Destino e má sorte.

Não sei se eu realmente acredito muito nesse tipo de superstição, mas o certo é que algumas vezes coisas ocorrem na nossa vida, e que se encaixam tão bem que realmente não temos como não notar uma certa ironia nisso tudo.

Já dizia o velho Murphy que as coisas, quando tem que dar errado, darão errado na certa. Como, por exemplo, é certo que quando você estiver com sacolas de compras na mão direita, a casa vai estar trancada e a chave vai estar do lado oposto de sua mão livre. Como também é certo que, quando você está com aquele dedão machucado, todas as quinas de móveis da sua casa tentarão entrar no caminho de seus pés.

Quando eu era pequeno, por um tempo eu realmente acreditei em destino por algo que me aconteceu.

O fato foi que certo dia, eu moleque ( 7-8 anos) tinha uma senhora que ficava na minha casa, cuidando, limpando, passando etc. mas nesse dia em particular ela não tinha chegado cedo, e eu iria ficar em casa solito. Então meu velho pai resolveu que seria melhor me levar para o trabalho dele (que era perto da casa), para que eu ficasse ali até então a tal senhora chegar.

Pois foi o que aconteceu.

Ele me levou para o trabalho e lá fiquei eu completamente entediado e pensando em como seria legal ficar em casa sozinho. Até que…

Até que recebemos uma ligação de um dos vizinhos de nossa casa dizendo que abelhas tinham invadido o nosso pátio. Sim, abelhas, do tipo malignas-raivosas-que-picam.

O que aconteceu é que um de nossos vizinhos tinha uma (eu ia falar “plantação de abelha”), bem, ele era apicultor e tinha seu próprio enxame por lá. E elas ficavam por perto. Só que, ao que tudo consta, outras abelhas imigrantes estavam passando pelo lugar, e os dois enxames resolveram batalhar entre si.

Sim, uma batalha campal de abelhas e bem no meio do meu pátio. E o pior, meu cachorro, Murphy (sim, em homenagem ao policial que deu origem ao Robocop) estava por lá, sendo atacado por milhares de abelhas.

Meu pai tentou entrar com o carro no pátio para rapidamente sair e pegar ele, mas era muito perigoso tentar.

Eu estava no carro nesse momento e fiquei observando Murphy deitado olhando para nós enquanto elas ainda atacavam ele.

Sim, isso me marcou um pouco.

Mas, continuando. O que aconteceu depois é que o apicultor chegou e as espantou com o seu sei-lá-o-que espantador de abelhas ACME. E eu fiquei depois pela rua, triste e tal, esperando que tudo se resolvesse.

E quem aparece?

Sim, a tia que cuidava da casa.

Ela chegou não meia hora depois de todo o ocorrido. Coincidência? Seria ela a mandante do ataque? Bem, isso eu não sei, o que eu sei é que se ela tivesse chegado na hora certa naquele dia, hoje eu não estaria espalhando alegria por todos os lados (hauahuhauha… ah pára, foi boa).

Pois é, coincidências e desencontros acontecem todos os dias. Alguns são apenas sacanagens do destino, brincadeiras maldosas de amigos ou apenas um dia em que Douglas Adams decidiu escrever o roteiro do seu dia.

Continua

Oportunidades…

Quem não concorda comigo que as oportunidades, aquelas que nos parecem tão aprazíveis, tão boas, diria tão sonhadas, só nos aparecem em momentos em que estamos ocupados, por assim dizer?

É assim, aquela velha história que todos nós conhecemos. E um exemplo bem prático e fácil disso, com o qual eu creio que quase todo mundo vai se identificar: quando estamos compromissados, aparece aquela outra pessoa. Sabe aquela? Sim, essa mesma. Mas por estarmos compromissados nós deixamos pra outra hora, esperando (rezando) para que a oportunidade caia de novo em nosso colo.

Mas certo na vida é que isso só voltará a acontecer mais uma vez quando estivermos novamente compromissados com algo novo. É a Lei de Murphy que age sobre nós. Mas mais que isso, ao longo dos anos nós percebemos que é o tempo o nosso pior inimigo.

O tempo, como eu disse mais de uma vez, é como uma amante traída, que exige atenção e carinho. Por que se formos desleixados com relação a ela com certeza vamos nos arrepender.

Quando eu começo a falar desse tipo de coisa, de não perder oportunidades, de não deixar as coisas passarem, mesmo tendo um compromisso, as pessoas tendem a achar que é por que eu sou mais um daquela leva de pessoas infiéis, que não tem compromisso com nada, que não leva as coisas a sério… Bem, eu sou. Mas é mais do que isso.

Eu falo de nos mantermos abertos às novas oportunidades sempre. De não nos tornarmos estátuas com medo de se arriscar, de tentar, de falhar.

É compreensível como seres muitas vezes humanos, que nós não achemos a idéia de perder algum bem, alguma pessoa de alguma forma agradável. Mas assim é a vida, uma constante busca de aperfeiçoamento, que dura com sorte 70-80 anos, e que mais do que nunca ao chegarmos lá pelo fim somos lembrados mais uma vez de que nada é eterno. E se ficamos plantados durante toda a nossa vida, sendo nós mesmos coadjuvantes de nossa própria história, seres que seguem apenas um script já planejado, somos lembrados ainda de todas as coisas que nós deixamos passar. Todos os “e se…?” que ficaram no caminho.

Manter os pés no chão é por vezes útil para não nos perdermos em devaneios lunáticos sobre conquistas, sobre ganhar na mega-sena, ou sobre comer a Srta Belucci. Mas como diz uma frase já bem batida até: “Quem mantém os dois pés no chão não sai do lugar”.

Mas a vida é uma grande incerteza, um grande ponto de interrogação que nós tentamos desvendar, mas que a cada resposta nos surgem mais três perguntas. Locais seguros, lugares comuns. Isso nós temos aos montes durante toda a nossa vida. E todos sabem do que eu falo. Mas eu não quero saber quem eu vou ser daqui a 10 ou 15 anos, ora nem mesmo sei o que vou ser ou quero ser daqui a um mês.

Dizem que quando crescemos devemos parar de sonhar, devemos assumir responsabilidades, nos tornarmos seres respeitáveis dessa miserável e decadente sociedade. Mas eu digo que, em meio a tanta escuridão nos resta sonhar, mais alto do que qualquer nuvem negra. Ontem nós éramos o futuro da nação, mas o nosso presente somente esta recheado de pessoas e opiniões requentadas. Pessoas que seguem padrões, que obedecem ordens sem questionar, que nascem com uma história pré-pronta, tem a mente bitolada e o olhar focado apenas em um ponto, e não nos 360º a sua volta.

Mais uma vez eu repito que a vida é uma sucessão de incertezas. Então porque nos agarrar tão firmemente a essa realidade medíocre e mastigada.

Eu quero chegar ao meu Gran finale com menos “e se…?” possíveis.

Mas cada um é o mestre de seu próprio destino, não é mesmo? Ou será que até mesmo isso nos foi tirado nos dias de hoje?

Escolhas e incertezas. É so isso que eu sei no momento.

Subject 1.

Eu estava pensando sobre umas coisas, e cheguei à conclusão que eu sou uma pessoa “que seja eterno enquanto dure”. Sim, por quê?

Seja eterno enquanto dure, significa aproveitar o momento. Sabe, o que eu quero dizer, é que eu não consigo pensar em coisas a muito longo prazo. Por exemplo, vamos pegar relacionamentos. È muito bom gostar de alguém, sempre é. Mas eu não posso simplesmente dizer: Nós vamos ficar velhinhos juntos, vamos andar de mãos dadas na beira da praia… vamos imitar o filme a dama e o vagabundo, comendo espaguete…

Sabe-se lá se nós vamos ficar juntos durante quanto tempo, de repente eu começo a gostar de alguém, ou vai saber, eu te assassino e te ponho no frízer. De um jeito ou de outro, não ia durar para sempre. A não ser que fosse um frízer muito bom.

Pareço cínico quanto à vida? Talvez, minha mãe diz que eu sou assim porque eu não tenho religião… hauhauhauahauhauha.

Eu simplesmente tenho uma visão simples da vida. Não há como prever o que vai acontecer amanhã, então à gente aproveita hoje, não faz planos para milhares de anos luz, pois muito provavelmente não vai acontecer, é a lei de Murphy( sim, igual a Lady Murphy, da propagando do carro).

Tudo isso por causa de uma música que eu nem sei o nome. Mas é um pensamento verdadeiro pra min. Eu, por exemplo, preciso estar sempre em movimento, em mudança, por que se não, eu entro num estado cataléptico, que não rende nada. Acho que devido a esse sentimento, eu não consigo pensar em termos como “para sempre” como sendo uma coisa real.Claro que as vezes eu imagino como seria tal coisa no futuro e blablablabla, mas quando eu ponho os pés no chão, tudo muda.

“I’m the kind of people that in certain moment, Just walk away, and never come back.”

Subject 2.

Ah, ontem eu tinha acabado de ter um conversa no MSN, (conversa que eu considerei bem joinhas demais, bom, mas esse não é o ponto), o negócio, é que eu me peguei olhando para a telinha de contatos do MSN, e fiquei pensando:

-Bah, só tem duas pessoas no MSN inteiro que eu converso aqui, por não poder falar pessoalmente.

Pra mim, isso é ótimo, pois eu aprecio muito as conversas ao vivo. Mas tem gente que se conhece apenas por MSN, e que mora na mesma cidade, e eu acho isso incrível, pois não é que elas não se dêem bem, ou não possam se ver, elas apenas sei lá, não fazem isso. Talvez ao vivo elas não se dêem tão bem, ou talvez se dêem até melhor, vai saber né, tudo depende de arriscar…

Eu acho que na verdade, essas pessoas têm medo apenas dessas possibilidades, de chegar na hora H e não ter o que falar, de ficar aquele silencio constrangedor no ambiente, seguido de um:

-“Será que chove?”

Eu não sei, eu não me canso de pensar nestes termos, nestes medos, eu por muitas vezes já fui um fiasco horrível ao vivo, e tantas outras não. Só é preciso ter coragem para dar o primeiro passo em direção ao abismo… tá, esse não é um grande incentivo. Bom, meu pesnsamento quanto a isso, sempre foi, e sempre será apenas um: Devemos nos dar ao luxo de se arriscar, pois pode ser que algo de muito bom saia daí(ou não), mas não adianta dizer que não vai ser tri, sem ter tentado.