água, mas eu simplesmente encho a chaleira sem contar esse tipo de coisa).

Preparando o Mate…

Coloquei então a chaleira no fogo, carregada pela metade, fiquei no aguardo dela esquentar. Se deve tomar bastante cuidado com a água, por que ela não pode ferver, se ferver ela vai queimar o mate. Sem falar que vai queimar a sua boca. E sem falar de que vai diminuir também a sua potência sexual.

 

Cuia.

Me peguei então a por a erva dentro da cuia (erva mate, viu). Você tem que por erva até próximo a boca da bomba de chimarrão, a mais ou menos dois dedos da borda, que daí vai dar tudo certo.

Tendo posto a erva para dentro, agora precisa ter espaço para que a bomba de chimarrão entre (imagine a bomba como sendo um canudinho e a cuia como sendo um grande copo de boca larga, vai ficar mais fácil com certeza). Bom, eu peguei a cuia e tapei a boca com a mão (a boca da cuia), e em seguida a virei na horizontal, e balancei-a um pouco, para que na parte de cima ficasse uma fenda entre a erva e a parede da cuia, para que a bomba possa entrar ali.

Agora, você tem que colocar um pouco de água no fundo da cuia, porque se não o fizer, quando for colocar a bomba, ela vai entupir com o pó do chimarrão que fica junto da erva. Colocando água, tudo fica mais compacto (não que eu seja o guru do chimarrão, mas eu já tentei fazer sem a água no fundo e entupiu o troço e eu fui meio que vaiado pela galera que iria tomar).

 

Bomba de chimarrão.

Para não entupir, você também pode comprar um filtro para a bomba, que daí nada vai passar (mas isso é frescura, e se meu pai me visse fazendo isso com certeza eu tomaria uns cascudos).

Bom, depois disso tudo, já se pode por a bomba de chimarrão no espacinho previamente separado para ela, e pode pôr a água (que como dito antes, não pode estar fervida) dentro da cuia. Você deve colocar a água primeiro, então até a metade. Manda a tradição, que as primeiras três puxadas de mate amargo de dentro da cuia você deve cuspir. Essa tradição se deve ao fato que em dado momento aconteceu que tomar mate era meio que proibido, algo assim, então as vezes o mate era envenenado, e se você tirasse as três primeiras puxadas e as cuspisse, o mate já estava limpo.

Após essa três primeiras puxadas (olha, eu tenho certeza que deve ter um nome para isso, mas eu não consigo me lembrar), você por fim pode por água até a borda da cuia e por fim pode matear bem tranqüilo.

Regras para se matear

 

No meu caso eu fui matear sozinho, solito, eu e meu cachorro. Mas se você for tomar matear com alguns outros amigos, existem algumas regras que se deve observar.

 

Ô boa companhia para se matear…

1. Nunca peça ou ponha açúcar no mate;

O nome do troço é mate amargo, o que significa que ele deve ser amargo, ora. Pode-se pôr água, frutas, cocaína, veja multiuso… etc, mas nunca açúcar. Se achar o mate amargo demais, vai tomar um Tang que tu vai ser mais feliz.

2. Não diga que a temperatura do mate está quente demais;

Todo mundo chimarreando sem dar um pio, e tu, guasca, me vem reclamar? Se ninguém falou, significa que a temperatura da água está perfeitamente suportável. Se não gostastes, repito, vai tomar um Tang que é docinho e geladinho.

3. Não mexa na bomba;

Nunca, em hipótese alguma, mexa na posição da bomba. Se te der aquela coceira na mão e a vontade de dar uma mexida, ponha a mão em qualquer lugar, QUALQUER LUGAR, mas nunca na bomba.

E não me venha reclamar das regras, elas são assim e pronto. Desde sempre foi assim, o mate é quente, amargo e quem bebe primeiro é o dono da casa. E não me fala desse tal de tererê que os paraguaios tomam lá de onde eles vem, esse troço não é nem parente do chimarrão. E se for parente, é aquele parente estranho que a gente não tem contato.

Não há nada melhor do que comer um bom churrasco numa tarde de domingo e depois tomar um chimarrão debaixo de uma árvore, deitado numa rede… ô vida boa.

“Carpe Diem” quer dizer “colha o dia”. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente.”

 

Uma filosofia interessante. Viva cada dia como se fosse o último e tal. È eu tento seguir essa filosofia o máximo que eu consigo. Mas deixem-me contar-lhes sobre meu belo dia de sábado.

 

Bem, eu acordei sábado por volta das 9h da manhã, eu tinha que trabalhar neste dia, por isso deixei separadas algumas roupas, para que eu na outra manhã pudesse me vestir rápido, o que significava que por poupar o tempo de escolher roupa, eu teria mais tempo na minha cama quentinha. Pois bem, eu acordo, me levanto, e noto minhas roupas ainda no local aonde as deixei, no encosto da minha cadeira do PC. Mas elas estavam molhadas, pra não dizer encharcadas. O que aconteceu foi que eu durmo com as janelas abertas, por causa do calor. Naquela noite, aconteceu de chover, sabe, uma daquelas chuvinhas de verão rápidas e fortes, e para minha sorte, minhas roupas estavam perto da janela, Carpe Diem.

Eu pensei, “ah tudo bem, escolher uma roupa é rapidão, tranqüilo”. Fui lá escolhi roupas, calcei botas, pois afinal, as ruas estavam úmidas, e o tempo ainda estava instável, e me fui pegar o ônibus.

No ônibus eu me sentei tranqüilamente, pois eu o pego em um terminal, ou seja, quando eu entro, poucas pessoas estão lá, significando que eu posso escolher qualquer lado do ônibus.

A viagem foi tranqüila, até se sentar ao meu lado uma moça, que parecia quere legendar o mundo “ah, aquele homem vai pagar com dinheiro… ah agora ele esta passando da roleta… ah ele vai se sentar nos assentos de idosos, que horror”, acompanhada de uma criança, que ficava batendo os pés sujos na minha perna. Tudo bem, nada demais daqui um pouco eu vou descer, então eis que se senta a minha frente um homem, gordo, calvo, que por algum motivo resolveu ficar batucando com o troco, claro, nenhum problema de inicio, mas depois de passados cinco minutos, o tilintar de moedinhas é um tanto irritante. Pensei, “ah, eu estou sendo rabugento, nem é tão ruim assim, tenho que parar com esse tipo de coisa, Carpe Diem”. Desço do ônibus, já começou a chover, eu estou sem guarda-chuva por dois motivos:

1. Eu gosto de andar na chuva, principalmente no verão.

2. Eu já estava carregando muita coisa para levar um trambolhão que mais parece um guarda-sol.

Pois bem, continuando. Eu comecei a caminhar em meio à chuva, até abri os braços para senti-la um pouco. Estava forte, mas bem agradável até, como eu disse, eu gosto de andar na chuva.

Claro, mas mais uma vez, por algum motivo, Murphy resolveu interferir, e uma caminhonete, dessas de luxo, por um motivo qualquer, talvez o motorista quisesse testar o amortecedor, ou molas, vai saber, mas o importante é que ele passou em alta velocidade por um buraco da rua, que também por algum acaso estava cheia de água. Agora me diz quem foi um dos felizardos a ter sua calça toda molhada?Mais uma vez eu pensei, ah, ta não é tão ruim, daqui um pouco você já vai estar em casa mesmo. Carpe Diem.

Bem, o resto do dia, até que eu chegasse em casa ocorreu normalmente, sem mais distúrbios. Como eu disse, até eu chegar em casa. Pois bem, eu cheguei logo antes das duas horas da tarde, fiz um fago em meu cachorro, larguei minha mochila no chão, e fui ver um pouco de televisão. Eu tenho TV a cabo como muita gente, mas a minha é do tipo ilícita, sabe, falcatrua, e estava dando uns problemas nos últimos dias, não pegava os canais a cabo, então eu chamei um homem para vir dar uma olhada, ele mexeu numas tranqueiras, e voltou a funfar o negócio. Mas… sentei-me, tirei os tênis, a camisa, me deito. Ligo a TV, o aparelho de recepção a cabo, e … … …? Xxxxxxxxxxxxxxxxxxx. Era esse o barulho que fazia, o serviço do tal homem tinha virado porcaria, tava tudo igual, sem recepção mais uma vez. Carpe Diem… carpe diem é o caceta, eu já tive minha roupa primaria toda molhada, me incomodei no ônibus por não escolher o lugar certo, tomei um banho de água suja, e agora isso? Minha TV pirata não quer pegar. Ah mas vai e leva esse carpe diem pra dar uma volta , se não eu vou é dar uma surra nele. “Mas que mer#@, que por$%, que dia do cace:)”. Durou cerca de dez minutos esse ataque de pelanca (hahaha), depois disso eu respirei, e fui atender o portão, pois alguns amigos tinham vindo aqui para casa. Meu dia depois disse foi normal, mas aqueles momentos em que eu passei ao lado de Murphy valeram para estragar meu entusiasmo. Fiquei um tanto calado, ainda com rancor.

È Carpe Diem é uma bela filosofia, muuuuito bela, mas não há como, é humanamente impossível segui-la todos os dias, há dias em que tudo conspira contra nós, em que nós somos o centro da atenção do caos e aleatoriedade conspiratória do mal. Hum… deve ter algum tipo de rodízio para escolha desse tipo de gente. “ah sexta é o Pedro, sábado o Legião, domingo…”.

Hoje é domingo, eu já me recuperei do meu mau-humor terrível, deixei para escrever esse posto hoje, pois se fosse ontem ainda, ele teria muito mais chingamentos de baixo calão.

Carpe Diem, aproveite o dia… sempre que conseguir.

“Carpe Diem” quer dizer “colha o dia”. Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente. Às vezes.”

 

Hoje, o dia estava um pouco triste, um daqueles dias em que somente se nota como as coisas são ruins, um dia que você preferiria passar na cama , do que se levantar e encarar a escuridão a frente.

Mas mesmo com tudo contra mim, eu me levantei. Fui trabalhar. A tarde, o céu escureceu, as nuvens se carregaram, começou a chover.

Eu ja estava em casa então, protegido da água que caia do céu. Mas me faltava algo no dia de hoje. Uma motivação, eu sou daqueleas pessoas que as vezes necessitam de algo para agir, uma forcinha. Então, eu estava olhando os moleques da rua , andarem de bicicleta na chuva, e me decidi. Eu ia dar uma volta.

Foi então que meu dia começou a melhorar, acreditem se quiser.

Eu estava de bermuda, deixei pra tras o portão, e fui caminhando calmamente na chuva. Sentindo a água gelida caindo em mim. Confesso, que eu gosto desse tipo de coisa, me sentir uma criança novemente, das épocas em que jogava bola na chuva com meus amigos. Por isso eu fui.

Então, eu andava pela rua, a chuva andava comigo. Acho que andei uns vinte minutos, até que eu vi, a locadora de video, estava aberta. Sim, eu tenho um dvd, mas eu nasci na época em que so tinhamos video, por isso o costume.

Quando eu vi a locadora, lembrei, na hora, de uma garota. E lembrei de um post que ela escreveu em seu blogg, algo sobre ela ser uma pessoa substituta. Interessante leitura, apesar de eu não concordar com a opinião que ela tem sobre ela mesma.

Mas enfim, fui lá, e motivado pela lembrança da garota e do post, aluguei um filme. Um que eu já havia visto, e já tinha gostado, mas decidi, que estava na hora de vê-lo novamente. E foi o que eu fiz.

Eu o aluguei, pus alguns nuggets no forno, e fui ver o filme. Como eu disse, eu ja o havia visto, mas dessa vez, eu acho que eu realmente vi o filme.

Muuuuito bom por sinal. Drew, o personagem principal perde o pai, o emprego, a namorada, esta prestes a se matar, é quando sua vida muda.

Ele conhece Claire, conhece sua familia, conhece a si mesmo, e conhece ao seu pai.

Pode parecer uma historinha de amor batida a coisa e tal, mas o filme tem mais detalhes do que se possa imaginar, é só estar disposto a percebe-los. Eu fiz isso.

Não há um motivo especial para estar falando sobre o filme em si, a não ser que o filme em si, fala sobre algo que muita gente não tem nos dias de hoje: espontaniedade, boas conversas, e coisas aleatorias.

Bem, se para ter essas três coisas é necessario ser uma pessoas substituta… bem eu acho que sou uma então.